quarta-feira, 25 de março de 2015

- Poesia noturna



foi naquela noite,
sob o gélido luar de dezembro
ele me olhou,
como se guardasse todos os meus segredos
na soleira da janela
pensei em como sentir aquele olhar
que parecia me intimidar, convidar-me ao seu peito
mesmo que eu ao menos soubesse,
o dono daqueles misteriosos olhos
 acompanhei os seus passos,
firmes, até curvar-se à esquina,
a esquecer-me perdido em seus mistérios
e eu o encontrei em meus sonhos
em um estranho paraíso - mais do que proibido
estando abandonado em seu leito,
e eu me toquei
que precisava vê-lo novamente, sentir os seus desejos
- descobrir também os seus segredos
necessitava descobri-lo
assim como me tomou a primeira vez

II 

então a segunda noite se aproximou,
alimentando-me dos meus anseios
guardei os temores das minhas antigas paixões
e deixei que os desejos apossassem-se da minha alma
aproximei-me da janela,
todos os rostos que passavam,
ah! nenhum era o seu.
o terrível som do relógio me deixava louco,
eu teria desistido? mesmo depois de consumido? 
a paixão sempre fora tão ridícula, mas inspiradora.
quando vi os teus passos, no final da rua escura
não pude conter o sorriso - sendo extremamente bizarro
parecia que vinha lentamente, como se me provocasse,
seus passos ficavam mais pesados, 
aproximando-se da minha janela,
E então ele parou - ver seu olhar novamente me assombrou
teu sorriso era o mesmo do meu sonho - proibido
então eu percebi,
 era você
aquele homem que eu jamais deveria ter esquecido.



> Esses dias estou um pouco sentimental demais... Loucuras, sabe? Então.  Como em uma miragem, fiz essa poesia aqui... A mais extensa que já produzi. :l
*O título faz referência à Música "My Selene" de Sonata Arctica

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