sábado, 1 de agosto de 2015

A menina e o desconhecido.



E quando eu me deparo com estes teus olhos
Os meus se desmancham - em raiva, tristeza?
Não sei mais explicar tudo o que me inunda.
Meus lábios, quebrados de tamanha secura,
Fecham-se: eu engulo todos estes venenos.
Por que continuas tão impassível?
Cresci.. Sou quase mulher,
E nunca conheci o teu sorriso.
E nunca fui "tua menina".
Calada; sofro.
Deveria ser aquele que me protege
Acalenta-me, ama-me,
Mas, continua sentado aí
Fingindo escutar os sons da cidade
E ser aquele que nunca projetou ser
Às vezes, eu penso...
Preferia estar a quilômetros de ti
Do que te ver aqui e você fingir não me ver...
Nem conhecer.



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