segunda-feira, 6 de outubro de 2014

- Flui naturalmente..



Às vezes eu me vejo assustada com as próprias coisas que eu escrevo e, o engraçado é que, vem uma simples frase em minha mente, começo a digitar e flui, naturalmente. É como se um ser invisível me empurrasse, e eu me deixasse levar por sua dança. Como se esse ser me conhecesse profundamente e
soubesse meus mais estranhos desejos e monstros e quisesse mostrá-los para mim, na tentativa insana de que eu os enfrentasse com palavras. Coisas que eu escrevo e, depois, percebo que há algo aqui dentro identificando-se com aqueles versos e, gritando para ser cada vez mais notado.

Ontem, simplesmente veio a frase ''Quero criar inferno dentre as ruas" , resolvi digitá-la e saiu meu último poema. Foi natural, sem muito receio. Só consigo produzir quando estou inspirada, e, já disse algumas vezes que, essa inspiração vem quando estou carregada de sentimentos. Quase sempre.
Meu 'eu' precisa gritar, e, recebe alguma ajuda 'invisível' para agir. 
Muitos dos meus versos me deixam surpreendida. Sinto-me imensamente feliz por conseguir desprendê-las de mim, e triste por alguns dos versos que às vezes escrevo. Algo como sentimentos de 'prisão', tristeza...Parece-me como algo que tenho que cuidar.Mas, pareço tão covarde, que só consigo encontrá-los nas palavras mesmo.
Coisas que eu preciso me libertar, mas vivem aqui dentro de mim, aprisionando-me, agindo de dentro para fora, deixando minha vida cada vez mais... Estranha. Tenho medo de torná-la, disfarçada.

Mas, continuo em frente... Por onde será que esses caminhos irão dar? 



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