segunda-feira, 20 de abril de 2015

fardo.


Às vezes nós nos sentimos tão vazios, distantes de tudo e de todas as pessoas - até mesmo daquelas a centímetros de distância de nós. Procuramos sentido em coisas que jamais alcançaremos. Então, dentro de nós não conseguimos sossego, dentro de nós nada nos agarra - assim, buscamos lá fora, algo que possamos nos agarrar, nos confortar. Seja em um templo, em uma 'festa', bebida, músicas, nos braços de outro alguém. Tudo, tudo amado e, parece tão seguro; tomamos como parte integrante de nós. Isso tudo passa ser o conforto, a curta estada onde encontraremos a nossa paz. A paz que sempre quis?
Deixamos nossas entranhas largadas, juntamos todas as sombras em um só peso, em uma só medida e, em instantes, tudo se torna um fardo grande demais, pesado demais. Então, caímos.
Desmoronamos.
E, o que sobra? Nós mesmos.
Foi assim que me encontrava naquele momento. Estava em transe, e busquei a mim mesmo, sem ao menos pedir desculpas pelo abandono. Quis descobrir alguém e o encontrei. Apaixonei-me. Deixando todas as falsas impressões para trás.
O homem inseguro, fútil, precisando de reparos. Fui-me consertando. Os cristais estiveram desmoronados, mas assim que juntei todos os pequenos pedaços, consegui encontrar a única e satisfeita companhia a qual eu precisava.

Sim, Eu mesmo
 

♥♥♥

** Nunca se jogue ao mundo, esquecendo-se de si mesmo. ;) 

 


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