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Mostrando postagens de Agosto, 2015

Fernando Pessoa: autopsicografia

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fonte - poesia: fernando pessoa / autopsicografia:
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama o coração.



Fernando Pessoa





lua sangrenta.

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Eu não odeio Não amo Não sinto Não quero! Sangue suam pelas veias, enchem os meus olhos! Sinto o que nego, espanto demais! As pessoas me chamam Eu me afasto E culpo A mim, você e tudo...! Tenho vontades insanas Quero morrer e te levo comigo. Não é a noite, Mas a beleza ainda esta aqui E eu quero destruí-la ate a ultima gota Não amo a feiura, nem a tristeza muito menos a beleza! E não amo ninguém. Pois, deuses não amam ninguém. Vivo entre as nuvens E tu clamas por mim Vou me ferir e te levo comigo! Não sei quem é você, Estou imerso em mim mesmo E minha loucura fascina Culpo a todos por isso e rasgo o mundo! DEUSES NÃO AMAM NINGUÉM!

não me perdoo pela violência, mas era o meu momento. 
em certas loucuras, a poesia me doma.


.Dizeres!

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Disseram-me que sou quieto...
Quase não abro a boca
meus lábios apenas soltam alguns filetes.
Disseram-me que escuto bem,
tenho firmeza, sou menino já adulto aos 17
e vou conseguir tudo desejado.
Já me senti grande e me alimentei destas gotas.
Era gostoso, parecia demasiado sincero.
Esforcei-me! Sim, sou assim. Passei, sorri.
E um brilho cego insurge em meus olhos!
É menino de ouro. Beleza!
Hoje, ainda sou ouvinte
Mas, rasgo palavras, mesmo que não queiram
(antes parecia tão fácil)
Já não tenho o mesmo sorriso de antes,
O brilho nos olhos já se apagaram
E eu não me arrependo disso.
Permaneço reservado,
Sem muito alarde, guardo alguns segredos.
As palavras de antes não me sustentam mais,
Não sou de ouro,
Nem tudo que desejo virá...
E talvez, ainda não seja adulto.
Tenho birras aqui dentro, deixem-me em paz!
Agora, sabem quem sou eu,
E eu, já me dito quem eu sou.

.seio

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na rotina diária que esteve a me bagunçar encontrei, sem muita procura este seio que me alimenta um tantinho de calma que me segura a faísca de doçura, escondida, e ela é tão sutil... descobri, ainda que tardio, possuo alguns encantos, mesmo que jogados lá no fundo... tudo não é tão ruim assim, 
meus olhos já podem ver, há beleza nesse mundo. 

filha da noite.

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meu dia se concebe à noite
minha canção favorita vem das estrelas
o sonho mais bonito compõe a lua meus olhos chamam a escuridão. 
a solitude da noite, aninha, a menina...


prosa do dia 20/08/2015

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Ontem aconteceu um fato bem interessante... E que eu adorei aproveitar.  Há algum tempo ganhei coragem para mostrar a um amigo meu algumas poesias que construí. Claro, que não mandei muita coisa, umas cinco ou seis poesias no máximo, e foram poesias simples, não muito desnudas.. Porém, pra mim já foi um grande avanço. Conversamos bastante pelo whatsapp e desde que comecei a mostrar minhas criações para ele, passamos a falar mais sobre poesias e ele também me mostrou alguns de seus escritos. Porém, ontem aconteceu algo meio que... Inusitado. Ele me mandou uma frase, e eu o questionei se era de algum texto seu... E antes que me respondesse, mandei uma poesia minha. E, então, ele me responde explicando que era apenas uma frase... Disse que não tinha motivos para escrever textos e, de forma poética, descreveu os "porquês". E então, eu o respondi: - Por isso mesmo, faça textos. Sobre cada dor, cada lágrima, por tudo e todos! Escreva! Em cada verso ponha sua raiva, seu amor... Ah!…

.enquanto eu espero...

