quinta-feira, 25 de junho de 2015

.a menina e o homem indiferente

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I
você não parece aquele homem comum,
como todos gostariam que fosse
eu sei, tenho o mesmo sangue,
talvez, até as mesmas máscaras
mas, nunca consegui sentir você aqui dentro.
sei também, não me entende
não se comunica
chega, senta ali e, simplesmente... some
como se nada ao seu redor lhe pertencesse.
posso te entender - às vezes também sou assim
mas, nada me machuca mais do que o seu olhar frio
sinto-me uma criança sem herói,
a princesa que não tem mais o seu rei
a menininha, de seis anos, parada na porta de casa
à espera daquele que parece não saber como é amar


II

antes acreditei em seu espírito contido
a alma poeta, a contar histórias antigas
de modo fascinando.... cheio de paixão
mas, hoje, depois de tantos momentos,
percebi todo o seu desgosto,
a indiferença, que não só me atinge,
como me destrói
busco o amor em outras estradas
tenho fontes incondicionais,
abraços fortes, dores abafadas em apertos quentes
porém, feridas como essa não podem ser saradas
envolvem o mesmo sangue; correm pelos mesmos fluxos
ocupam os mesmos espaços
talvez eu seja igual a você - em muitas instâncias
mas, trato a cada dia, de descobrir como é amar.





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