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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

Pequenos segredos

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Voam, em divina majestade. Voltam ao azul que te pertence
- Carregam segredos escondidos; (in)contidos Nos segundos, No bater leve dessas pequenas asas.

Conselho

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Você deve aprender a parar de chorar, menino Mas, na hora correta Não deixe que alguns pingos salgados te dominem Mas não o prenda.
Desça destes céus que você mesmo criou E olhe em meus olhos.
Escute, escute bem o que digo:
Não seja tão ansioso,  No mundo, tudo pode ser tão devagar,  E tão simples; Sei que sua cabeça insiste em girar; Não esqueça o futuro, mas, saiba, ele não é tudo.
Siga o presente, sinta que ele existe [mesmo que fugaz] Cuida do passado, com carinho, Engrandece!
Olhe o mundo ao seu redor, não é tão mal! - Somente seja sutil, cauteloso como um gato em caça.

Coração de Criança

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Céus, onde estou? Quem é aquele menino, correndo sobre as ruas de pedra Jogado aos seus sonhos Encarando os céus...?  Sei o quanto estou sozinho E, neste momento,  Penso em tudo que dá telha A cabeça fria Remoendo asneiras E Eu queria só estar perdido Como aquela criança, Jogado aos sonhos, Sem medos, nem pudores. Acender o coração de criança De olhos brilhantes E desejos gigantes.

Uma outra face

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- Esse ano, exatamente no dia 14 de julho, o Blog completa três anos de existência. Sei, o goldenmoon ainda é um bebê, mas minha experiência em Blogger tem quase seis anos. Entretanto, eu planejava blogs para falar sobre um jogo que curtia muito na adolescência (claro, não tem muito tempo rsrs) e não me importava muito em discorrer sobre mim. O GM começou em um ímpeto: uma urgência em falar tudo que eu guardo aqui dentro e não consigo contar para ninguém. E, eu nunca imaginava, quando fiz o meu primeiro post, que esse cantinho se tornaria uma parte inseparável de mim e eu descobriria um... talvez... alter-ego?

Dados nulos

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Não é de aço
Nem ao menos parece suave
É pulsante e acelerado
Milhões de conexões por segundo
Reage a todo estímulo
Cria o futuro,
Apetece ainda mais seus temores
Quer tudo por inteiro As mãos tão trêmulas
Jogam dados nulos
Está tudo em panos brancos
E cada passo,
Vem, assim, o desconhecido

Oh, como me dá calafrios!


Ainda em flor.

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Ando meio fascinada por flores azuis Em qualquer forma, Qualquer espécie. Abandonei antigos hábitos Tenho pensamentos ainda em botões,  Tão novinhos. O mundo está tão.. Diferente?  Sinto-me estranha, um pouco mais distante Do que fui há alguns dias. Tento dizer o que o tempo me reserva, Consciente do amor ao meu lado. Sei que tenho abraços Um calor infindo. Estou fascinada pela beleza das flores Tento transcrever tamanha beleza E falho, miseravelmente. Não há, realmente, muito o que dizer. Então transbordo, Paixão e temor para todos os lados. Sou menina?  Sou mulher... Ainda em flor.

Bonança

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Os céus sempre te adivinham Em profunda melancolia, O cinza domina o horizonte E, quem sabe, amanhã, O azul-celeste volte a esses campos? Hoje à noite tudo parecia tão calmo E nada me sufocou por dentro Os dias virão, e estaremos prontos. Sei que os dias cinzas podem ser bonitos Assim como o sol arde em meu rosto. Mas a calmaria das nuvens Em suas formas tão distintas Dão mais sossego a essa alma. Sem muito sol, sem muita chuva Apenas a brisa fresca,  E o cheiro de café na varanda... A rede, a face exposta.  O molejo, aquele bocejo da manhã.... Quanta coisa mansa!

Memórias de um suposto protagonista

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Não sou um intenso viajante Mas dos lugares que conheço Tenho memórias constantes. Conversei com mocinhos Enjoei bocados deles Conheci vilões Senti inveja destes. Andei rápido Muito rápido Que nem me lembro mais de seus rostos Ouvi vitórias de grandes heróis Vi historias apagadas Destruídas, como fitas de filmes antigos ao fogo Sempre ao lado Sempre os olhos e ouvidos atentos Todos os sentidos, na verdade. Sou protagonista? Talvez. Minhas memórias não são tão escassas, como pensei, Ouço as antigas cantigas E aquele violão me trouxe boas ondas Agora me deito E evoco-as todas neste momento. Memórias Algumas mais distantes Outras mais cálidas Minha vida segue e, E em um fluxo intenso Em cada rua Em cada rosto Em mim, um pedacinho se mantém A fita está rodando  E as cenas sempre se aproximam mais do fim.

Fuga

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Quais são estas as minhas palavras? Ouço todas estas vozes Parecem todas minhas São elas... Parte de mim? Refugiei-me em lugares  Estranhos E, sem pensar, Sufoquei a minha voz. Depois de muito O vidro se quebrou E eu a escutei: Tão mansa Tão extravagante. Estranhei Agora, não sei mais onde a encontrei Por que ela está assim Ou quem eu mesmo sou agora  Ultrapassei a linha Corri Corro até mesmo de mim A covardia é o mal que me deita à lama Somos tão fugazes Aquelas vozes não são minhas Estas vozes.... São minhas? Estas palavras... Este momento? A quem pertence?