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Eu sei o quanto cansa Penso, às vezes que deveria ir embora para algum lugar onde não pudesse mais Ver,            Sentir; Sonhar Mas, ainda me querem aqui  Não posso ser tão egoísta, Deixo meu intimo desejo            (que também me traz medo) Bem no fundo. Todos os dias levanto-me pensando nas horas a correr Nada feito, não me engano Arrasto meus passos pelas ruas, na certeza infame que lá vem mais tropeços. E que ainda sou jovem, devo aprender.... E então eu espero.           Choro           Não fujo, Quero ter a dureza de seguir, mas Volto meu olhar para dentro, E vejo o sangue a esfriar...           (Pedindo liberdade) Não sei se fico, Faleço Ou jogo tudo ao precipício e, novamente, Espero o desfecho... O tempo nos odeia.

.branco

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parecia dia, há algo a ferir minhas pálpebras e um vento como brisa lava o ambiente e eleva-me mas meu corpo não se move, os olhos continuam fechados e permaneço aqui, entre flores e monstros tento, e quando consigo meus olhos estão turvos, finalmente percebo: o mundo me desertou,  vejo-me entre espaços em branco.
não há mais caminhos para mim.

.rotina

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hoje ele voltou à rotina o sorriso a arder em seus lábios o corpo pede "vá, se jogue, há aquele tudo lá fora escute, escute o que têm a te dizer" e ele foi, de ouvidos abertos, ainda a sorrir, mas a cada passo, menos confiante sentou-se: ouviu, ouviu gargalhou, divertiu-se (era incrível ver o outro) até que, seu mundinho não mais se apegou e o sorriso, desfez-se como pequena chama após o sopro. aqueles imensos mundos de sorrisos feitos, chocavam, incomodam! gritava - por todos os deuses - tirem-me daqui! pediu para ir embora e foi, ah! era alívio. partiu à rua, na cidade brilhante, turbulenta, a noite... não parecia mais tão harmônica. na cama, abraçou seu próprio corpo, os mundos lá fora, não assemelham-se ao seu, quer esconder, disse: "não vou mais voltar, não é meu lugar." dormiu, e o peso do sono, não lhe permitiu lembrar dos sonhos. amanhã era só mais um dia, agora, um sorriso amarelo jogado ao rosto de peito aberto, ele sangra chora vendo nos olhos de a…

prosa do dia 12.08.2015

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Mudei um pouco a aura do blog, pois estou me sentindo um pouco mais zen... E o azul não me contemplava mais. :/
As aulas finalmente (re)começaram, porém os problemas continuam.. Enfim, não quero vir falar apenas de problemas do meu curso... Vou me alongar muito e já falei sobre isso antes.  Foi bom ver meus colegas novamente, quase 3 meses depois... Sinto que minha turma tem uma conexão boa e isso é ótimo... As aulas ontem começaram como se tudo fosse do "0" e acho isso bom. Afinal, alguns professores mudaram, outros saíram.. Então a metodologia será bem diferente. Eu nem deveria fazer este post no momento, pois há alguns assuntos de biologia que preciso estudar... Porém, não consigo me desvincular do meu querido blog... O ultimo post já estava pronto, só adicionei a imagem e publiquei; Fiz o texto pelo celular e tenho sérios problemas com postagens 'mobile', mas pude ir para o pc ontem e publicar... 
Sobre o meu projeto, semana passada me despedi, com uma pontada enor…

desnude.

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À luz da lua, Eu me deitei sobre a areia Cada verso perpassando o meu corpo, Acaricia estes poros Estou nu. E você ali, acima das rochas que brigam com o mar Vislumbra-me Em uma completude que insisto guardar Apenas a lua era minha confidente E, em cada verso, descobre-me como flashes Sabe agora de tudo que se choca dentro de mim. Prometa, menino: Permanecerá calado quando a lua se por. E eu poderia sorrir e te tocar Como se o momento só pertencesse ao luar.

A menina e o presente.

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E hoje, então, veio o dia Mas tua indiferença Não me deixa mais perto Esfriei-me tanto, Que hoje queimo, de dentro para fora E, depois, De tão perto... Desconheço-te. Hoje eu não chorei Nem ao menos te olhei  Porém, tuas palavras me soaram mudas Ensossas Jogue-as fora, é mais bonito. Vou-me embora, Não sou herdeira do teu eterno amor Nem no teu sorriso, pude me deleitar
Porém, deixo-te um presente
Abra-o sem medo Assim que desatar o laço de fita vermelha
verás que, quando eu for,
levo nada mais do que eu mesma.


