sábado, 30 de janeiro de 2016

Prosa do dia 30/01/2016

 
 
    Como vou (re)iniciar os estudos na segunda-feira, não estarei tão ativa nos próximos dias. Percebi que meus post's estão um pouco mais escassos e acho melhor assim. Por enquanto, estou tentando suprir a carência de minhas estorias, terminando de escrever um especial de GR e dando continuidade a outra fic. Lembro-me que eu costumava postar muitos trechos das minhas fics aqui no blog, mas de uma hora para outra resolvi apagar tudo que estava aqui. Eu não tinha muita confiança no que escrevia, e em um momento resolvi que ninguém poderia ler aquilo. Hoje, sei que amadureci a escrita e sei que nada sai perfeito. Edito, acrescento e depois de algum tempo consigo me satisfazer. Faço o que eu posso e, claro, quando estou inspirada; às vezes tenho alguns bloqueios criativos e simplesmente não consigo escrever nada! Fico ansiosa, mas sei que é algo passageiro. Horas ou dias depois estou de volta ao "trabalho".  
   A escrita sempre foi um refúgio e comecei a fazer poesias nos primeiros estágios da adolescência. Aos doze anos eu já escrevia alguns versos e aos quinze comecei a escrever minha primeira estoria, que se tornou meu grande amor. Minha linda paixão, tão adolescente e carregada de muito sentimento. Foram folhas e mais folhas de cadernos escritas e hoje está na internet. Eu sei que ganhei um pouco mais de confiança e recebo toda crítica com grande prazer. Esses dias resolvi que deveria me apartar dela, mas dois dias depois já completava meu especial. É difícil deixar uma paixão, não? Pretendo postar um material final aqui, mas só quando eu terminar.
    Tenho projeto em andamento (não sei quando irei terminar, nem postar), mas a primeira sempre será o xodó. O personagem principal da segunda estoria parece um alter-ego meu e me divirto muito durante a produção. Adianto: contém demônios e muito Yaoi, me atrevi até fazer um lemon(+18). Quando escrevi GR sentia *vergonha* de fazer lemon, mas hoje... Penso até em fazer alguns especiais para postar aqui no Blog, tenho um prontinho! rsrsrs Não postei no NYAH! porque tinha que finalizar a estoria, mas o importante é que eu consegui fazer. Consegui quebrar esse tabu aqui dentro e me dizer que não há nada de errado nisso.
       Não garanto conseguir produzir (tanto estorias, quanto poesia) durante o período de aulas. Agora vou conhecer um semestre de verdade, então minhas atenções estarão voltadas para os estudos. Mas, apesar de tudo, naquele ambiente também há um pouco de inspiração...

Falando nisso... Atualizei minha página de fics :)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

.Gentileza


Certos tons
Nunca se misturam
Certas melodias
Não podem ser ouvidas
Simultaneamente.
As diferenças se atenuam
E os polos divergem,
distantes.
Que sabe algum dia volte?
Que sabe algum dia sare?
Não sei, ao menos não chore.
Eu te peço, gentilmente.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Poema em Linha Reta: Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)



Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.



segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Prosa do dia - 25/01/2016


Depois de mais de 1 mês... Eu faço uma prosa do dia.
Mudei os ares do Blog para algo mais brando. Amava muito o antigo layout, denotava algo etéreo, era um lay perfeito para o tema do blog. Mas eu realmente preciso ajustar o blog ao meu estado de espírito. Eu sempre acreditei que cores falam muito. 
A realidade chega aos pouquinhos, e tudo que eu mais quero é equilíbrio. Sinto que 2016 vem cheio de desafios. Na verdade, desafios temos a todo momento, mas esse ano tem um ar diferente. Eu não sei explicar, é alguma previsão. 
Terminei, finalmente, de postar minha estoria no NYAH! e sinto um aperto fundo em meu peito. Claro que não postei tudo como queria, afinal ainda tenho material aqui, mas precisava me desvencilhar um pouco. É necessário. O restante talvez até coloque aqui no Blog, mas ainda estou planejando isso. Se eu tiver tempo, claro. 
Essas férias não passaram de forma tão tediosas como antes. Escrevi, Li mais do que o suficiente e não estudei como planejei, mas acontece! rsrsr Agora sim voltaremos à ativa e deixo tudo fluir...  Pode ser melhor ou pior... Mas esse ciclo de vida adulta às vezes cansa.


Quebra-Cabeça



Garoto, não há nada errado em pensar,
Sentir demais
Seja castigo
Seja virtude
Olhe, isso é mais que belo
Protege teu espírito
Engana, mas, também,
acaricia, amaina
E prepara.

Mal é não querer ver
ou fingir não saber
Conhece bem quem és
Conhece bem que te cerca
Dizem que aquele que pensa demais
Desorganiza
E eu reflito: 
Quando esteve organizado? 
Desorganize-se: peça por peça.
Então, o quebra-cabeça se ajeita.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

.talvez chegue amanhã..



Nós descansamos. E o corpo, quase abatido, suspira. O mundo ao redor, cresce.

Loucura! E o que há de novo?

Sente-se aqui e escreva

Eu penso. Divago demais. Às vezes me sinto tão débil. Como se meus pés se fincassem em uma terra fria, congelasse e eu só espero o frio ir embora. E o que posso fazer? Tenho tantos instintos, devo confiar ou não?

