domingo, 4 de outubro de 2015

.palidez



Sim, eu posso me inundar de clichês. Na verdade, sempre sou um pouco clichê [quem sabe um tanto mais?]. Escrevo "linhas tortas" o tempo inteiro. Leio aqueles textos de melodramas, eles me parecem todos em ciclos - em um mesmo ponto: Mas, eu me reconheço. Esses problemas comuns que nunca fogem de mim, mas eu os encaro com tanta indiferença. Temo um dia não mais poder chorar. Sem sentir. Amo, mas não tanto quanto deveria. Sorrisos não mais me satisfazem... O corpo não se deixa dominar... Cada instante, mais "cinzas". Estou aqui, agora, como se o tempo não passasse. Refletindo meus clichês, de olhos bem abertos, uma xícara de café ao meu lado. Os pensamentos fluem e eu estabilizo. Eu volto [sempre] para o "mesmo ponto".
Posso, talvez, pincelar um "reinvente-se" ou "sorria". Reforçar-me. Mas, canso dos clichês. Minha vida é movida por não sei qual força. Talvez sejam essas palavras, ou algo que eu jamais vou encontrar aqui dentro. A vida não parece mais curta... Perece, devagarinho.... Longa, mansa. Cinza. Como a fumaça que esvai do meu café. Tão cheiroso.

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