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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

Prosa do dia 30/01/2016

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Como vou (re)iniciar os estudos na segunda-feira, não estarei tão ativa nos próximos dias. Percebi que meus post's estão um pouco mais escassos e acho melhor assim. Por enquanto, estou tentando suprir a carência de minhas estorias, terminando de escrever um especial de GR e dando continuidade a outra fic. Lembro-me que eu costumava postar muitos trechos das minhas fics aqui no blog, mas de uma hora para outra resolvi apagar tudo que estava aqui. Eu não tinha muita confiança no que escrevia, e em um momento resolvi que ninguém poderia ler aquilo. Hoje, sei que amadureci a escrita e sei que nada sai perfeito. Edito, acrescento e depois de algum tempo consigo me satisfazer. Faço o que eu posso e, claro, quando estou inspirada; às vezes tenho alguns bloqueios criativos e simplesmente não consigo escrever nada! Fico ansiosa, mas sei que é algo passageiro. Horas ou dias depois estou de volta ao "trabalho".  
   A escrita sempre foi um refúgio e comecei a fazer poesias no…

.Gentileza

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Certos tons Nunca se misturam Certas melodias Não podem ser ouvidas Simultaneamente. As diferenças se atenuam E os polos divergem, distantes. Que sabe algum dia volte? Que sabe algum dia sare? Não sei, ao menos não chore. Eu te peço, gentilmente.

Poema em Linha Reta: Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)

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Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um…

Prosa do dia - 25/01/2016

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Depois de mais de 1 mês... Eu faço uma prosa do dia. Mudei os ares do Blog para algo mais brando. Amava muito o antigo layout, denotava algo etéreo, era um lay perfeito para o tema do blog. Mas eu realmente preciso ajustar o blog ao meu estado de espírito. Eu sempre acreditei que cores falam muito.  A realidade chega aos pouquinhos, e tudo que eu mais quero é equilíbrio. Sinto que 2016 vem cheio de desafios. Na verdade, desafios temos a todo momento, mas esse ano tem um ar diferente. Eu não sei explicar, é alguma previsão.  Terminei, finalmente, de postar minha estoria no NYAH! e sinto um aperto fundo em meu peito. Claro que não postei tudo como queria, afinal ainda tenho material aqui, mas precisava me desvencilhar um pouco. É necessário. O restante talvez até coloque aqui no Blog, mas ainda estou planejando isso. Se eu tiver tempo, claro.  Essas férias não passaram de forma tão tediosas como antes. Escrevi, Li mais do que o suficiente e não estudei como planejei, mas acontece! rsrs…

Quebra-Cabeça

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Garoto, não há nada errado em pensar, Sentir demais Seja castigo Seja virtude Olhe, isso é mais que belo Protege teu espírito Engana, mas, também, acaricia, amaina E prepara.
Mal é não querer ver ou fingir não saber Conhece bem quem és Conhece bem que te cerca Dizem que aquele que pensa demais Desorganiza E eu reflito:  Quando esteve organizado?  Desorganize-se: peça por peça. Então, o quebra-cabeça se ajeita.

.talvez chegue amanhã..

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Nós descansamos. E o corpo, quase abatido, suspira. O mundo ao redor, cresce.

Loucura! E o que há de novo?

“Sente-se aqui e escreva”

Eu penso. Divago demais. Às vezes me sinto tão débil. Como se meus pés se fincassem em uma terra fria, congelasse e eu só espero o frio ir embora. E o que posso fazer? Tenho tantos instintos, devo confiar ou não?

E tremo sem poder ver o futuro. Corra, eu espero. Ansioso, como sempre. Aquele que quer ser maior que o tempo. Castigo? Castigo. Eu respiro e, às vezes, melhora. O vento, agora, nunca esteve tão forte. Este calor vem de mim ou dele? Não sei mais ao certo.

Pensamentos sobre pensamentos. Fios de espinhos que rolam, desenrolam. Pedras que rolam, levam umas as outras. Formam-se montes de absurdos – espinhos.

Dizem que são tóxicos; eu sei. E que nós podemos contê-los. Tudo bem, nós tentamos. Escreve, esmague-os. Mas, eles foram mais rápidos quando eu tentei.

