sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Rasgos



arrancastes pedaços de mim
a cada frase dita
em cada silaba que escapa de teus tão santos lábios
rasgastes a minha carne
e eu me deixei desmoronar aos teus pés
palavras sem sentido algum se soltaram de mim
e eu sei: eu permito
Eu, tola, permito que me machuque
que eu retorne novamente aos estados primitivos
de minha tenra e sem graça infância
eu esperneei
chorei
eu me escondi, como de brincadeira
mas ninguém quer realmente me encontrar
devo continuar aqui?
os pedaços sobre o chão
as palavras não ditas enroladas em minhas mãos
prontas para serem lançadas em ti
mas escondidas entre os meus dedos
ditadas em silêncio
permitindo-te novamente
permitindo-me, novamente,
a ser tola,
ingênua... 
insignificante para ti
Queres me perguntar?
venha aqui, eu nada te devo
mas, por favor,
te imploro
nada mais te peço: juro
minha sina não é mansa
então, deixe-a (deixe-me) em paz.

-G.MOON
-G.MOON

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Um pouco de alegria ♥








Como estou sem ideias esses dias... Passo apenas para não deixar meu querido cantinho sozinho e deixar um rastro de alegria para o final deste ano tão conturbado ♥

-G.MOON

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Incidir



Espero a tarde se estender
E quando o sol se esconde no horizonte
Eu vejo os raios vibrando sobre as nuvens
Formando combinações diversas
Tal como sinto tuas palavras aqui dentro
Incidindo sobre os meus dedos
Irradiando-se por toda a minha pele
Encosta em meu âmago
Mistura-se a tudo que já sobre(vive) em mim

Então o sol se esconde
E a lua surge imponente sobre os céus
Está a tua espera, brilhando em tua luz
Ela se mostra cada dia mais sincera
Mais em entrega
Chegam-se as estrelas distantes
As mais antigas
Aquelas que já estão mortas...
Descansam sobre as nuvens que restaram
Os sentimentos escusos
A procura dos raios vibrantes
Que incidem sobre a minha alma

-G.MOON

Toques e espinhos



Os nossos espinhos nos contaram
Que a aproximação pode ser dolorosa
Os espinhos me indicaram 
Os abraços
Os afagos
O toque mesmo suave
Machucam
Teus espinhos fizeram sangrar a minha carne
Mas não te preocupes
A tua chama escarlate também se alumiará
E o sangue também manchará 
A tua pele
Nossas mãos continuaram dadas
Os espinhos continuaram a nos machucar
Mas a chama não se abaixa
Não somos heróis
Nunca seremos santos
Há muito mal - e bem em ser humano
-G.MOON

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Indagações ao luar.



Ontem foi a primeira vez que ele observou o céu sem um brilho despontar de seus olhos. Pensava em suas dores, em quanto queria que aquele encanto dos céus o fizessem desaparecer de vez. Sumindo entre a poeria das estrelas, ao encontro de todas as respostas que o mundo não lhe pode dar. O que dizer?
Não se reconhece... Não te reconhecem nesta terra. A lágrima quente fez chocou-se ao chão frio... Se todos pudessem ver como se sentia... Mudaria algo?
As conversas que teve pela manhã, as vozes que clamavam por seu nome... Apenas conheciam o seu nome. O íntimo jamais se fez presente e ele agora olhava os céus sem brilho. A lua o conheceria? Talvez. Parecia que apenas 'ela o reconhecia. Deitou-se ao chão e ele continuava frio... Como seu peito.
Não entendeu nada, não entendia o que deveria fazer! Olhava a terra, sem brilho nos olhos. Deveria ficar? Deveria dizer? O que deveria realmente fazer? Não haviam outras almas por ali, não havia alma alguma ao seu lado... Alma em seu âmago? Quem sabe? Ela não parece tão estonteante. Sem vigor, sem propósito.
Ama os outros. É amado? Quem sabe? Estuda os gestos, as palavras, os olhares... Retém tudo ao seu redor! Faz bem? Quem sabe!
As perguntas o perturbam novamente... é como dizem: questões demais desorganizam. Toda vida será assim.
O chão continuava frio.
E seus olhos encaravam céu sem o vigor de antes.

-G.MOON

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Infinitos segredos





Somos eternos
Infinitos
Em nossos próprios segredos
Enquanto a noite se segue
Tu guardas por inteiro
Um fio de poeira do universo
Que se estende por todo conhecido
E te faz sentir-se mais que completo
São infinitos segredos
Que cerceiam o teu cosmos
Encontra-se a tua aura
Esconde-se nela
De costas para o teu horizonte
Só conheces a poeira sobre a tua palma
A poeira sobre a tua voz
E teus infindos segredos:
Apenas a morte os encontrarão.

- G.MOON

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Marcas





Eternamente, as marcas se afundam aqui
Os caminhos tortuosos
Em que tudo sinto
Em tudo me afogo
E nada me satisfaz
Sou eterna: dentro dos meus segredos
Cada vez mais engolida nestas marcas
Sorrindo para poucos interesses
Chorando para tantos outros
Aqueles poucos que me viram
Jamais perscrutaram estes caminhos
Não quiseram tocar
Não quiseram estender suas mãos
Não chegaram a caminhar - eu me encolhi?

São tantos os dias que se passam
Tantas as tardes, e o verão se anuncia
As marcas se estendem
Tornam-se cada vez mais cruas
Quase em carne viva
Como abate.
Eu percorro mil caminhos
Encontrando mil novos cortes
Cada vez mais expostos...
Tanto sangue quente aqui dentro.

-G.MOON

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Prosa do dia 02/12/2016 - uma saga dolorida




Essa minha saga não surgiu hoje. Mas, agora, tem doído tanto que eu, realmente tive que escrever. Escrever para estancar a dor.  Não curar, infelizmente.

