quinta-feira, 26 de março de 2015

Prosa do dia - 26/03/2015



Hoje à tarde, após tentativas falhas de ler artigos pelo meu computador, irritei-me e fiquei a assistir vídeos no meu celular. Ocupação boba, banal, mas acalmou os meus ânimos. Depois de mais tranquila, fiquei deitada na cama, e comecei a pensar sobre mim. Sabe, meus pensamentos sempre são tão aleatórios... A volta/ida para a universidade é longa e como não consigo ler absolutamente nada por causa do movimento do ônibus, meus pensamentos doidos afloram. Penso sobre meus colegas, professores... Observo os rostos à minha volta, penso sobre eles, imagino histórias... Porém, percebo que quase nunca paro e reflito sobre minha personalidade. Quais são minhas paixões mais profundas? Quem sou eu? Quais os meus medos? O que eu preciso?  O que eu quero?! Essas são perguntas que quase nunca passam pela minha cabeça. Quando 'reflito' sobre isso são nas palavras... Por isso que eu digo, descubro-me em minhas poesias. Em notas no post ou em prosas do dia... E fica por isso mesmo. Mesmo Sozinha, eu e minha solidão, não entro em sintonia comigo mesma. Preciso de uma entrega sincera. 

 Então, hoje, quando parei para me 'analisar' e conversar comigo mesma... Comecei a perceber algumas coisas sobre mim, e fiquei realmente intrigada. Outro dia eu falei aqui sobre não ter muito o que conversar com as pessoas, por causa dos meus gostos 'peculiares'. Esses dias na universidade fizeram-me enxergar muitas coisas. A verdade é: eu que não sei conversar. Sou uma pessoa que sempre se concentra em seus gostos, suas particularidades – abrir-me para as pessoas é um desafio. E, quando falo dessa abertura, é para que as pessoas me entendam, que eu possa descobri-las e, claro, entendê-las com mais intensidade. Sinto-me extremamente incomodada quando estou ao lado de alguém e não saber o que dizer. "Ah, vai me achar idiota, pensar que sou boba, curiosa demais etc's." Para afugentar o desconforto acabo pensando em milhões de coisas, mergulho em minhas imaginações e esqueço o ser do meu lado. Chato, não?

Sempre fui muito observadora. Quando estou na turma entre os colegas, olho todos os gestos, analiso as palavras, os sorrisos. Dessa forma, eu sempre consegui ter uma visão um pouco mais ampla dos outros. Entretanto, esse ‘olhar’ sempre é muito limitado. Conhecer verdadeiramente as pessoas ao seu redor demanda tempo, conversa e, em especial, compreensão. Eu só consigo ter o último quesito. Por isso, sempre me achei tão distante dos outros. Não que fosse a “excluída”, mas minhas relações sociais sempre foram muito restringidas e aqueles instantes de silêncio, sem assunto, ao lado do outro sempre me deixam agoniada. Consigo me comunicar, normalmente, mas é algo frágil, curto, direto. Essa é uma das razões por eu ser tão ‘difícil’ para fazer amigos... A minha falta de exposição (sem muitos alardes, obviamente). 

Ninguém me conhece verdadeiramente. Essa introspecção tem seus dois lados. Posso me descobrir com mais facilidade agora, mas, tenho que saber como me ‘jogar’ ao mundo. Eu só tenho que aprender o equilíbrio. Depois dessa minha “descoberta” de hoje, acho que agora posso trabalhar melhor minhas relações comigo mesma e com as pessoas. Não posso mais me encontrar apenas nas palavras, claro, ela sempre será o meio mais apaixonante de todos, mas quero me encontrar no mundo e nas pessoas também. 


* Esses dias parece que estou muito aflorada! Interessante...rsrs 
** Triste pelo fim de Binan e Akatsuki no Yona, sem palavras para descrever! :(

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