sábado, 13 de junho de 2015

sono.



senti aquela besta vindo sobre as montanhas
e vi em seus olhos que meu fim não poderia ser tão 
caloroso.
soltei os meus papéis,
 larguei aquelas palavras sem vida,
e andei sobre montes,
como se ansiasse ,
a presença destruidora dela.
antes quis as fantasias - 
as ilusões não me serviam mais,
o mundo que eu tentei servir, 
era o mundo que eu desejava servir.
deixei que ela soltasse minhas lágrimas,
com suas deliciosas acusações, ela tomou a minha voz
deixei que estapeasse, sacudisse, 
trouxesse o caos
e, só assim, acordei!
acordei do meu tenebroso sono,
e percebi o quanto é gracioso
o primeiro raiar de sol,
ao renascer.


... e a sombra me estapeou.



2 comentários:

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Nunca tive cara de nova, muito menos de mais velha, sempre um meio a meio... Ou uma normalidade insossa. Minhas palavras nunca ...