A única grande amiga que tive, desde os seis anos de idade, me excluiu de sua vida em 2013. Coincidentemente, foi o ano em que criei o blog. Em posts como Flores, amizades, a falta que faz em outubro de 2013, eu relatei bastante o quando aquilo estava me machucando e eu sequer sabia o porquê na época. Depois de um ano, ela veio e me pedir desculpas, falando que estava chateada com muitas coisas em sua vida e acabou descontando em mim. Eu já havia desculpado, depois de alguns meses me martirizando. Tentamos recuperar a amizade, mas não voltamos ao que éramos antes... Infelizmente.


Sempre disse que sou tímida e, antigamente, eu era MUITO mais tímida do que sou hoje. Faz uns dois anos que eu tento lidar melhor com essa timidez, para me relacionar mais com as pessoas. Em 2014, tive um grupo de amigas bem interessantes e companheiras no meu último ano escolar. O grupo já existia, mas eu fui uma das que entraram na terceira série do ensino médio.  Foi a primeira vez em toda a minha jornada escolar que eu experimentei este tipo de situação e foi maravilhoso em muitos pontos. Fazer trabalhos juntos, conversar sobre vários assuntos, algumas discussões de vez em quando... Eu nunca tinha experimentado, é sério. Entretanto, este grupo se dissolveu no final do ano letivo. Faculdades, trabalhos, afazeres e afins... Tentávamos marcar encontros através dos grupos de Whatsapp, mas sempre – sempre algo impedia dos encontros se realizarem. No inicio do ano de 2015, até tentávamos conversar por estes meios virtuais mesmo, mas hoje ninguém mais fala nada. De vez em quando um oi, tudo bem ali, mas... Foi tão solúvel, algo que eu pensei que seria durável.


Uma destas pessoas que participavam deste ‘grupo de amigas de 2014’, hoje está comigo na universidade.
No mesmo curso e na mesma turma. Em 2014, caí de pateta em desafetos do grupo, que se resolveu um tempo depois...  Esta pessoa não falava muito comigo, assim permanecemos todo o ano de 2014. Hoje, eu acredito  (tenho quase certeza)  que ela preserva algum desafeto por mim, que quase nada tive a ver com toda historia... Que já vinha de antes. Na universidade nós conversamos muito! Tipo muito mesmo... Porém... De uns tempo para cá, eu percebo algumas coisas...Aparentemente, parece ser minha amiga. Pelo menos eu a considero. Mas não sei se isto é recíproco. Certos momentos parecem que ela não consegue demonstrar afeto por mim: você nota se alguém está desconfortável com você, se a abraça; tratar pessoas até mais distantes de forma muito mais amável, do que eu que sempre estou ali; não responder de forma agradável uma demonstração de saudades; Não se preocupar quando você adoece?  Entre outras coisas...  Eu sinto um distanciamento por parte dela... E isso me machuca, dado todo o meu histórico de amizades. Pode ser até a forma como ela demonstra a amizade mandar memes e falar coisas engraçadas... Mas eu não sei onde fica o afeto nisso tudo. Certas coisas que ela já disse e já faz me machucaram bastante e ainda machucam... Ontem eu pensei nisto o tempo inteiro. O tempo inteiro mesmo, porque sou ansiosa. Sempre me pergunto: Há algo errado em mim ou nos outros? Não sei!

Eu até pensei que tinha encontrado amizades legais na universidade, mas depois de um tempo, percebi algo que sempre me aconteceu, desde cedo: algumas pessoas só me procuram quando precisam de algo. Somente se aproximam se tenho algo a oferecer e depois se afastam. Também, se você não participa dos mesmos círculos que eles, não vão interagir muito com você, ou o necessário, ou o mínimo possível.


Eu errei muito em não tentar ser mais “aberta” antes, às vezes julgar sem saber muito,ficar calada nas rodas de conversa e parecer a “sem sal”. Hoje eu sei que o fato de eu ser introvertida é algo intrínseco a mim, mas... Não sei mais como lidar com esta questão de amizades. Tenho impressão que, às vezes, de que sou tão sem vida e, assim, passo uma imagem muito característica às pessoas e elas se afastam de mim. Não sei o que é uma relação de verdadeira intimidade com alguém.  Tenho tentado ceder espaço, mas... Não acontece.


Não sei se o que ando a depositar nas pessoas é o mais correto a se fazer, nem se isto está sendo recíproco, quem sabe.  Cada um interpreta as ações dos outros de uma determinada forma e responde da maneira que achar pertinente. Acho que isto vale para todos. Tantas vezes pensei que sempre estaria sozinha... E isto só depende de como devo agir? Eu tenho consciência de muito que sinto, que me cerca, faz feliz ou dói. O problema é que aquilo doloroso fala mais alto nestes dias solitários de fim de ano e ontem eu chorei tanto... Derramando lágrimas em um rompante e apenas quando eu peguei um papel e a caneta, consegui me acalmar. 


-G.MOON

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Descarte



Não vou mais te falar sobre o que sinto
Nem mais indagar sobre seus amores
Ou sobre suas dores
Aquelas que tanto rimos juntos
Mesmo sabendo o quanto nos afundava
Não sei se o passado ainda nos fere tanto
Mas você parece encantado demais
Inebriado demais em si mesmo
Para compartilhar comigo
Sentir o que sinto.

Não sei o que pensas de mim
Nem se minhas palavras e gestos são o suficiente pra te dizer
Que sou teu amigo
Mas teus sorrisos não me embalam mais
A sua companhia nos dias ensolarados 
Entre os corredores escuros
Me pareceu apenas uma conveniência
Para suprir tua carência
Enquanto não encontras abraços mais descartáveis do que os meus

*É só como me sinto em relação a algumas pessoas que me cercam... Ou que já me cercaram.

