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Mostrando postagens de Dezembro, 2015

.2016

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Boa noite, pessoal.

Hoje é o último dia de um ano turbulento. Para mim, 2015 não foi um ano tão bom assim e, tenho certeza que para o mundo e nossas sociedades também. Hoje, último dia do ano, não tive momentos bons... E, durante o ano inteiro, vivi incertezas. Mas, felizmente, muitas coisas pude aproveitar; Farei isso hoje, sempre.

Não vou prometer nada, nem sei quais são minhas metas.  Deixo 2016 chegar. E ele seguirá... Como deve seguir.


Feliz Ano Novo a todos que seguem o blog. Beijos, Moon.

.não vá ser assim!

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Não há 'menina' em mim, nem mesmo 'mulher' há alguém, que teme em mostrar
aquela que todos gritam: "não vá ser assim!"

coloquei meus brilhos nos lábios pus-me de preto fechei o rosto olhei em seus olhos
disse-me ser, aquela que não querem não dizem dever ser.
mas eu tenho sim, a escuridão em meus olhos em meu rosto em meus lábios, contrastam com teus tons brilhantes (expansivos) estes... preservo em minhas palavras.
e, mesmo perdida, derramada sobre as espirais dos tempos sei o que não quero ser e preservo meu sorriso, aqui dentro.

.fuga

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Eu sinto tanto Tanto Que às vezes não apareço dentro Do meu próprio corpo
Os sentimentos tomam conta de mim E eu esqueço de como ser Desenho tantos fantasmas Que me confundo a eles
Estou tão dentro de mim E, assim, não sei mais nada Não sei mais distinguir Uma coisa d'outra
E tomo outra forma Talvez um não-ser Preciso aprender a controlar manias Que me expulsam
E derramam o meu corpo

. tristeza de verão*

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A areia quente,  O mar tão calmo corre ao horizonte Estou de pé, sozinho. À meia-noite. Minha boca balbucia algo... ... essas divagações para o além-mar Os ventos carregam as palavras E elas não alcançam ninguém Não importam a ninguém São feitas somente para ti E elas não podem te alcançar Então, entregam-se ao ventos Quentes, que anunciam o verão A ver se alguém as adotam E cuida bem delas.
*Summertime Sadness - Lana Del Rey

gato acuado.

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Sou como gato acuado Meu terreno é um forte Meus olhos estão para baixo, Assim como as orelhas...
Eu me afasto
Encosto em um canto, Deixo de existir ali mesmo Ninguém me vê, nem sequer me ouve Quero esconder-me, sempre - sempre
Eles vêm, devoram tudo Latem de tudo Tentam saber de tudo em mim
E eu continuo aqui Escondido Amuado De olhos e orelhas Sempre... Para baixo.

.descobertas

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certos dias eu corro como louca dentro de casa à procura do meu óculos... E, após insana busca sem sucesso
sinto-o em descarado descanso sobre meus cabelos.

engraçado, não?  sempre acontece. sempre.

.feitiço

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A magnificência das estrelas Meus olhos saltitantes - reluziam aquelas luzes Tudo era tão estranho por perto  Meu corpo flutua sobre o asfalto E os olhos sob o encanto das estrelas Esse mundo tem vozes por todos os lados Cores em todos os cantos Gritos e sons - em todo mundo. Como dizem: mortais sucumbem! Neste feitiço vindo dos céus. Minhas mãos tateiam o vazio E estes olhos cansados unem-se à beleza das estrelas.

.a linha vermelha

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E eu ultrapassei a linha vermelha Ultrapassei, pois o vidro se quebrou E minhas pernas já podiam se mover Ultrapassei, pois não ouvia mais a minha voz Em verdade - ninguém mais ouvia. Quebrei o vidro. O que me persegue - joguei-os de encontro à parede Eu vi sim, o sangue em minhas mãos Mas o que poderia fazer? Destruía-o ou morreria sufocada em minha própria voz.

