quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

.estranhos no escuro



O quarto parece tão vazio.
Sei que as janelas e portas fechadas
Os sons de fora não nos atingem
Dois palmos de distancia? Talvez.
Tudo está tão escuro

Não nos conhecemos
Nunca nos conheceremos
Sinto que minhas mãos estão em sua direção
Não se afaste! Eu imploro! 
Um fresta aparece na janela
Aquele filete de luz
Permitiu-me vislumbrar teus olhos
Cintilam: diamantes em luz
Quanta ódio vejo neles.
Joguei-me para trás
Como fuga - senti vertigens
A luz já se foi
Não tenho mais sentidos

A porta se abre.
Onde estou?
A sensação de não poder ver aqui,
traz esta sensação de insegurança,
Estou em desvantagem
Os teus ares parecem calmos.

Um roçar estranho em minha pele
De surpresa! Como podes?
Não me afasto - queria ter-te... 
Venha até mim
Meus nervos tremem e tu se afasta de mim...
Novamente.

Estivemos aqui durante anos
Neste quarto escuro
Nunca senti teu toque
Você não estará em meus caminhos
nunca me conheceu de verdade
jamais te conheci também 

Mas, continuo  teu irmão
Teu companheiro
Do mesmo corpo
Concebido da mesma carne.


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