-G.MOON

Estreia de Fic no Yaoi Tales ♥



🌸 É com imenso prazer e alegria, que venho informar a estreia de uma das minhas queridas fics no blog Yaoi Tales! A Devalli demons. É yaoi, com fantasia, suspense e drama. Aqui está a sinopse:

📌“Eles podem estar entre nós. Escondidos nas mais bonitas couraças, vivendo e transitando por nosso mundo. Prontos para nos levarem a Perdição.” Foi assim que William Sullivan sentiu-se quando o conheceu. Os olhos verdes fervorosos. Os cabelos negros, profundos. Foi de repente, em uma situação nada convencional que descobriu seu primeiro amor: Uma tarde, o sol, a floresta, o canto tranquilo dos pássaros e o lago calmo observado pelos olhos de um doce predador. Dylan Devalli, de tão misterioso, tornava-se impossível de não tentar perscrutar os seus segredos. Porém, em meio uma difícil situação familiar, perigos de uma espécie de demônios sanguinária.... William, filho de prósperos comerciantes, torna-se um garoto perdidamente apaixonado por um Devalli, enfrentando desafios grandes demais que um rapaz de criado sob asas pudesse encarar.

O Yaoi Tales é um blog o qual tenho muito prazer e alegria de participar e visitar, pois todos são muito bem acolhidos e temos contos maravilhosos para nos deliciar 😍
Devalli Demons é produzida desde, se não me falha a memória, 2013 e passou por maus bocados até agora. Em 2014 e 2015 não tive muito tempo para construir a fic, certa vez perdi seus arquivos (consegui recuperar depois de alguns meses), além de que passei por muitos bloqueios criativos nestas épocas. Porém, agora, consegui retomar com êxito e já estou me aproximando do seu final..
Fico muito feliz em ver minha fic por lá. Pretendo, depois de alguns capítulos postados no blog, disponibiliza-la também no Spirit fanfics.💙

Aqui está o Link para o primeiro capítulo! ♥ 

-G.MOON

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Cântico negro - José Régio




"Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há nos meus olhos ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Porque me repetis: "Vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?
Corre nas vossas veias sangue velho dos avós.
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
- Sei que não vou por aí!"

José Régio

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Sutilezas...




Quanta poesia em uma imagem.... (aumenta para ter ideia da grandiosidade dela)

http://fyblackwomenart.tumblr.com/post/131525175579

Créditos: Riya Jama.


-G.MOON

Afeto




Tudo bem, eu estou bem.
Podemos sentar aqui 
Conversar sobre nossos infinitos universos
Sentir a energia vinda das estrelas 
E procurar as rasuras da lua
Tudo bem, estamos bem.
Tomamos uma taça de vinho
Apenas uma
Sentimos o cheiro da terra
O sereno invadindo nossas almas
As nossas mãos entrelaçadas
Tudo bem, ontem eu queria ter ver entre nós de ferro
Mas, hoje, eu preciso conversar
Preciso entender os sentidos do rancor
Todos os tatos do amor
Amanhã podemos estar distantes
Eu não procurarei por ti
Tudo bem, te juro.
Apenas fique aqui: compartilhe seu universo comigo...
Longe de tudo que possui sentido.

-G.MOON
-G.MOON

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Desafetos



Mesmo que eu tivesse todo amor do mundo
Mesmo que teus sentimentos fossem os mais doces
Mesmo que teu sorriso fosse deveras cativante
Nada deteria esta minha vontade de te ver sobre estes pés
E que o universo devolvesse a ti
Todas as fissuras que me provocaste
Estes teus olhos fulgurosos nada mais são do que
Uma rasura que desgraça o meu destino
E a tua voz tão carregada de trejeitos 
E os gestos cheios de sutilezas
Não deixam mais meu corpo derramado neste leito
Esperando a claridade do renascer.


Mesmo que eu soubesse todos os cânticos para te amar
Mesmo que eu soubesse todos os feitiços de amor
Mesmo que meus pensamentos se resumissem a ti
Nada deteria este instinto de te provocar
Roubar tua alma e enclausurá-la em nós de ferro
Esperando o teu implorar
Ainda que eu não chorasse, saberia o quanto estaria errada
Condenada por mim mesma
Condenada por ti
Pela minha natureza que te ama
E te extirpa: de desafeto a desafeto.

-G.MOON

sábado, 12 de novembro de 2016

Guerra aos primeiros laços



I
Esteve sempre ali, de mãos abanando
Os braços bem abertos
E um sorriso incerto, à procura de qual gesto?
Esteve sempre ali, o andar descompassado
As mãos ainda aos ventos
Jogando palavras sinceras
E recebendo a poeira que emerge do chão
As lágrimas que surgem...
São aquelas contidas?
Até que um dia,
Conheceu a raiva do tempo
Baixou os braços, uniu-se ao seu próprio peito
Não espere mais tal "gesto"
A raiva do tempo também é tua
Empunhe suas mãos, que o sangue não fala mais alto
Deles, terás também o punho! Compreendes, por fim?
Não conheces ninguém, estarás sozinho...
Então, una seus braços - encoste-os a si mesmo.
Pra sempre...
Sempre haverá a tal ambivalência - até a ti mesmo
Não espere uma relação de um laço somente.
Queres o punho - Queres os braços abertos?
Terás os dois.

II

Agora, não és tão adulto como pensavas
Conheces o machucado
Teus olhos estão abertos
Te pareces um mundo borrado?
E aqueles que estiveram sempre ao teu lado
Parecem amigos? Serão teus inimigos?
Para sempre? Quem sabe.
Nesta noite, compreendas:
Não estendas mais seus braços
A ninguém, pois nem a paixão é una
Seja teu - seja de ninguém
As contendas deles, serão apenas deles
Não os esquecerá... Nunca.
Mas cuide de si,
Ame a si mesmo e vigie a si mesmo e os outros.
Contra-ataque:
Empunhe suas mãos, pois o sangue não fala mais alto

