quinta-feira, 5 de março de 2015

- Extremo desastre

 
Eu sou um extremo desastre,
Rolando entre as montanhas do destino,
Que se movem em ritmos frenéticos.
Sou aquele que se abala,
Mas não se assusta,
Pois – eu sei – a vida nunca é tão justa.
De nada vale o choro
O sorriso, a dor, o luto,
É sempre assim – tão estranho e, acromático.
Minha vida é um pequeno borrão,
Cinza, claro-escuro,
Nessa esfera azul brilhante,
De infinitos extremos.
Já tentei me jogar sobre cidades,
Cores, luzes que não me pertenciam,
Mas, continuei assim, rolando em desastres,
Procurando-me entre vícios.
Não tenho mais sorrisos, pois eu já sei,
Onde tudo isso vai parar,
Ali embaixo, vai a terra sobre meus olhos,
E, a vida? Ah! Não interessa como foi sentida.

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Pertinho de começar as aulas, e meu desespero bate na porta. A ansiedade está me deixando louca e, acho que não quero ir para a semana de integração, é sufocante.  Resolvi fazer esse poema com toda dor que sinto aqui dentro, pois eu sei, o quanto as palavras podem me definir e me fazer sangrar por dentro. Elas ferem, me estapeiam sem dó e, claro, destilam coisas que eu realmente preciso aceitar - já tenho feito isso... Eu vou seguindo minha vida do jeito que posso, mas, às vezes tudo se torna insuportável e, mesmo ferinas, as palavras me salvam. Tem dias que eu escrevo, olho, analiso, penso, descubro que tudo aquilo - mesmo que inconsciente - faz parte de mim, pois fui eu que escrevi... Nem sempre mascaramos o que sentimos... eu não consigo mascarar meus sentimentos nas palavras, pois elas são libertadoras.







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