quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Fuga




Quais são estas as minhas palavras?
Ouço todas estas vozes
Parecem todas minhas
São elas... Parte de mim?
Refugiei-me em lugares 
Estranhos
E, sem pensar,
Sufoquei a minha voz.
Depois de muito
O vidro se quebrou
E eu a escutei:
Tão mansa
Tão extravagante.
Estranhei
Agora, não sei mais onde a encontrei
Por que ela está assim
Ou quem eu mesmo sou agora 
Ultrapassei a linha
Corri
Corro até mesmo de mim
A covardia é o mal que me deita à lama
Somos tão fugazes
Aquelas vozes não são minhas
Estas vozes.... São minhas?
Estas palavras... Este momento?
A quem pertence?


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