-G.MOON

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Prosa do dia 07/11/2016

Nota: Atualizei a página *Sobre a autora do blog...*

Ainda não estou de férias.
Minha universidade foi ocupada e ocorre uma greve estudantil... Por enquanto, estou aqui pensando em por meus hobbies em dia, mas preocupada com o rumo que as coisas estão tomando. Não me sinto parte de tudo isto que esta acontecendo e, cada vez mais, me sinto afastada destes movimentos. Não sou contra (de jeito nenhum), mas certas coisas me deixam assustada e/ou desencorajada). Vejo algumas brigas, intrigas, piadinhas e que este campo não é pra mim. Eu seria como uma ovelhinha perdida, procurando em quem acreditar. Ou no que se agarrar. Sei o quanto é importante tudo isso, mas não vou me envolver demais.
Estes dias estou me sentindo bem, um pouco sozinha, mas faz bem. Certas horas me sinto carregada das pessoas e não tenho vontade de socializar, nem sair por aí. Na verdade, só quero meu sossego... Meus pensamentos, meus demônios juntos ou minhas palavras. Enfatizo o *meu* e *minha* porque tudo é tão MEU que só tenho coragem de expor aqui no blog. Coisas que só cabem a mim mesma e, realmente, não dá pra falar com outras pessoas, senão um especialista rs.
Pensei esses dias em voltar a ver animes e ler mangás, mas estou muito desatualizada e sei que não terei paciência. Eu achei que tinha superado o fato de não gostar mais desse universo (não sei se perceberam, mas imagens de animes se tornaram cada vez mais escassas por aqui..) porém esses dias pensei em voltar e dei para trás, sabendo que era inútil. Bateu aquela tristeza... Ainda não aceito muito bem abandonar algo que fez parte da minha vida durante um bom tempo. Então, estou jogando Eldarya, pra não deixar meu lado adolescente morrer...
Assim, hoje decidi fazer uma prosa do dia. Certamente fazem semanas que não produzi uma postagem como essa e achei que estava precisando desabafar um pouquinho. Eu adoro isso. As prosas do dia me permitem analisar os meus dias e meus sentimentos... E isso é bom. É bom porque, no momento em que tudo acontece, não reflito muito as coisas, só depois. E eu sou muito observadora, retenho o ambiente de tal forma que até me assusto, mas não reflito sobre o que está acontecendo... Vou absorvendo, para pensar depois. Escrever é um bom exercício...
Não só com o mundo real, mas com os meus sonhos também. Esses dias tive tantos sonhos esquisitos que não soube lidar. Eu realmente queria saber o que os sonhos nos querem dizer! Esse semestre tenho uma disciplina introdutória à Psicanálise. Estávamos estudando a formação dos sonhos na ótica psicanalítica e, para essa teoria, tudo é TÃO do campo de simbólico que fica estranho de interpretar. Eu realmente sou bem lenta para a Psicanálise rsrsrs. Percebi que não é o ramo ao qual vou seguir... Apesar de achar bem interessante em alguns pontos, porém... A sensação que tenho às vezes é que parece fantasioso... mas, enfim. Não vem ao caso agora.
Preciso pensar no que fazer nesse período de tempo. Terminar os trabalhos? Ler mais? Fazer mais poesias? Enfim! É muito o que fazer. ^-^
Estou me prolongando demais... Daqui a alguns dias venho me derramar um tanto mais...


-G.MOON

domingo, 6 de novembro de 2016

Irreal







Um corpo desaba ao chão
Pego em suas mãos
Os traçados entre os dedos...
Assemelham-se aos meus
Os pontos entre as ruas estão turvos
A mente sã
Jamais se deixaria ser irreal
Os cabelos longos
Os véus soltos somem aos ventos
E meus pés se movem,
Procurando aquele corpo novamente
Olho em volta:
O chão está frio
Os pequenos fios entre as pedras
Cheiram a sangue quase-morto

Então eu desacelero,
E percebo:
Aquele corpo é meu.

-G.MOON

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

descanso



Estou deitada, recebendo os raios de sol da manhã
em estado letárgico,
observo o dia chegar:
sem conseguir absorver seu espirito alegre do re(nascer)
meus olhos piscam
enquanto o castanho frio deste olhar descobre o brilho da aurora

entendo que...
enquanto o dia se levanta
eu me deito sobre a cama,
descanso a minha tormenta
deito sobre as desordens da minha alma...
e procuro a paz.

-G.MOON

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Minha natureza me chama.




Estou imerso em palavras desenfreadas
Como águas que rebentam e inundam as margens verdes
Preso entre as rochas, esperando a mão divina
E eu rezo para que ela me puxe
E me esqueça entre as nuvens
Preso entre as rochas,
As minhas lágrimas se misturam à violência das águas
Misturam-se à imensa e divina natureza
A este lugar estas lágimas pertencem
A chuva rebenta sobre o meu corpo
Tenso, encharcado
Rogo a todas as minhas forças:
- Leve-me! Ou eu descansarei aqui.
A minha própria natureza me chama
As rochas não mais me prendem
Aquelas águas violentas só tentam me amansar
Esqueço da mão divina
Esqueço o encanto das nuvens
A minha própria natureza clama o meu nome...
A minha sina.
E então sou carregado pelas águas
Agora, já mansas.

-G.MOON

domingo, 23 de outubro de 2016

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A criança que chora





Ao final da rua
O som estridente da criança:
A criança que chora
Há todos os caminhos possíveis
Que possam ser trilhados
E as pedras coloridas iluminam o caminho
Mas, há uma criança,
Uma criança que chora.
Mesmo que eu passasse por aqui todos os dias
E esta invisível e
Ensurdecedora  criança ao fim da rua
Surgisse a mim
Eu me esconderia
E esqueceria-se de toda a sua estória
Ela me guarda
Guarda todos os segredos das casas
Ela segue rondando pelos cantos secos da cidade
Escondendo-se dos rostos
Ao mesmo tempo em que os carrega em seu manto
De cor desregrada
E ela chora
Pelo manto manchado
Os segredos guardados
E a sua contenda invisível

-G.MOON

domingo, 16 de outubro de 2016

Let It Happen... Let It Happen...


Sinto uma vontade imensa de chorar toda vez que essa música termina. É como se minha alma fosse apartada do meu corpo e partisse em uma viagem rumo aos céus e.... quando tudo termina... Ela cai e se despedaça no solo da realidade.
Minha conexão com essa música é intensa... Eu sempre me sinto engolida pela agonia do dia a dia, pela minha ansiedade pelo amanhã... E me esqueço de deixar "as coisas acontecerem...". E as distorções na música, a voz calma do Kevin... Anestesiam.
Let it happen.




