quinta-feira, 23 de abril de 2015

passado perdido.


nesse quarto vazio,
encaro a alvura das paredes,
que me cercam,
o passado perdido - encontra-me nelas.
estivera escondido, na fina,
quebradiça
couraça que me encerra.
continuo preso, deitado em minha cama,
torna-se rijo, desse peso absurdo,
do meu corpo.
aonde eu for,
aonde este corpo puder ir
carrega estas imagens perdidas
encostadas, lá no fundo - bem lá no fundo
e contidas pelo meu temor,
de trazê-las de volta ao mundo.

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