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Mostrando postagens de Julho, 2015

amor. quem sabe?

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Eu já me descasquei de tantas palavras de amor Amores esses que nunca vivi Mas sempre sonhei em ter só para mim Queria deixar de pensar em paixonites que me iludem Menina que sou ainda, Desejo ser mulher feita - ou talvez eu seja? Pego uma taça de vinho Deito-me no chão frio da minha varanda e pereço: O som do tic-tac vem da sala; uma hora { quem sabe? } ele apareça e me enlouqueça? Nada como deixar que o tempo te abrace e deixe fluir sem muita pressa....

estranho momento.

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folhas brancas sobre meu colo, canetas em mãos e, um fervor domina a minha pele
estranho o momento,  parece-me algo novo e sim, é algo totalmente novo - sempre será
fecho os meus olhos, e não sinto mais nada, o mundo parou?
'ela chega, senta-se ao meu lado   e, com ambas as mãos, sacode minha cabeça
acordo e tudo parece tão calmo, olho ao redor: vejo-me em todos os lados, vejo flores, chamas, névoas; vão e vem
sinto minha cabeça pender, mas 'ela me segura e ajuda-me a acostumar nesta confusão
sinto que minhas mãos agora se movem rabiscos aparecem nas folhas em branco e meu olhos tentam entender.
leio. surpreendo-me. e respiro fundo o papel está em minhas mãos, e 'ela se foi, sem cerimônias
as palavras que eu leio corajosamente, ultrapassaram a minha couraça  e, ousadas, lançam os meus torvelinhos para o mundo.



25 de julho - Dia do Escritor.

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Sou só uma amadora...Porém, sei que uma das minhas grandes paixões é escrever e... Enfim, é meu melhor remédio. Cada palavrinha carrega um pouquinho de mim e sempre descubro um ou dois dos mil universos que existem aqui dentro... E isso me fascina. Vida longa aos escritores! :D

encolha e escute.

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desligue o rádio
feche as janelas: esqueça o sons das cidades
abaixe tua voz: encolha,
encolha-a bem,
até estar apenas em sua mente
ouviu? sente?
siga, siga estas ondas, mas
cuidado! não vá tão depressa.
caminhe por estes sons pesarosos,
pare, escute a voz que te chama aí dentro,
sente?
ela pode até ser estranha; dolorosa,
mas é tão acolhedora,
nunca mais vai querer abandoná-la.


Junjou Romantica *3* ♥

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Sim, estou atrasadíssima! Mas, cheguei para falar de Junjou, meu amor de sempre!  Desde o ano passado já espalhavam boatos sobre a nova temporada do anime e eu, fã de carteirinhada obra, esperava ansiosamente pela terceira temporada. De tão ansiosa, cheguei a ler o mangá... Baixei alguns volumes disponíveis no antigo fórum redisu (hoje é um grupo no facebook), e como não aguentei esperar a tradução dos capítulos mais recentes, comecei a ler em espanhol. Enfim, já estou ciente de muita coisa que ainda vai acontecer, porém, sempre tem um gostinho a mais assistir em animação.
Os traços do anime estão ótimos, captaram a essência da Nakamura-sensei - Apesar de eu me incomodar um pouco com o estilo dela. As mãos enormes (se bem que isso é característico do Yaoi xD), os personagens com o rosto muito reto... Ela está evoluindo bastante no mangá, sem perder a sua originalidade. Os dois primeiros capítulos foram ótimos e inserem uma questão que uma ou outra teria de ser explorada... Misaki já v…

inverdades.

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Eles falam, falam... Mas, O que tanto dizem? Vejo risos entre dentes Palavras soltas, gestos estranhos e de nada entendo. Às apareço dentro desta roda Mas talvez não esteja lá, não sei Dos abraços nada sinto Os beijinhos ao vento, parecem apenas gestos de mimo. Talvez seja melhor sorrir e se afastar, Abraçar e correr; de fininho. "como quem não quer nada." Não acredito mais nos brilhos destes olhos Há muitas inverdades aí dentro.