-G.MOON

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Contos do amanhã: Sonhos



Os sonhos sempre me expõem. Aquelas imagens turvas, confusas, que parecem não ter sentido algum.... Elas sim, me expõe sem dó. As noites sempre são tão turbulentas, meu corpo se retrai como se sentisse medo e todos os sentimentos mais aflitivos surgem para me corromper... Alguns momento eu acordo, ainda sentindo meu corpo voltar à realidade. E as imagens vão surgindo... Surgindo... Ressurgindo, aqui dentro e me perturbam.

Novamente... Novamente...
Toda noite.  Só que... há sempre um PORÉM. Eu aprendi  lidar com meus próprios sonhos. Não, eles não me dizem sobre o amanhã. Até porque sonhos não predizem o futuro. Mas, podem me conduzir a agir sobre mim mesma.
Rostos conhecidos. Ambientes distorcidos. Tarefas não cumpridas. Aquela angustiante sensação de realidade. Despindo-me como nunca me despi. Abrindo meus olhos, enquanto estes estão fechados... Para aqueles sentimentos guardados aqui dentro... Aquelas saudades que me atentam aqui dentro. E todos os meus piores impulsos... E como eles são maravilhosos!
O dia seguinte, sempre me parece outro. É como eu disse certa vez... "Eu me descubro mais do ontem
E é sensação mais maravilhosa do amanhã.

G.MOON

Correria



Estou longe de todos os olhares possíveis
Eu corri para lá e para cá
Ninguém me olhou,
Ninguém me escutou,
Quiçá perceberam minha presença
Eu apenas vi todos passarem por mim
Rápidos, como fumaça que se espalha
Já anoitecia e minha vista falhava
De uma esquina a outra,
De um quarteirão a outro,
Senti-me em uma estranha sensação de abandono
Desinteresse? 
Desespero!
Assim que alguns olhos encontraram-se aos meus
Senti a indiferença... 
E não sei por que tanto a estranhei,
Já que ela tanto faz parte de mim,
Os assentos estavam vazios
E eu me vi ao meio,
Entrecortada entre o silêncio
E o estridente som das ruas
Chorando, enquanto observava o colorido das casas
Tão altas... Tão cheias de vidas:
Antes, antes de tudo
Eu gritei para que me vissem
Tão alto, tão alto, que implodiu
Voltou-se para dentro
Mas, agora, choro sozinha
Enquanto todos me olham
Mas não veem o que se desconstrói aqui dentro


G.MOON

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Contos do amanhã: o frio


Eu senti o silencio tórrido do meu quarto me invadir como um grito surdo dentro do meu peito. Eu não sabia como reagir àquelas imagens na minha cabeça. E minha ansiedade aumentava à medida que o tempo passava... Não, não podia estar acontecendo. Novamente, estou presa em minhas próprias insanidades. É incrível como estes esdrúxulos momentos te entregam sem muita consideração e, o pior, vem de dentro. Irradiando-se para fora e reagindo em todo seu corpo, extirpando suas forças.

Eu, realmente, tentei me levantar. Mas estava difícil. Muito difícil. Não, eu não me sentia pesada. Muito pelo contrario, estava tão livre que meu corpo se contorcia por si mesmo, levando-se como em mar aberto. Eu me enganei este tempo inteiro. Eu sempre irei me enganar.

Nós sempre vamos nos enganar.

Parecia tudo mais interessante. Eu, o amanhã, o hoje, este momento. Eu só queria que se tornasse interessante.
Mas, como? Há jeito. Eu sei que há. Mas não ha receita de bolo, então eu não sei como. Sou péssima em improvisos. E sempre odiei surpresas. Tem tanto mal em ser sempre organizado? Antecipado?
Eu conheci outras casinhas, sim. Quero conhecer mais. Sentir a frescura dos ventos.
Mas... Minhas pernas, meus braços e, principalmente, minha mente – travam-se.
ÀS vezes parece que não tenho controle sobre o meu próprio corpo. É como se tentasse falar, fazer, mover e todos os verbos que me levassem a reagir a todos os estímulos possíveis escapassem por entre os meus dedos. Então, sobra apenas o olhar. Nem tão calmo, nem penetrante. Apenas um olhar frio, castanho sem fulgor. Brilho morno sob a luz do sol e se apaga quando acaba o dia.
Parece apenas uma brincadeira de fantoches. Eu sou levada pra lá e para cá, como uma folha que brinca entre os ventos, sem saber para o onde ir. É difícil não saber o que se quer, não? Todos parecem tão decididos e eu aqui... Menina perdida, quase adulta, mas... A cabeça baixa e as mãos apertando o  jeans velho da calça, sem saber para onde olhar... Nem como reagir.
Um pé a frente. Outro atrás. Algo me diz: Coloque-se à frente! Deves saber onde ir! E esta voz vem de dentro... E meu corpo não reage... Jamais... Jamais...
E Sobra apenas o olhar, esperando... Sabe-se lá o que seja...

-Gmoon.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Casinha

fonte na imagem 



Já estive em tempos em que todas as janelas estiveram fechadas
Fizesse calor
Ou em longas temporadas de frio
Todas as janelas permaneciam trancadas
E as portas se abriam quando eu me sentia seguro
Os raios de sol não se chegavam aqui
Nem mesmo a mais elegante sensação do inverno 
Apenas a melancolia das paredes fechadas
O neutro - talvez - seco, autômato sentimento de isolamento
Eu estive aqui dentro, sem saber exatamente por os pés para fora
Então fui forçado a vestir-me apropriadamente
Carregando minhas couraças
E me dispor a mostrar-me lá fora
Fora do eixo, eu deixei-me ir - não sei se quero voltar
Não sabendo exatamente o que quero
Saí - mas deixei a casinha quase completamente fechada:
Algumas janelas estarão abertas - outras, sim,
é melhor deixá-las trancadas, as chaves?
Guardadas em meus bolsos.
Menino que anda trocando os passos
Ainda sorvendo o mundo
Conhecendo outras casinhas, algumas bem abertas
Feias, alegres, tristes... São tantas as paredes encontradas.
Outras muito bem fechadas. Muito bem guardados.
Eu os entendo, eu estive assim, durante meus tempos
As chaves em seus bolsos: Bem sabem o porquê guardá-las
E, poucas vezes, a quem entregá-las.

