terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Soneto - Álvares de Azevedo


   Pálida, a luz da lâmpada sombria,
    Sobre o leito de flores reclinada,
    Como a lua por noite embalsamada,
    Entre as nuvens do amor ela dormia!
    
    Era a virgem do mar! na escuma fria
    Pela maré das águas embalada...
    Era um anjo entre nuvens d'alvorada
    Que em sonhos se banhava e se esquecia!
                                                    Soneto — Álvares de Azevedo
Eu adoro Àlvares de Azevedo, autor da segunda geração do Romantismo, o Ultrarromantismo ou "Mal do Século"... Identifico-me bastante com suas poesias.. Têm muita dor, sofrimento, obscuridade, temas os quais eu gosto bastante... O único livro que li dele foi "Noite na taverna", é pequeno, mas eu adorei... São vários homens em uma "taverna" — é tipo um bar — contado suas aventuras macabras e sangrentas... Quero comprar "Lira dos Vinte Anos", que são várias poemas do autor... Desde que eu comecei a estudar o Romantismo, Álvares foi o que mais me chamou atenção... Ele morreu com 20 anos e muitas de suas obras foram publicadas postumamente... Incrível, tão novo e tão talentoso.

"Sou o sonho de tua esperança, Tua febre que nunca descansa, O delírio que te há de matar!..."
Álvares de Azevedo

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desculpe, querida

desculpe, querida se minhas palavras são incontidas se meu toque te abomina se o meu sorriso e o meu corpo não são o suficient...