segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

"A sina dos vivos?"


Os corvos apareceram sobre os montes
E, uma nuvem negra cobria meus pensamentos
Os olhos se fechavam em processo lento.
Enrijecido, o corpo não mais se movia
Pensei, conformado:
"Perecerei, essa é a sina dos vivos...
Nasci cresci, vivi, sempre pronto para o fim..."

Frio, como uma pedra de mármore,
Vi aquela Dona desconhecida,
Em sua capa escura, estender suas mãos.
Segui com ela, deixando para trás
Meu casulo rijo, a ser devorado pela terra.
As portas de repente se abriram,
Minha visão turva, tentava distinguir àquelas formas
Mas, o que eu via, eram apenas borrões
Que transmutaram-se no mais puro branco.
A Dona de capa escura desapareceu,
Deixando-me com sua bela voz a sussurrar:
"Acompanhe sua nova e verdadeira estrada..."
Meu corpo vibrou em espasmos de choques
De repente, retornei à escuridão.
Despertei sobre os montes, o casulo desparecera
Mas, minhas memórias,
Permaneceram presas à esta alma,
Prontas para serem reconstruídas.


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