** indiferente
** desconhecido



linhas, cordas e nós.

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Vejo as histórias jogadas ao léu Não quero mais olhar estes borrões Entristecem-me, matam-me, aqui. não olhe para trás! está tudo em branco siga, em frente, mas continua a ser tudo tão turvo parece que a vida me quer cambaleante, andando sobre cordas - a ponto de um desastre. os nós de trás ainda tentam me agarrar,  continue -  tudo está em branco. não olhe para trás! agora, estou no meio, temo os começos, penso e estremeço no fim...


.chamas eternas

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Vejo chamas a cada ponto
O céu brilha, lumes tons de ciano
Em transe,
Mal sei que do meu corpo,  O fogo Assoma
A luz da lua foge ao meu encalço Ao fundo, a musica espera, Seus cânticos são tão gentis...
O anjo, observa-me a sorrir:
És um sádico?
E eu consumo-me
Em chamas.
Nem a lua
Nem a musica
Nem o anjo...
podem aplacar a minha loucura:
Compactuam com ela.

.super-heroi

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Sonhos de infância Vislumbres de superpoderes
Terras distantes,
Gente grande de dia, heróis à noite. Sonhos de infância -  nunca morrem Já quis bola de cristal Varinha de condão E soltar raios pelas mãos Ser super-herói quando bem quisesse Voar sobre as cidades
Quebrar os montes,
E sair, triunfante,
De toda batalha - dia após dia. Viajamos nestas peripécias Seja porque queremos manipular  (O Futuro) Saber de tudo Deter, sem medo,
Os monstros que nos afligem Naquela mania tão nossa De sermos possuidores de tudo

Prosa do dia 04/08/2015

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Sabe, quando você tem medo de algo e sabe que está muito próximo de acontecer?  Pois bem, é o que sinto nesse momento. Disse há alguns dias que a greve acabaria, porém ainda estamos aqui, esperando o fim. Na quinta-feira, se o governo assinar o acordo com os professores, a greve acaba e eu sinto que isso vai acontecer. Porém, estou muito apreensiva com o pós-greve. Ontem à tarde fui na Assembleiado meu curso e tudo que ouvi foram problemas e polêmicas. Falei aqui que meu curso entrou em greve no mês de março e, salvo engano, só voltamos no final de abril... Entretanto, no inicio do mesmo mês de maio, os professores das quatro universidades estaduais entraram em greve e meu curso teve, aproximadamente, duas semanas de aula. Sim, não tivemos quase nenhum conteúdo, nem muito contato com os professores em sala, sem contar provas e trabalhos 'apresentados' ... Nenhum. Não tivemos chances.  Meu curso tem problemas, a universidade está coberta de problemas e eu temo muito tudo isso. …

'ela.

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'ela me entende sempre está aqui e me segura. 'ela é tudo que eu preciso ter, é inteira, não se controla e esbraveja, para si mesma, tudo o que sente.. 'ela odeia barulho, assim como odeia o silêncio da mente gosta de se fazer presente. 'ela ri de suas loucuras, sente muito mais do que deveria e, quando pode, chora mesmo que não queira. 'ela pensa demais, esconde-se demais não fala - às vezes sufoca Confusa, Parece... um grande... Talvez? 'ela é mais do que eu.


A menina e o desconhecido.

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E quando eu me deparo com estes teus olhos Os meus se desmancham - em raiva, tristeza? Não sei mais explicar tudo o que me inunda. Meus lábios, quebrados de tamanha secura, Fecham-se: eu engulo todos estes venenos. Por que continuas tão impassível? Cresci.. Sou quase mulher, E nunca conheci o teu sorriso. E nunca fui "tua menina". Calada; sofro. Deveria ser aquele que me protege Acalenta-me, ama-me, Mas, continua sentado aí Fingindo escutar os sons da cidade E ser aquele que nunca projetou ser Às vezes, eu penso... Preferia estar a quilômetros de ti Do que te ver aqui e você fingir não me ver... Nem conhecer.
***