terça-feira, 24 de março de 2015

- Descobertas da solidão


As dores não se curam sem sofrimento. 
No final de cada dia, o teu olhar se inunda, mesmo que não queira. 
Não, Não acredito ser o silêncio. 
Nem acredito ser por causa da melancolia pegajosa da noite. 
O dia pode ser calmo, pode ser repleto de sorrisos, 
Recheados de todas as alegrias - momentâneas, mas lindas. 
Porém, a solidão - ela sim, é suficiente.
Pode ser entre multidões. 
Ou, no vazio, do teu quarto. 
Nas iluminadas ruas da cidade.
Vem tudo de mansinho, como em cenas de câmera lenta. 
Entrando em um terreno perigoso,
Mas cheio de faces que escondem-se aí dentro. 
Aquilo que te julga,
exclui, sente, massacra-te.
Vem suave, como lembranças sinceras
Transformando-se em gritos e horrores
Que só você pode conhecer bem,
Ou lidar.
Entregue-se. Entregue-se aos perigos que habitam em ti
Seja nas palavras, nos gestos, nas tuas artes,
a tua solidão de ser. 
Basta apenas uma faísca, a tua coragem,
E uma entrega sincera, de descobrir a si mesmo.


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