domingo, 12 de julho de 2015

.ápice



Não quero falar sobre os pingos da chuva
Tampouco das brasas que avivam meu rosto
Não vou deixar o tempo consumir minhas lágrimas
Vou gritar - isso, Gritarei!
Por dentro, por fora
Sem me importar com o sangue em minha garganta
Estou no ápice
Sobre efeito de minhas próprias drogas - inconsciente
E, não quero deixa-las para trás; alimento-me delas.
Corro, não para longe
Mas perto - bem perto,
De tudo que me corta, entre ventos e tempestades.
Não corro sobre nuvens - mas entre espinhos
Para sentir a carne viva e, poder endurecer esta dor
Dor essa que me açoita
E eu, louco que sou: Abraço-a,
Como se ansiasse, domina-la entre meus braços.

 

4 comentários:

  1. Tomando a liberdade de parafrasear leminski, o que é uma grande ousadia, posso dizer que "um homem com uma dor é muito mais elegante"!

    ResponderExcluir
  2. Nossa busca é por um psicoanestésico antiautoinsuportabilidade.
    GK

    ResponderExcluir

desculpe, querida

desculpe, querida se minhas palavras são incontidas se meu toque te abomina se o meu sorriso e o meu corpo não são o suficient...