-G.MOON

sábado, 24 de setembro de 2016

Doma-me a poesia



Quando a mente cansa
Doma-me a poesia
A palavra nada preguiçosa
Mansa
Cruel e desatina
Que tira meu corpo do eixo
E recarrega a força no peito
Quando o corpo desaba
Sobram as palavras
Pairam no ar feito folhas ao vento
Redemoinham e acendem meus desejos
E meus braços emergem do chão frio
Crente de que pode com todos os ínfimos ensejos

Meus olhos seguem as luzes
Pouco sabe pra onde vai
Mas sei que quando me canso
Doma-me as palavras
Os versos entre as estrelas
A poesia no céu e no luar,
Na terra e no dia de sol morno
Que me emergem e iluminam
Tratando de me descrever
E edificar.

- G.MOON

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Perfect Illusion



Tudo não passa de uma ilusão
E, no final, sempre estaremos sozinhos. 
Esse é o êxtase moderno


A cada dia que passa eu amo mais a Gaga. :3

- G.MOON

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A divina dança


Na noite estranha
De meados de setembro
Ela dança entre os sete mundos
A mulher cheia de divindades
Dona de seus monstros
Seguida pelos anjos
Caminha a passos bem ritmados
Entre o fogo e o céu
No limiar entre o dia e noite
Nos raios de sol que cortam as nuvens
Enquanto a lua desponta brilhante no céus
Ela louva a sua própria loucura
Ela dança
Dança!
Curando sua dor 
Sim, ela chora!
Chora por ser imensamente divina
E ter todos os seus bens
E seus males
Em suas próprias mãos calejadas.

-G.MOON

domingo, 11 de setembro de 2016

Prosa do dia 11/09/2016



Mudei os ares do blog inspirada em paletas de cores mais suaves, com um toque leve de tons escuros. Como já disse certa vez, o estilo do blog é quase -idêntico- às cores do meu humor, então, estou leve, mas ainda cheia de temores por aqui. Sempre projetei meus humores em cores e sei que estas podem se encaixar bem. Eu ainda não consegui alcançar o almejado equilíbrio, mas é uma luta constante.Ontem me sentia tão mal que fazia as coisas com muito esforço e quase explodi em todos, mas me controlei. Não devo, de jeito nenhum. Entretanto, hoje acordei um pouco mais leve...  Mas cheia de pensamentos e dúvidas em minha cabeça. A propósito, consegui diminuir meus pensamentos agressivos. Faz algumas semanas que fiz u post sobre como estava me sentido mal, confusa e extremamente pessimista, invadida por pensamentos tóxicos. Entretanto, hoje consegui controlar estes pensamentos [aparecem de vez em quando], e estou me sentido mais leve. Só que... É como se um certo espectro pesado ainda pairasse por aqui, e eu acho que sempre estará aqui.

Faz alguns dias que não produzo poesias, por enquanto, estou conseguindo controlar algumas coisas sem precisar expor em palavras. Por enquanto.


-G.MOON

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Lua crescente




Aos pés da lua crescente
Eu escrevo a minha prece
Esta noite é tão longa
E o infindável sentimento do desfalecer domina 
Os sentidos falham
E a luz divina da lua toma esta oração
Contra os meus desencantos
Aos pés da lua crescente
Eu me torno vida em ascensão 
Eu maturo estes pensamentos de projeção
A lua, o astro divino
Nunca foi tão cheio de vida
O meu corpo desfalece
Desmantelado em tamanha energia
E as palavras fluem
Enquanto eu dito esta prece.

-G.MOON

Psicodelia e defesa



Talvez as cobras estejam certas
O sibilar e o bote não são parte apenas da psicodelia dos sonhos
Cada cômodo pode ser um ambiente de caça
Cada cor pode ser uma ameaça 

A angustia aflige meu olhar
E meus instintos também rastejam
E,talvez, as cobras estejam corretas
É apenas a minha defesa

O céu la fora, la no alto
Parece tão fresco
O azul convidando-me para sair e amar
Mas as cobras podem ser noturnas
Taciturnas, quietas
À espera do bote
E, digo, elas podem estar corretas



Sonhei com cobras estes dias... E não paro de pensar nisso.
-G.MOON

Perfeita Ilusão*



As formas da realidade
Todas estas representações em formatos simétricos
E luzes bem distintas
Enganam meus sentidos!
Este é o mundo?
O meu eu-real?
Ou apenas uma ficção dos meus anseios?
As formas se desmancham em instantes
E remontam-se em meio-segundo
Tudo volta ao curso 
Permaneço à margem da certeza
Forçando meus sentidos
Ou deixando todo o meu corpo?
Oh, céus! Onde estou?


*Perfect Illusion-GAGA
-G.MOON

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Novo vício



Simplesmente não consigo parar de escutar o album Currents do Tame Impala.  Comecei ontem e já viciei... Recomendo muito :)
Estou atolada de provas e relatórios para fazer, além das leituras. A música está me aliviando nesses tempos...
Saudades do blog. ♥



G.MOON

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Ser de um só.