Prosa do dia 20/07/2015

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A greve dos professores daqui a pouco acaba... Depois de mais de 2 meses sem aula (Sem contar a greve do meu curso, mas..). Bom, o governo se comprometeu a cumprir as reivindicações, mas nunca se sabe... Eles sempre dizem que vão fazer e no final, sabemos muito bem como é. Mas.. Enfim, agora que a rotina de estudos voltará, não sei muito bem como fica a situação do blog, os projetos e tudo mais. Bom, sobre o blog, posso construir poesias e, de vez em quando postar, já que eu necessito tanto disso. Na verdade, é meu remédio. Porém, os projetos... Provavelmente ficaram empacados, não sei por quanto tempo. Teremos que recuperar o semestre, repor as aulas (incluindo nas férias). Acho que não vou conseguir terminar de postar GR no Nyah e nem vou escrever mais outro, posso retomar daqui há algum tempo, mas realmente não sei quando. Por esse lado, é triste; quero voltar para aulas, muito, entretanto, eu amo tanto os meus projetos... Deixá-los para trás é muito difícil. Quero mergulhar…

passos da cidade.

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Certo dia, resolvi sair do meu ninho, e caminhar entre as ruas da cidade. Era uma tarde morna de junho... O sol a despontar, fraco, como se não quisesse aparecer nos céus.
Andei por ruas e esquinas, a ver passos apressados e rostos suados. Não defini um destino, só queria estar entre gente; E esquecer as insanidades da minha mente.Vi doidos correndo entre carros, conversas sobre fulaninho ao celular, papeis de bala jogados ao chão da avenida - talvez pensassem que esta fosse um grande balde de lixo.
 Desenganado, parei em uma praça. Esperei alguns segundos, Desejando ver o sorriso das crianças, os amantes, ou aquele cheiro de pipoca com manteiga; Ou de algodão-doce. Porém, vi apenas um mendigo a passar fome no banco da praça, e presenciei um gatinho a revirar o lixo no chão - pobres de todos eles. 
As insanidades cresceram e agora eu chorava. O que está acontecendo? Eu que sempre vivo preso entre minhas palavras - Esqueci? O problema não é só comigo?! Olhei para os lados, procurando …

.fantasmas

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Eu vi todos eles Senti, aqui dentro de mim, Todas as suas preces. Até mesmo os ouvi, em uma tentativa cínica, de compreender meus próprios domínios. Mas, às vezes, parecem mais fantasmas Que aparecem e desaparecem, Deixam-me a sós com meus delírios, Não me ouvem sem dar seus vereditos E me abandonam, sem esconder a indiferença.

.baú

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Será que, para você , Eu pareço apenas mais um? Mesmo aquele que te viu em uma noite escura;  acalentou entre abraços? E, depois, jamais retornou a saber como é o calor do teu corpo. O Outro não me aparece mais com ar de perigo Nem mesmo de mágoa, Parece-me mais como um infame castigo Para que eu me prenda e não mais esqueça : Não cabe mais poesia para você Todas as linhas que te escrevi Deixarei aqui dentro, nas folhas amareladas do meu caderno Escondidas no fundo do baú de jogos antigos Não como masoquismo de uma frustração amorosa, mas chamas de lembranças De como minhas palavras podem ser poderosas E evocarem forças, que eu jamais imaginei ter Não te dedico esses versos; Nem a mais ninguém. Fecho as ultimas páginas deste caderno E esta ultima poesia sobre mim Sobre você Encerra mais um "nós". Abre-se um novo baú.

.sobre a morte

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ontem ouvi o som do cortejo e véus negros surgiram na rua soluços pesados, pessoas em transe - não acreditavam no fim
sentimentos inteiros destroçados, obras - quaisquer que sejam - deixadas para trás laços puxados violentamente de um lado; atados no outro
E lá se vai o morto,  na frente, em seu caixão liso, preso entre flores as quais não pode mais sentir o cheiro o rosto maquiado, mas frio, frio; indiferente, 
e os vivos se perguntam: quando será a sua volta?  onde ele está, agora/? como é fechar os olhos para sempre?
assim que as silhuetas sumiram na esquina fechei as janelas, entrei. a casa vazia, o silêncio que tanto me acalenta. pensei em quem deveria ser aquele no caixão, pensei naqueles que o velavam, pensei em como deve ter passado seus anos nas lembranças que, em memória, deixava
não, não refleti sobre como a vida é curta, nem como tenho que aproveitá-la, ou até mesmo sobre algum milagroso retorno. achei-me como o morto: frio.
por ver uma das faces da morte? não.  mas, pe…

