sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dias fugazes... Fatos que permanecem.


 isso tudo é muito pessoal. 

        Eu sempre me achei muito bem resolvida com essa Situação. Não queria falar isso aqui [ de novo ] mas mexeram em minhas feridas e, novamente, preciso jogar-me um pouco. Passam-se os dias e eu me negligenciei bastante, mas será que eu deveria me importar tanto? O amor, a paixão.... O que seria isso? Anteontem me perguntaram com quantos eu me relacionei. Eu virei meu rosto como se quisesse dizer: Isso não diz respeito a você. E, realmente, não diz! Sério! Mas, certas pessoas não entendem que alguns assuntos não são pertinentes ou, podem machucar, mesmo que em tons de brincadeira. [essas, geralmente, são as piores.] eu ouvi os comentários, questionavam.... Mas, fingi que não ouvia. Mergulhei na folha cheia de letras embaralhadas à minha frente e passei-me de resolvida. Acabou.
        Mas, aquilo, lá, lá no fundo. Veio à tona repentinamente.... E eu, enfim, não chorei [ quantos dias não faço isso? Preciso.] mas, pensei... Esqueci. Bloqueei, retraí. Mas, do que adianta? Agora, estou aqui escrevendo novamente sobre isso.... E pensando como será amanhã. A pessoa que me perguntou... Ah! Sei lá qual seu proposito. Nem a conheço direito, apesar de vê-la quase todos os dias... Mas, conseguiu me desestabilizar por alguns instantes.
      Sabe, parece bobagem, eu sei. Só que... Não é! Definitivamente. Acho que minha personalidade retraída ajuda nisso... Não sei qual é o fator que ainda me deixa assim, porém hoje percebo que de certa forma me ajuda....Mas, talvez seja por isso que não me dou com o amor, a paixão. Sempre sublimei isso às minhas poesias, que tentam encontram esse sentimento aqui dentro...  Sei que um dia vou ter isso para mim, não posso tentar me forçar a nada! E eu pensava, ah, não era problema... Quem sabe quando vai chegar?  Não posso tentar fingir ser o que não sou para conquistar isso... Sei que todos por lá vivem intensamente todos estes momentos, conversam, riem... Mas, eu não participo disso, nem posso! Talvez, algum dia, eu chegue aqui e diga que estou apaixonada. Talvez. Certo dia conversava com uma pessoa e comecei a pensar: sério que aconteceu isso comigo uma única vez? E eu nem tentei viver? . Quem sabe o porquê?
     Sou nova, minha adolescência não foi tão cheia de emoções [ não só nesse fator, em muitos outros também] Mas, eu sempre segui como achava que devia ser e, hoje, reflito, magoo a mim mesma e, em certos momentos, acredito que pode até ser bom também. Não sei, como estou em fase de transição tudo parece turvo, muito turvo e é difícil de entender certas coisas. Vejo todos no mesmo lugar, ouço histórias de bebidas, de garotos e garotas... Isso me afeta, mas me afasta também.
     No outro dia, após a pergunta que me desestabilizou, tudo - para eles - parecia em curso normal. A esquisita aqui, com seus turbilhões de pensamentos, sentia-se incomodada em vê-los. Mas, segui e continuei como achei que deveria. Não toquei no assunto, de fora, é passado!
Mas.... No dia a dia, sempre teremos fatos que perdurarão em nós...
Enfim, esse foi um deles. 


4 comentários:

  1. Nada é mais íntimo do que a dor.
    GK

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    1. Tão nossa, que só nós temos direito de exclamar sobre ela. Ninguém toma.

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  2. O que você escreve me faz lembrar de uma pessoa que (quase) conheci... Ela também sofria com os detalhes e com o "normal"... Confusa, guardada, impossível de alcançar. Mas, talvez seja o ser mais incrível que já cruzou o meu caminho. Talvez essas confusões nunca passem, mas ser o que se é, mesmo que nos doa ou que doa nos outros, é algo bom e inigualavelmente lindo.

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    1. Estou aprendendo isso pouco a pouco... E, mesmo em meio à confusão, estou cada vez mais confortável...

      Obrigada pelas belas palavras, Iacêe.
      =)

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