sábado, 11 de abril de 2015

palavras frias.



quando as palavras não vêm à tona
meus olhos se frisam
e meu corpo se torna uma chama,
cor de cinzas.

se o inverno aqui se prende,
e minha cabeça pende, quase fria
meu coração pulsa, melodiosamente,
procurando versos,
onde eu possa me jogar, sem ter volta.

penso, penso. insisto!
meus dedos esfriam sobre minha cabeça
onde está a luz que me tira o sono?
a voz ferina que destrói minha carne?

aquela chama acesa, vivida,
que me empurra, 
a encarar minhas sombras,
tão pálidas, lívidas.


quando a gnt quer encarar o que sente... até o bloqueio criativo te dá forças.

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