quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Carta de redenção.


Naquele dia, eu não sei como consegui reagir e ir embora.

Palavras, nunca foram tão ruins. Sorriso, o mais bonito que fosse, nunca foi tão cruel. Tudo ecoou, bem fundo em minha mente, e devorou as minhas forças – Até hoje, não descobri o que me te tirou dali.
Senti vontade de gritar, correr, perder-me naquele fim de tarde triste de domingo, e nunca mais me achar. Avalanches de emoções, e o branco apagou totalmente minha consciência por alguns instantes. Quando percebi, tudo já escorria pelos meus olhos arregalados. Minha boca se retraiu, jogando lá no fundo tudo o que eu queria dizer. Dei os primeiros passos; destruído. Algo muito importante estava a me rejeitar, e eu, ao menos sabia o porquê. Vasculhava na minha mente tudo o que já havia se passado, mas travei. Os segundos pareciam o infinito. Andei, fugindo da loucura, mas ela me perseguia, cheia de raiva. Sorte a minha, que ela não conseguiu me derrotar – ainda.

Hoje, após alguns meses vagando, atrás de respostas que eu não posso dar, mergulhando em hipóteses sem sentido algum, eu caio e deixo o tempo curar.

A solidão, ela nunca foi tão companheira.

Quem sabe um dia, eu possa descobrir. Voltar ao mesmo destino que eu sempre sonhei. E restaurar uma parte arrancada de mim.

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Eu, realmente, nunca coloquei tanto sentimento nos meus textos... Foi uma libertação agora ~.~

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