segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Parecia apenas mais um sonho.


Deveria ser o primeiro raio da manhã. Acordei incrivelmente cansado, ainda zonzo, como se aquele terrível pesadelo da noite realmente fora algo real. Por que há tantos sonhos que parecem realidade? Somente enganos, mas os medos, a felicidade, tudo é sempre tão verdadeiro. Levantei minha cabeça, tateando a cama procurando por aquele que eu havia perdido dentro da minha mente insana. Um carro, o mar, uma terrível ribanceira. Ele dentro do veículo, agonizando. E eu, como louco, a gritar o seu nome. Sem ao menos poder ajudá-lo, vendo toda aquela horrível cena. Acho que eu me debati na cama, gritei, senti, como se tudo estivesse ali, comigo. Estava tudo perdido. Seu corpo no mar, nunca mais eu o veria novamente. Meu amor, meu único amor, estava lá, naquele infinito mar, de olhos fechados, nem mais um sopro de vida.
Quando senti meu corpo acordar, a luz da manhã parecia me invadir de forma agradável, suspirei aliviado. Era apenas um pesadelo. Um estranho pesadelo. Minhas mãos agoniadas, continuavam a encontrar os lençóis; meus olhos permaneciam fechados, não estava com muita coragem de abri-los.

Abri os meus olhos, onde eu estava?

Não vi as mesmas cores, objetos, os mesmos ares. Tudo estava tão diferente. Onde eu estava? Onde ele estava? Levantei-me, observando o espaço vazio que me rodeava. Eu parecia preso, em algum lugar que eu ao menos sabia onde era. Estava com medo de andar, falar, mexer-me e procurar abrigo. Instalava-se o caos em minha mente. Onde ele estava? Onde eu estava/? Que lugar era aquele? Por que eu estava ali? Qual o sentido de tudo isso? É tudo branco, sufocante, fechado. Por quê?

De repente, eu o avistei ao longe, alguns metros de distância. Comecei a andar, estranhamente, aos tropeços, soluços, sentindo medo e olhando para os lados. Parecia cada vez mais longe, parecia cada vez mais escuro. Tornou-se sombra, uma sombra a desaparecer no vazio. Ansioso, desabei de joelhos. Meu corpo tremia e eu sentia frio. Agarrei-me ao meu corpo. Era o único abrigo que eu poderia encontrar ali. Onde eu estava? O que tudo aquilo significava? Por que minha voz se retraia? Por que meu corpo sequer conseguia pedir um socorro. Será , será, aquilo...

As paredes, invisíveis. Começaram a ruir. Tremores, tantos tremores, eu senti.

Deveria ser o primeiro raio da manhã. Meus olhos estavam incrivelmente cansados, minha mente confusa, cambaleante. Acordei, tateando a cama, à procura daquele que parecia tão distante em meus piores pesadelos. Permanecia de olhos fechados. Encontrei os lençóis, algumas almofadas. Até encontrar algo macio, confortável, bem ao meu lado. Percorri com os dedos a superfície lisa, sorrindo, ali estava o que eu tanto procurava. O medo passou, estava ali. Girei minha cabeça para o lado.


Finalmente, abri os meus olhos. O brilho azul dos olhos dele eram tão reconfortantes. Parecia apenas mais um sonho.

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Hello?. Fiz isso em um ímpeto de loucura. Estava ansiosa, e precisava escrever. Então... Saíram esses sonhos loucos aí.

 

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