quinta-feira, 6 de novembro de 2014

- Apatia



Por onde tudo passou, hoje jaz os nossos segredos
Um homem, uma voz - um vazio, o frio
Não me lembro mais o dia em que pude sentir
Não me lembro mais das noites a fio
Assemelham-se mais a borrões
Em flash's, em segundos - que se esvaíram.
O corpo, o toque, o cheiro.
O vento carrega as únicas migalhas
De tudo que ainda resistia,
Aqui dentro.
Você não se mexe
Seu olhar, desvela o martírio
Enterra-se em pequenos pingos d'água
Nunca chegarão a mim.
Suplica-me, deseja-me.
Guarde em você, tudo o que quiser
A milhas de distância, desatarei a linha vermelha
As memórias vão permanecer entre os ares
Mas, jamais espere,
Que eles retornem a mim.


Antes ele que lutava contra o des-amor. Hoje, ele o faz.





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