sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

poesia nunca escrita.


Existem algumas linhas vazias no papel
Algumas sílabas rondam-me,
Letras voam sobre as laterais da folha
Turvos, pontos turvos,
Não consigo uni-las.

A música embala o ambiente – nada me concentra
Tenho a caneta em mãos,
As linhas continuam em branco
Observo as folhas, sacudo-as,
Penso – talvez desista?
Há algo para extrair,
Mas, não se permite vir


A minha poesia nunca escrita
O sentimento se recusa a tomar forma
Como sempre, não quer ser descoberto
Então, eu fecho o caderno.

A poesia não me doma hoje.


2 comentários:

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