segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Pequenos segredos


Voam, em divina majestade.
Voltam ao azul que te pertence

- Carregam segredos escondidos; (in)contidos
Nos segundos,
No bater leve dessas pequenas asas.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Conselho



Você deve aprender a parar de chorar, menino
Mas, na hora correta
Não deixe que alguns pingos salgados te dominem
Mas não o prenda.

Desça destes céus que você mesmo criou
E olhe em meus olhos.

Escute, escute bem o que digo:
Não seja tão ansioso, 
No mundo, tudo pode ser tão devagar, 
E tão simples;
Sei que sua cabeça insiste em girar;
Não esqueça o futuro,
mas, saiba, ele não é tudo.

Siga o presente, sinta que ele existe
[mesmo que fugaz]
Cuida do passado, com carinho,
Engrandece!

Olhe o mundo ao seu redor, não é tão mal!
- Somente seja sutil, cauteloso como um gato em caça.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Coração de Criança




Céus, onde estou?
Quem é aquele menino,
correndo sobre as ruas de pedra
Jogado aos seus sonhos
Encarando os céus...? 
Sei o quanto estou sozinho
E, neste momento, 
Penso em tudo que dá telha
A cabeça fria
Remoendo asneiras
E Eu queria só estar perdido
Como aquela criança,
Jogado aos sonhos,
Sem medos, nem pudores.
Acender o coração de criança
De olhos brilhantes
E desejos gigantes.


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Uma outra face



- Esse ano, exatamente no dia 14 de julho, o Blog completa três anos de existência. Sei, o goldenmoon ainda é um bebê, mas minha experiência em Blogger tem quase seis anos. Entretanto, eu planejava blogs para falar sobre um jogo que curtia muito na adolescência (claro, não tem muito tempo rsrs) e não me importava muito em discorrer sobre mim. O GM começou em um ímpeto: uma urgência em falar tudo que eu guardo aqui dentro e não consigo contar para ninguém. E, eu nunca imaginava, quando fiz o meu primeiro post, que esse cantinho se tornaria uma parte inseparável de mim e eu descobriria um... talvez... alter-ego?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Dados nulos




Não é de aço
Nem ao menos parece suave
É pulsante e acelerado
Milhões de conexões por segundo
Reage a todo estímulo
Cria o futuro,
Apetece ainda mais seus temores
Quer tudo por inteiro
As mãos tão trêmulas
Jogam dados nulos
Está tudo em panos brancos
E cada passo,
Vem, assim, o desconhecido

Oh, como me dá calafrios!


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ainda em flor.



Ando meio fascinada por flores azuis
Em qualquer forma,
Qualquer espécie.
Abandonei antigos hábitos
Tenho pensamentos ainda em botões, 
Tão novinhos.
O mundo está tão.. Diferente? 
Sinto-me estranha, um pouco mais distante
Do que fui há alguns dias.
Tento dizer o que o tempo me reserva,
Consciente do amor ao meu lado.
Sei que tenho abraços
Um calor infindo.
Estou fascinada pela beleza das flores
Tento transcrever tamanha beleza
E falho, miseravelmente.
Não há, realmente, muito o que dizer.
Então transbordo,
Paixão e temor para todos os lados.
Sou menina? 
Sou mulher... Ainda em flor.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Bonança




Os céus sempre te adivinham
Em profunda melancolia,
O cinza domina o horizonte
E, quem sabe, amanhã,
O azul-celeste volte a esses campos?
Hoje à noite tudo parecia tão calmo
E nada me sufocou por dentro
Os dias virão, e estaremos prontos.
Sei que os dias cinzas podem ser bonitos
Assim como o sol arde em meu rosto.
Mas a calmaria das nuvens
Em suas formas tão distintas
Dão mais sossego a essa alma.
Sem muito sol, sem muita chuva
Apenas a brisa fresca, 
E o cheiro de café na varanda...
A rede, a face exposta. 
O molejo, aquele bocejo da manhã....
Quanta coisa mansa!


sábado, 6 de fevereiro de 2016

Memórias de um suposto protagonista



Não sou um intenso viajante
Mas dos lugares que conheço
Tenho memórias constantes.
Conversei com mocinhos
Enjoei bocados deles
Conheci vilões
Senti inveja destes.
Andei rápido
Muito rápido
Que nem me lembro mais de seus rostos
Ouvi vitórias de grandes heróis
Vi historias apagadas
Destruídas, como fitas de filmes antigos ao fogo
Sempre ao lado
Sempre os olhos e ouvidos atentos
Todos os sentidos, na verdade.
Sou protagonista? Talvez.
Minhas memórias não são tão escassas, como pensei,
Ouço as antigas cantigas
E aquele violão me trouxe boas ondas
Agora me deito
E evoco-as todas neste momento.
Memórias
Algumas mais distantes
Outras mais cálidas
Minha vida segue e,
E em um fluxo intenso
Em cada rua
Em cada rosto
Em mim, um pedacinho se mantém
A fita está rodando
 E as cenas sempre se aproximam mais do fim.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Fuga




Quais são estas as minhas palavras?
Ouço todas estas vozes
Parecem todas minhas
São elas... Parte de mim?
Refugiei-me em lugares 
Estranhos
E, sem pensar,
Sufoquei a minha voz.
Depois de muito
O vidro se quebrou
E eu a escutei:
Tão mansa
Tão extravagante.
Estranhei
Agora, não sei mais onde a encontrei
Por que ela está assim
Ou quem eu mesmo sou agora 
Ultrapassei a linha
Corri
Corro até mesmo de mim
A covardia é o mal que me deita à lama
Somos tão fugazes
Aquelas vozes não são minhas
Estas vozes.... São minhas?
Estas palavras... Este momento?
A quem pertence?


Chamam meu nome?

Entendo aquele olhar Chamam meu nome lá fora? Entendo aquele toque Chamam meu nome lá fora? Não há futuro para mim aqui dentro Não...