.sonhos: chamas

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Oras! Como são infames os sonhos. Imaginações vis, Que ousam roubar Minha pseudo-normalidade. As brasas, há tempos apagadas, Avivam-se novamente Já não mais me enganava Em minhas próprias tolices Mas a noite, criança birrenta e bonita que é Trouxe de volta ao meu cerne Todas as paixões mais insanas. Perturba-me novamente Meu corpo reage sobre os lençóis Até que meu peito,  Em súbito ardor das chamas Levanta-me E eu estremeço: Não quero esquecer o que sonhei à noite!

.solitário

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Nem mais um som Pode suportar essas tuas manias
Ouvi tua música Ela me pareceu tão muda Uma poesia solitária Escrita em uma noite de insônia Acredito que você nunca gostou de rimas Ouvia - vejo lagrimas em teus olhos? Chegastes em passo reto Lento Essa tua mania de não querer o choro Minha tese fora cumprida.
Os sons foram embora E levaram os teus passos Os teus sentimentos  O papel... A caneta... Tua poesia... Nada restou em mim.

"mostra-me o fim do mundo" - antónio gancho

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"Mostra-me o fim do mundo o Inferno de Dante onde o Diabo nos arde na sua fogueira com os demónios todos juntos mesmo assim quero ir contigo vou contigo para o fim do mundo para o fim da Terra para o Céu ou o Inferno vou contigo para a fogueira do Inferno lá quero-me arder contigo e ardemos os dois ao mesmo tempo trespassados pela faca do amor."
António gancho em o ar da manhã assírio & Alvim 1995 Fonte

poesia nunca escrita.

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Existem algumas linhas vazias no papel Algumas sílabas rondam-me, Letras voam sobre as laterais da folha Turvos, pontos turvos, Não consigo uni-las.
A música embala o ambiente – nada me concentra Tenho a caneta em mãos, As linhas continuam em branco Observo as folhas, sacudo-as, Penso – talvez desista? Há algo para extrair,
Mas, não se permite vir

A minha poesia nunca escrita
O sentimento se recusa a tomar forma
Como sempre, não quer ser descoberto
Então, eu fecho o caderno.
A poesia não me doma hoje.

.estranhos no escuro

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O quarto parece tão vazio. Sei que as janelas e portas fechadas Os sons de fora não nos atingem Dois palmos de distancia? Talvez. Tudo está tão escuro
Não nos conhecemos Nunca nos conheceremos Sinto que minhas mãos estão em sua direção Não se afaste! Eu imploro!  Um fresta aparece na janela Aquele filete de luz Permitiu-me vislumbrar teus olhos Cintilam: diamantes em luz Quanta ódio vejo neles. Joguei-me para trás Como fuga - senti vertigens A luz já se foi Não tenho mais sentidos
A porta se abre. Onde estou? A sensação de não poder ver aqui, traz esta sensação de insegurança, Estou em desvantagem Os teus ares parecem calmos.
Um roçar estranho em minha pele De surpresa! Como podes? Não me afasto - queria ter-te...  Venha até mim Meus nervos tremem e tu se afasta de mim... Novamente.
Estivemos aqui durante anos Neste quarto escuro Nunca senti teu toque Você não estará em meus caminhos nunca me conheceu de verdade jamais te conheci também 
Mas, continuo  teu irmão Teu companheiro Do me…

prosa do dia 01/12/15.

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Estamos no dia 01/12/2015, pertinho do Natal. Mais um final de ano chega... E sempre temos aquelas promessas e expectativas de fim de ano. A mesma coisa do ano passado; 2014, passei no vestibular e um brilho cego insurgia nos meus olhos... Nossa, quanta ansiedade! Acreditava que seria incerto, afinal a experiência da universidade era nova para mim, mas eu preservava algumas expectativas...Como sempre, pensei em fazer de tudo para me enturmar mais, ser um pouco mais fácil de fazer amizades. Então... 2015 chegou e me abateu com toda tranquilidade. Resumindo: Greve, meses sem aulas, medos, tristezas... Não consegui me enturmar tanto, mas descobri que não preciso (mesmo!) me forçar a isso e, sobre a outra expectativa, aceitei que é algo meu mesmo. Pessoas são assim. Não vou me martirizar mais. Acho que, somente agora eu consegui a me acostumar a esse meu jeito. É difícil não aceitar a si mesmo e quando começamos a trabalhar isso, entramos mais em sintonia conosco.        Entretanto…