sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

.sonhos: chamas



Oras! Como são infames os sonhos.
Imaginações vis,
Que ousam roubar
Minha pseudo-normalidade.
As brasas, há tempos apagadas,
Avivam-se novamente
Já não mais me enganava
Em minhas próprias tolices
Mas a noite, criança birrenta e bonita que é
Trouxe de volta ao meu cerne
Todas as paixões mais insanas.
Perturba-me novamente
Meu corpo reage sobre os lençóis
Até que meu peito, 
Em súbito ardor das chamas
Levanta-me
E eu estremeço:
Não quero esquecer o que sonhei à noite!

2 comentários:

  1. Nos sonhos eis o que negamos mas tanto intimamente desejamos.
    GK

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    Respostas
    1. Sim... Aprendi isso faz tempo e, agora, tento descobrir essas paixões cada vez mais.

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