domingo, 26 de abril de 2015

passado em palavras... / prosa do dia 26/04/2015



Eu me pego às vezes pensando no passado. Para muitas pessoas é uma experiência tão boa, não? Lembrar da infância, dos sorrisos, das histórias a contar, dos amores e alegrias que viveu. Não sei muito bem o que falar do meu passado. Na verdade, preservo-o em palavras. Sabe, até hoje tenho alguns cadernos jogados sobre algumas coisas velhas, onde, certas horas, fico a folheá-los. Percebo que eu era tão, mas TÃO diferente em muitos aspectos. Já que sempre tive afinidade com a escrita, pegava meus cadernos antigos da escola e escrevia sobre diversas coisas... Ideias sobre Deus, amizades, amor, minhas ilusões, bobagens, minha adolescência passada de uma maneira tão insossa.
Nós mudamos tanto com o tempo... Eu tinha um diário, escrito à mão, na verdade, era um caderno antigo que fiz de confidente. Escrevi nele de 2010 até o ~final~de 2012. Quando folhei ele esse ano, destruí. Não porque sentia raiva daquelas palavras, mas, como uma maneira de esquecer tudo aquilo. Ideia ingênua? Sim, foi. Porém, eu não me arrependo. Nem quero me arrepender. Eu escrevia minhas experiências tão sem sentimento do passado. Minha adolescência foi fria. Fria de loucuras, fria de paixões, fria de sentimentos. Não sei realmente o que eu tanto escrevia ali. Não consigo entender. Rotinas da escola? Sobre pessoas que hoje eu nem sei mais quem são? "Amizades" que se foram, como... nada? Coisas tão banais, que eu ri ao ler! Cheguei até a me divertir - eu encarava tudo com tanto otimismo, mas, na verdade, nunca me sentia bem comigo mesma. Analisando minhas 'histórias', hoje eu acho que tudo foi perdido. Então, quis perder aquela referência que era o diário. Acredito que foi uma boa decisão, mesmo que pareça ingênua, já que tudo vai continuar aqui... Comigo, para sempre.
Como já disse algumas vezes, tento fazer uma reforma aqui. Começa das pequenas coisas. Das atitudes mais singelas. Mudar quem eu realmente sou, não posso, mas quero me sentir bem. Olhar para o meu ser e me entender com minhas dificuldades, limitações, respeitar a alma que aqui habita. Não sei explicar o quanto é difícil. Penoso, mas, não custa nada tentar.Faço isso em poesias, lavrando meus pensamentos, passo algum tempo sozinha, dando as costas a quem me tentar condenar. Nós sempre nos condenamos, tentando nos adequar ao outros, sem entender que sofremos nesse processo. Esquecemos de nós mesmos. Acho que, a partir do momento em que me sentir bem por dentro, vou poder ser melhor no mundo e claro,  melhor para mim também :D
O post seria sobre "coisas velhas" e foi... mas não do jeito que eu pensava ♥
Bom, essa prosa do dia foi mais uma reflexão... fica assim mesmo! :3




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