domingo, 5 de abril de 2015

cartas e brasas

ben barnes *

Casa de cartas, fios de linho
Entre as nossas estradas, desencontradas
O caminho que eu vi jamais estará sobre o seu
Meus olhos podem estar vendados,
Ando pisando sobre as brasas que jogou aqui
Encosto naqueles fios,
As cartas já não estão mais levantadas
Meus olhos podem estar em luz
Jogou-me em brasas – e, agora, onde está a minha cura?
Zigue-zagues e entre saltos – o meu desespero sobre teu silêncio
Nunca mais escuto o deleite da tua voz,
E o olhar sombrio – medíocre, dos teus olhos.
As brasas,agora, já se apagaram.
E o meu amor vai-se consumindo em fúria.
O teu jogo nunca fora sincero
Matar-te-ei – mesmo que aqui dentro,
Minha fúria está avivada por ti
Pode te ver em meu olhos,
As brasas que se apagaram, acendem-se aqui.


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