.ápice

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Não quero falar sobre os pingos da chuva
Tampouco das brasas que avivam meu rosto
Não vou deixar o tempo consumir minhas lágrimas
Vou gritar - isso, Gritarei!
Por dentro, por fora
Sem me importar com o sangue em minha garganta
Estou no ápice
Sobre efeito de minhas próprias drogas - inconsciente
E, não quero deixa-las para trás; alimento-me delas.
Corro, não para longe
Mas perto - bem perto, De tudo que me corta, entre ventos e tempestades.
Não corro sobre nuvens - mas entre espinhos
Para sentir a carne viva e, poder endurecer esta dor
Dor essa que me açoita
E eu, louco que sou: Abraço-a,
Como se ansiasse, domina-la entre meus braços.

Prosa do dia, 08-07-2015

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Acabei de terminar de ler "Will & Will" e percebi que esqueci completamente de tecer alguns comentários sobre "O Perfume", então direi minhas impressões sobre os dois livros neste post. Bom, antes de falar sobre eles, digo que gostei dos dois, porém acho que "O Perfume" foi o que mais mexeu com a minha cabecinha, pois senti que algumas partes realmente eram perturbadoras. O personagem principal era perturbador. Já Will & Will, bom... Ri algumas vezes, pude ver algumas faces adolescentes que já foram ou ainda são minhas, porém fiquei um pouquinho decepcionada com o livro. Vou dizer o porquê quando falar dele. Colocarei "O Perfume" primeiro, porque... Enfim, porque foi o primeiro.
O Perfume. História de um assassino   Patrick Süskind.


A história se passa na França, século XVIII. Jean-Baptiste Grenouille nasce entre resto de peixes, abandonado à própria sorte pela sua mãe. É encontrado por oficiais, sua mãe presa e morta por abandono. O gar…

.equilíbrio

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Não me importo mais com as imperfeições do meu corpo. Quem inventou o perfeito e o imperfeito, afinal?Não curo mais a minha alma... Ela não carece de cura, nem pena. Ela  precisa de colo. Precisa de um corpo que a acalente. E esse corpo pode ser o que quiserem dizer. Ele só precisa estar em sintonia... Com todas as manias de sua alma.


.e o fim se repete.

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o mundo sempre pareceu envolto por ondas de névoas estamos no fim do mundo,  constante fim. não sei onde existe o bem não sei onde habita o mal ou, esses seres de cultos - todos eles são estranhos para mim. olho todos os lados - presencio guerras aqui dentro de mim - dentro de você nos céus, em todas as terras, entre gigantes e anões entre - ditos - pequenos anjos e demônios que enfim são - essencialmente, humanos. sempre lutando pelo seu fim.  constante fim.

Onde vamos parar?

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Enfrentamos tempos difíceis... Muito difíceis.
Antigamente, eu não tinha muito interesse em questões sociais. Acredito que, quando se tem 14, 15 anos, quasenunca nos importamos com isso, pois os hormônios falam mais alto... Eu me importava com meu mundinho e dane-se o resto. Isso deve ser comum aqui no Brasil (quem sabe no resto do mundo?), não vejo muitos adolescentes dessa idade questionarem sobre o mundo e a sociedade onde vivem... 
Vou fazer uma confissão, parece besta, mas valeu e muito. No final de 2012, quando eu ainda tinha 15 anos de idade, na flor da adolescência, comecei a assistir Yaoi - animes que retratam relações homossexuais homem x homem. Eu me apaixonei por esse gênero e, preservo essa paixão até hoje. Curtia milhares de páginas, conheci pessoas que também gostam e adentrei de cabeça em tudo sobre isso. No inicio, eu não sabia muita coisa sobre homossexualidade, mas gostava e assistia/lia (Muito!!).
Vi o preconceito dos próprios fãs de anime: "anime de v*ado"…