Quando se nasce alma destinada a ser sozinha
Deve-se aprender a assentar a solitude
Os sorrisos e palavras ainda me consideram
Mas todos se vão
E nós continuamos aqui
Os olhos presos ao infinito dos céus
Sentindo e tomando para si o sentimento de
Que nasceu para ser alma
De um ser somente.
Deve-se aprender a ouvir seus próprios sons
Lutar e compreender suas emoções
Juntar todos os horrores de si
E dançar junto,
Os braços bem unidos
Aconchegando-se em um calor que só é seu.
Meus braços já não podem fugir mais do outro
As  minhas vibrações podem seguir as tuas
Mas saibas que sou ser de um só
Apesar de poder sentir 
E adentrar em outro
Saibas que há momentos que meu corpo pede a solidão
Pois ele se constituiu assim
E hoje não há mais o que fazer
Os estímulos lá fora - a luz,
Sugam-me por inteiro.
Minha voz já esteve mais seca de chamar por alguém
E, hoje,  eu sei que ela fora altiva demais
Que feriu até mesmo aqui dentro
Respeito esta solitude
Respeito que fui feito para ser um só-somente.
E sigo, sentindo que ainda há muito que me compreender
E continuar a constituir este ser.


- G.MOON

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Toques e vibrações




Que abraços tão distantes se aproximem de mim
Que meus dedos não se afastem
Que meu corpo vibre
Até suar, sem vergonha de seus odores
Que toda energia se solte do meu corpo
Respire e inspire, em toda capacidade desta carne
E sinta todo gesto
Toda maravilhosa sensação de estar perto do outro
Sentir os toques
as vibrações
o despudor dos sentimentos
Estudar cada um, cada toque,
todo o meu corpo 
em meu outro
Um pouco

-G.MOON

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

prosa do dia 12/08/2016


foto de minha autoria


Eu pensava que todo o meu tempo eu poderia me dedicar à poetizar. Ledo engano. Queria respirar um pouco esses dias, por isso cheguei aqui. Sinto saudade do aconchego do meu blog, das palavras que saem sem precisar de muito e do tempo que tinha para trabalhar o que sinto. Está cada vez mais difícil... Eu sinto vontade, às vezes, de me desligar de tudo, mas não posso, definitivamente. Por mais que eu goste, certos momentos dá vontade de desistir ~ já considerei a possibilidade muitas vezes ~. Hoje, no caminho de volta para casa, lembrei-me da minha vida aqui. A G.Moon sugada pela rotina do real, finalmente conseguiu emergir, mas não se libertar... E ela não vai, infelizmente. 
Agora eu realmente tive a ousadia de sair um pouco e liberar um pouco o ar. 
Provavelmente por uns bons dias não poderei postar poesias... :/ 

Saudades :l


G.MOON

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Magnetismo


Estes teus sons tão articulados cruzam por meus poros
Todo fio deste corpo finito 
Perene
Se eleva ao cálice divino
Aquela voz que traz os piores delírios
Em um orgasmo de sensações traiçoeiras,
Que afogueiam este corpo,
Sobre a fogueira dos deuses, azul 
Como podes ser divino.?
Inclina-se sobre meu corpo com esta tua voz
Perturbando-me o sono
Os pensamentos 
Os passos trocados
O olhar perdido
Deixe este pobre corpo perecer surdo
Mesmo que estes cantos me faltem
Mesmo que o fio deste corpo se destrua
A clamar por teu canto




Em nenhum momento eu desviei os olhos, nem desatentei os ouvidos. Não era preciso e, mesmo se quisesse, não conseguiria. 
Era magnético. Extremamente desconcertante. 
Aquele ser estava parado, falando palavras que talvez eu nunca entenda realmente o que significam. Mas aqueles sons - aquelas invisíveis ondas sonoras - como cânticos dos seres divinos mais insanos, se integraram ao meu corpo e, eu sei, tive vontade de gritar ali mesmo. Meu corpo não se cansou. Permaneci estático: talvez seja bobo, mas queria estar de olhos fechados e esquecer as paredes brancas e ouvir apenas aquela voz. 
Aquela voz que quase não conheço.
Mas me tocou cheia de delicadezas, ensinando-me suas sutilezas. Ascendente e descendente em meu corpo que, frágil, quase se derramou em prazer.
Era o ápice. Jogado, eu desisti de entender seus significados. Suas articulações. 
Apenas aquele som era suficiente. 
E eu a ouvirei de novo. Derramarei meu corpo novamente. E nunca entenderei.



*É POSSÍVEL SE APAIXONAR POR UMA VOZ?*


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Caos




Quando o mundo esteve bom?
Diga-me, por favor, 
quando o cosmos esteve em paz?
Desde os primórdios
Entre fogo e tempestades
Eu te destruo, você me destrói 
O mundo
O universo
Se deteriora.
Digladiamos uns contra os outros
Por causas ignóbeis 
E por moedas sujas
Nem os mais sonhadores julgam o futuro melhor
Pois o mundo está em ciclos
Imensos ciclos
Este está entrando no fim
E então...
Enfrentamos os mesmos futuros.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

O santo e o demônio.



Quem pensa que és?
Para ditar regras para mim,
E não para você?
E estabelecer o limiar
Do certo
E do errado?
Dizer-se ser poço da humildade
E jogar aos sete ventos tua santa caridade.
Quem pensa que és!?
Para julgar
Punir
E descrever lei
Pensar ser o rei
E o santo daqui e de lá?
Eu sei, os deuses se orgulhariam de ti
E todos os reinos serão inspirados  à tua glória.
Somos tão pequenos...
Os pobres e pequenos letristas sobre os teus pés.
O que são estas pequenas palavras?
Pequenas palavras são apenas enganos
Calunias
Devo esconder-me?
Devo exaltar-te?
Quem dirá o que é bom para mim?
Todo o teu povo é são de mente
E eu sei, os demônios somos nós, caluniadores
Que tentamos espalhar nossas maldades, 
Com um belo sorriso no rosto,
E venenos e garras em nossas palavras.


terça-feira, 19 de julho de 2016

Prosa do dia - 19/07/2016



[Pode ler... Mas leia por conta própria :)] Não vou falar de coisas 'boas', nem de coisas 'ruins'. Apenas de sentimentos. E eles podem ser de tudo um pouco.