E tremo sem poder ver o futuro. Corra, eu espero. Ansioso, como sempre. Aquele que quer ser maior que o tempo. Castigo? Castigo. Eu respiro e, às vezes, melhora. O vento, agora, nunca esteve tão forte. Este calor vem de mim ou dele? Não sei mais ao certo.

Pensamentos sobre pensamentos. Fios de espinhos que rolam, desenrolam. Pedras que rolam, levam umas as outras. Formam-se montes de absurdos – espinhos.

Dizem que são tóxicos; eu sei. E que nós podemos contê-los. Tudo bem, nós tentamos. Escreve, esmague-os. Mas, eles foram mais rápidos quando eu tentei.

Absurdos que zombam de mim. Sou eu que os sacio? Sim, sou eu. Enquanto me remexo na cama, eles me cutucam. Por todos os lados.

Estas são as minhas noites.

Depois, a mente cansa e (des)cansa. Talvez os perfumes dos ventos cheguem amanhã.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Sinfonia das Flores



O vento sopra ao sul
E a forte ventania,
Morna, de primavera
Beija gentilmente o jardim.

Azuis e vermelhas
Rosas e violetas.
O aroma toma os ventos
E estes ganham cheiros
Misturados, tornam-se o perfume dos céus
E as pétalas colorem o terno azul-celeste

As flores dançam
Em uma malemolência discreta
Estão afincas ao chão
Tão belas
Seduzindo-nos com suas cores e cheiros

A aura do ambiente
Domina e cura o espirito humano
Os ventos, abençoados por tamanha beleza
Transportam-se para além destes vales

E todo olhar
Toda vida
Podem, assim,
Se curar.


sábado, 16 de janeiro de 2016

'ela dança no escuro

'Ela se desespera
O agouro é extremo
O choro, de dentro, some
E o que resta de tudo é apenas
A quietude - o estranho silencio
As palavras não se esvaem sem impulso
Tem de esperar
Não espernear, nem surtar
Lá fora
Esqueça isso!
As palavras fazem por ti
E muito bem.
Não esqueça que elas
Sempre estarão aí
Esperando teu corpo vibrar
E não conter a caneta em punho
Para fazer as palavras dançarem
Junto ao teu corpo
Na escuridão destes meios.
Veja, assim é melhor
Esperneie, em silencio, sem pestanejar
Grite, mas grite seus versos
Que, de tão escandalosos
Escancaram-te
Sem dó.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

.luzes



Não existe mais luz confortadora no fim
As luzes são fortes demais
Meus olhos lacrimejam 
Queria fechar-me por inteiro
Caminhar a passos tortos
Na escuridão que não mais me incomoda
Prometo! Meu corpo não tomba,
nem clama por ajuda.
Nem vai abrir-se aos raios
que cegam meus olhos; Eu espero!
Por muito pouco - eu não me desesperei
Resolvi regredir um tanto,
Voltar para mim mesmo
E, então, as cores podem estar mais amenas.




domingo, 10 de janeiro de 2016

.fardo?

Imagem encontrada aqui, infelizmente não sei qual é o artista :/
Mas a imagem fala tanto de mim que eu tive de postar. 


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

.A menina e a chuva



Ia a tarde chuvosa
Invadindo os ares de verão
A menina na varanda
Os olhos sob efeito do cinza ao horizonte.
Aqueles lumes vermelhos e azuis 
Trouxeram mais uma volta
Mas, ela continua com seus mesmos jeitos
Essa menina! Ah! tão quieta
Ela tão mal sai de si
Tão mal sente, sofre
Entre os pontos da cidade
Ela enxerga além,
Mas nada pode prever

Seu peito aperta,
Lá no fundo há alguém que chora
O cheiro seco da chuva não a incomoda
E mistura-se às suas ânsias
Que ela tanto esconde.
Disseram: Menina, não sabes que é ruim? 
Veja menos, é melhor!
E ela encolhe, sem querer chorar.
Entra - fecha janelas, portas
Esvaem os versos
Abertos somente aos teus olhos, menina
Tuas palavras podem viver em paz.
Sabe, quem mais vai querer ler teu lamento?
Dizem que a vida é maior
Que não vale chorar, 
Estás louca, disseram.
E ela pensa...
Qual o mal em desenrolar dores?
Ajustar um emaranhado de fios e nós?
Tornam-se forças... Talvez, algum dia.


domingo, 3 de janeiro de 2016

.sã



As cores, explosões coloridas por todos os cantos
Cobriam cada ponto escuro da noite
E iluminavam os céus de dezembro
Teus gritos ecoaram
Longe
Sumiram entre os ventos
Ensurdeceram-se naqueles abraços que recebi
Nas vozes que me chamaram
Frente ao perigo
E as luzes da noite! Deveriam ser tristes?
Não! Respondo-te: nunca mais
Meu choro cresceu o amor
Ademais, meu choro sempre
teve um aspecto salgado,
Que nunca me fora ruim:
longe disso, adoça em meu rosto
Tua voz! Por mais imperativa,
Por mais rouca que seja!
Essa - não ouço nunca mais



estranho vermelho

há um toque de intenso vermelho que consome a minha pele o vermelho das tuas unhas a cor rubra que pinta os teus lábios...