segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

#Cartas de fardo


- Não estou me sentindo bem esses dias. Há algo meio que incompleto no ambiente. Como se estivesse um imenso vácuo no meio da minha vida. Olho em volta, e só vejo pessoas vazias, mentes iguais, lugares monótonos. Monotonia desesperadora das grandes cidades — É tudo grande, cinza, quadrado, certo. Não sei se é minha visão frustrada com o mundo, ou se preciso enxergar cor onde não existe, como muitos fazem.

Amargo, sem vida, sem cor. Queria apenas desintegrar-me daqui e ir para qualquer outro lugar. Não me importaria se até a morte me levasse, contanto que me tirasse daqui e preenchesse algum espaço em meu destino — já estou morto mesmo, só que por dentro.
Não preciso de amor, nunca precisei. Já sofri demais, já vi demais nessa vida. E todas essas experiências deixaram-me assim; Amigos? O que esperar de pequenas e débeis mentes vagantes? Não olham o seu ser. É apenas o que  se tem por fora.
Estou no fardo. Na borda. Pronto para o estopim.
Sufocado. No final, eu só queria ir ao alto de uma montanha e gritar. Gritar, mesmo que não me ouçam. Somente para jogar tudo ao vento e deixá-lo levar minha dor para onde eu queria ir.

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- acho que nada pode me deixar mais feliz do que o carinho sincero de um gato. ( Sim, eu amo felinos)
Não consigo mais esconder toda a minha frustração, arrependimento, dor... Tudo vem como um furacão. A única coisa que posso fazer, é por em palavras.



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