     Sou timida, ansiosa, confusa e um tanto desconfiada. Envolvo-me em coisas que eu não sei se realmente quero e não definir nada do que eu quero.  Eu estudo, eu leio, eu crio poesias nas horas vagas e eu penso demais. Demais mesmo. Tanto que acabo imaginando problemas que talvez não existem ou nunca existiram, e sofro muito por isso.  Minha mente fica tão confusa, e meu emocional desmorona. Eu sei que acabo machucando pessoas que eu amo, eu preciso evitar. Eu tenho de aprender alguma maneira de melhorar isso. Minha ansiedade e medo me afetam demais, meu coração acelera... Meu humor se fecha e tudo é muito nebuloso. Eu não processo mais nada. Simplesmente parece que o mundo desabou para mim e todos têm culpa de tudo.

    Sinto uma intensa vontade de chorar quando percebo que perdi tantas oportunidades valiosas, mas sou orgulhosa demais para me desculpar comigo mesma. Então, eu digo que já passou. Não há mais o que fazer. E eu continuo “me empurrando para frente”, sempre com um pé lá atrás. Mas eu nunca esquecerei... Jamais.  Eu sei, eu me bloqueio demais. Também, eu não posso forçar gostar de coisas que não são do meu interesse, mas eu não ouso experimentar, nem me entregar de verdade a algo [como acreditava fazer antes]. Eu sempre vivi apática, indiferente. Ouvindo os outros. E, agora, tenho minhas conseqüências. Sinto tanta falta de emoções e hoje eu sei que não estou preparada para quase nada! Tanto que hoje me arrependo de não ter vivido intensamente momentos importantes, amizades que eu considerava importantes, enfim... Por medo, insegurança, apatia. E, hoje, não sei como reparar isto. Não sei mesmo... Estou começando a tentar fazer isto com pessoas próximas hoje, mas...será mesmo que consigo? As pessoas parecem tão distantes hoje. Cada um em seu quadrado, em seu lugar. Algumas pessoas hoje parecem tão superficiais... Mas não custa tentar.



     Sou uma pessoa que guarda mágoas, sem querer. Descobri isso faz pouco tempo. Eu quero treinar um novo olhar para as pessoas que já me machucaram, mas eu me lembro de tudo... de tudo... Passam-se meses, anos... E eu sempre me lembrarei de tudo. E, só agora, eu comecei a pensar em perdão, em não guardar tantos ressentimentos. Faz mal, me machuca, prejudica de muitas formas. Eu não posso “fechar a cara” para alguém só porque ela fez algo que julguei errado há algum tempo atrás. As pessoas mudam, nós precisamos de chances. Eu, sinceramente, não gostaria que alguém agisse comigo dessa forma.

    Esses últimos dias tenho pensado tanto, que quase abati o meu corpo. Certo dia, fiquei tão cansada.. Cansada de pensamentos tóxicos que me invadiam a todo o momento. Quase não consegui agir... queria ficar deitada todo o tempo. Eu gosto de trabalhar meus sentimentos, mas de forma saudável, que eu não me machuque, nem me condene o tempo inteiro. Estou escrevendo isso agora porque tive que transbordar em palavras. As poesias me acalmam demais, mas certos momentos eu preciso de um pouco mais. Tenho que sentar e refletir. Não posso ir e voltar da universidade, cheia de pensamentos me agredindo todo o tempo e, simplesmente, não tentar me acalmar de vez em quando [mesmo com sucesso quase ínfimo]. Tive vontade de ir embora, de fugir, de largar tudo, de me afundar em qualquer buraco. Mas eu não posso fugir de mim. Não posso fugir de tudo o que sinto. Já que eu sempre penso que ninguém está disposto a ouvir minhas angustias, eu escrevo. Na verdade, nem todo mundo quer ouvir sofrimentos, apesar de que isso falta hoje em dia. Isso, ouvir o outro. Eu gosto de fazer isso. Mas, como não tenho um círculo social muito grande, são poucos que me procuram para algo assim. Talvez, eu deva começar a procurá-los. Mas, talvez, eles não queiram, nem saibam como falar de si mesmos. Afinal, hoje tudo é felicidade. É beleza e sorrisos. Não quero glamourizar o sofrimento, mas certas horas é preciso discorrer sobre isso [não como eu, exageradamente,... mas um pouco não faz mal.] Afinal de contas, como eu disse anteriormente, eu sou ansiosa. E ansiosos sofrem muito com paranóias.


       Quem me vê, não diz que eu sou assim. Quem me vê, acha que eu sou uma jovem estudante que só estuda e não tem mais nada a se preocupar na vida. Com certeza, pensam que sou apenas uma menina tímida demais para se expandir, um pouco chata que só liga para seu curso e internet. Talvez não pensem que eu tenho muito que dizer.  Talvez eu não os deixe pensar assim.  Eu sei que poderia me entregar mais às pessoas, mas eu não sei direito como começar... Sinceramente, eu acho que tenho medo de relacionar demais e acabar me decepcionando. Ou... Tenho receios demais aqui dentro para começar. Eu não sei começar papo, eu não sei continuar papo, acho que estou incomodado, penso que a pessoa pode me achar sem-graça, tediosa e afins... E talvez eu seja mesmo. Por não viver muito, eu não tenho muito a dizer. Isso contribui e muito, eu sei. Não saio muito, não bebo, não gosto de ‘curtições’, baladas, resenhas, muito barulho, por-do-sol, violões, risadas e vinho para todos. Os mais jovens como eu curtem isso hoje, não é? Pois é, eu não. E, muitas vezes, eu sei que poderia me dar bem melhor se gostasse. Mas, eu, realmente, não quero me forçar a nada. Mas sofro pensando nisso.


    Eu tenho muitas outras questões a tratar... E eu posso vir falar sobre elas a qualquer momento aqui, afinal, é minha terra, meu cantinho. E eu precisava, de verdade, dissecar isso aqui. Eu disse outras vezes que não estava me sentindo muito bem nas últimas semanas e isso se confirma aqui, e muito. São muito eus, tantos eu aqui nesse espaço, parece cansativo, mas é um alivio para mim. 



Imagem

Há uma imagem de mim Há uma imagem de ti Há um sentimento de nós O encontro, onde está o confluir? Um pedaço aqui O...