Absurdos que zombam de mim. Sou eu que os sacio? Sim, sou eu. Enquanto me remexo na cama, eles …

Sinfonia das Flores

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O vento sopra ao sul E a forte ventania, Morna, de primavera Beija gentilmente o jardim.
Azuis e vermelhas Rosas e violetas. O aroma toma os ventos E estes ganham cheiros Misturados, tornam-se o perfume dos céus E as pétalas colorem o terno azul-celeste
As flores dançam Em uma malemolência discreta Estão afincas ao chão Tão belas Seduzindo-nos com suas cores e cheiros
A aura do ambiente Domina e cura o espirito humano Os ventos, abençoados por tamanha beleza Transportam-se para além destes vales
E todo olhar Toda vida Podem, assim, Se curar.

'ela dança no escuro

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http://orig05.deviantart.net/1abd/f/2008/163/0/7/_dancer_in_the_dark_iii__by_rijama.jpg
Enquanto não se tem uma palavra 'Ela se desespera O agouro é extremo O choro, de dentro, some E o que resta de tudo é apenas A quietude - o estranho silencio As palavras não se esvaem sem impulso Tem de esperar Não espernear, nem surtar Lá fora Esqueça isso! As palavras fazem por ti E muito bem. Não esqueça que elas Sempre estarão aí Esperando teu corpo vibrar E não conter a caneta em punho Para fazer as palavras dançarem Junto ao teu corpo Na escuridão destes meios. Veja, assim é melhor Esperneie, em silencio, sem pestanejar Grite, mas grite seus versos Que, de tão escandalosos Escancaram-te Sem dó.

.luzes

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Não existe mais luz confortadora no fim As luzes são fortes demais Meus olhos lacrimejam  Queria fechar-me por inteiro Caminhar a passos tortos Na escuridão que não mais me incomoda Prometo! Meu corpo não tomba, nem clama por ajuda. Nem vai abrir-se aos raios que cegam meus olhos; Eu espero! Por muito pouco - eu não me desesperei Resolvi regredir um tanto, Voltar para mim mesmo E, então, as cores podem estar mais amenas.



.fardo?

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Imagem encontrada aqui, infelizmente não sei qual é o artista :/ Mas a imagem fala tanto de mim que eu tive de postar. 

.A menina e a chuva

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Ia a tarde chuvosa Invadindo os ares de verão A menina na varanda Os olhos sob efeito do cinza ao horizonte. Aqueles lumes vermelhos e azuis  Trouxeram mais uma volta Mas, ela continua com seus mesmos jeitos Essa menina! Ah! tão quieta Ela tão mal sai de si Tão mal sente, sofre Entre os pontos da cidade Ela enxerga além, Mas nada pode prever
Seu peito aperta, Lá no fundo há alguém que chora O cheiro seco da chuva não a incomoda E mistura-se às suas ânsias Que ela tanto esconde. Disseram: Menina, não sabes que é ruim?  Veja menos, é melhor! E ela encolhe, sem querer chorar. Entra - fecha janelas, portas Esvaem os versos Abertos somente aos teus olhos, menina Tuas palavras podem viver em paz. Sabe, quem mais vai querer ler teu lamento? Dizem que a vida é maior Que não vale chorar,  Estás louca, disseram. E ela pensa... Qual o mal em desenrolar dores? Ajustar um emaranhado de fios e nós? Tornam-se forças... Talvez, algum dia.

.sã

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As cores, explosões coloridas por todos os cantos Cobriam cada ponto escuro da noite E iluminavam os céus de dezembro Teus gritos ecoaram Longe Sumiram entre os ventos Ensurdeceram-se naqueles abraços que recebi Nas vozes que me chamaram Frente ao perigo E as luzes da noite! Deveriam ser tristes? Não! Respondo-te: nunca mais Meu choro cresceu o amor Ademais, meu choro sempre teve um aspecto salgado, Que nunca me fora ruim: longe disso, adoça em meu rosto Tua voz! Por mais imperativa, Por mais rouca que seja! Essa - não ouço nunca mais