terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

#Canto do ser


As luzes da cidade, clarão infernal que destrói a beleza da noite
O barulho dos carros, o vai-e-vem das mentes inquietas 
O mundo gira, gira, e sempre acaba no mesmo ponto
Homens, mulheres, idosos, todos parecem os mesmos 
Modos, costumes, hábitos — quadrados, imóveis, tragédias maçantes
Na minha cidade, não há muita voz para o que é distinto.
Cambaleante, ando por aqueles caminhos indigestos
Sentindo-me um ser totalmente fora do eixo
Vejo um homem a gritar palavras sobre inferno e castigo
Outros a beberem em um bar turbulento da esquina
Para esquecerem os seus problemas — falsas soluções
Pessoas afobadas saindo do trabalho, reclamando do dia-a-dia
É tudo tão irreal, a anormalidade travestida de "usual"
Todas os dias têm as mesma cores e vozes
A essência do ser, a natureza desaparece
Nosso cerne se perdeu entre as eras
Cada um, é apenas mais um. Vagando por aí.
Vivendo por outros, sorrisos amarelos, palavras despejadas.
A beleza que está aqui e acolá, dentro de si eles não conseguem ver
Está à sua frente, esperando para ser contemplado, mas nada disso importa.
Ergo minha cabeça e observo o céu, vejo mais além.
Brilhantes, meus olhos se enchem de fascínio, algo sorri para mim
Um aura intensa, o universo flui de dentro do meu próprio ser
Sei que a força está dentro de mim — de cada um de nós
Pare, pense, sinta. É tudo que precisa. 
Deixe que a maravilha de tudo esteja em você mesmo.
Será Uno, completo e divino. 
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Está um pouco grandinho? Sim eu sei... Mas, gostei de escrever.. Dá para botar bastante ideias e era isso que eu queria :3

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