sexta-feira, 22 de novembro de 2013

*Um anjo sem asas



Eu apenas queria o seu bem. Queria sua voz suave soar nossos cânticos, quando costumávamos passear nas tardes quentes de verão. Partilhar nossos sorrisos, abrir nossos braços ao vento, celebrávamos a vida como ela é, simples e cativa. A estrada ruiu, os caminhos, separaram-se. Agora, não tenho mais o teu sorriso cheio de alegria para me seduzir e festejar a vida – não sei para onde os caminhos te levaram.
Só sei que permaneço sozinho, olhando para as estrelas, acalentado pelo canto solitário da noite; Um canto triste, que penetra na minha alma e ressoa minha tristeza. A minha vida perdeu a sua essência, o destino resolveu sugar meu fulgor.
O mundo gira, mas eu estarei sempre no meu mesmo lugar. Esperando toda a sua magnificência voltar para mim. Não quero seguir sozinho, não vou conseguir reconstruir sozinho.
Cresci sob asas, e, agora,  não sei criá-las.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Momento difícil

Difícil perceber o momento em que não vê ninguém pra desabafar. Ninguém parece te compreender muito bem. Ninguém demanda teu tato ou te...