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Mostrando postagens de Abril, 2016

Passagens

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Canto, enquanto o tempo devora o mundo  Estou em sua dança  Em meus passos
Matando esses anseios,
Enquanto os ventos de maio se aproximam
Completarei anos
Serei mais velha e um pouco mais dura que já sou
Nada vem de imediato
E o tempo Passa raspando
Viaja,
Invisível
Leva tudo que deseja.
Daqui a poucos dias
Terei mais de 8, aproximando-se do 80
Tão pertinho dos vinte invernos
Cheio de cartas
Poesias
E nada de passados enlouquecedores
Mansa que sou...
Rígida... Sem tamanho punho.
Espero os anos
Os dias
Os minutos


Passarem, levando-me
Indiferente.




Gélido

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Que as noites tão belas aconcheguem  Estes versos tão amargos Meu sangue frio, quase azul. Escrevo, enquanto penso nestes meus dias Tão a pena Tão pouco vividos. Estou rindo, cinicamente. Entre eles, sempre Mas nada veio a me avivar Estou a procura de venenos Mas meu coração é orgulhoso demais Duro demais As flechas o atingem Quebraram-se em sua crosta frígida Ele não mais sangra, Parece tão forte

Desmorona pouco a pouco.

Abraços

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Em meu ritmo acelerado, Meu coração para e sempre estou de volta, Mesmo que breve As grandes sombras do além-presente Aquelas sombras tão turvas Tão angustiantes Abraçam-me e  eu corro, constantemente Nada pode mudá-las E elas permanecem aqui... Tão turvas, cheias de mim A perturbar-me para sempre...
Até que eu me vença, E abrace-as de volta. 
Alguns dias fora... Estou queimando!


Demasiado

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Preciso somente de um momento de silêncio Para fechar os olhos E olhar para mim, somente para mim Estou carregado de energias dos outros E necessito das minhas Para me satisfazer Colocar os pontos nos is Soltar-me de tudo E poder voltar, cheio de mim. Há tanto barulho nos outros  Tenho de suportar os meus também Eles gritam em meus ouvidos Eu preciso fechar os olhos Desligar todos os sentidos

Eu preciso de mim um instante Apenas um instante. Não peço nada demais. O demasiado é irritante.

A doce flor

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Será que há quem queria uma flor solitária? Imersa em suas cores Possui alguns espinhos, mas chegue mais perto... E sinta seu perfume doce. Ela não fere ninguém Apenas se fecha quando sente o perigo Mas ela gosta de ser amada! Não gosta de ver seu canteiro tão vazio Sim, ela ama um suspirar, as narinas a sentir seu perfume... Os dedos ferindo-se em seus cálidos espinhos..
Tanto já chorou, E já cantou canções de amor, Mas nada foi tão bonito  Para conquistar seus amores. Ela se encanta pelos céus, Tão azuis quanto suas finas pétalas Muito novinhas...
E pensa: Onde está a cura para seu estranho sentimento?


Sim, eu ainda estou fascinada por flores...

Arte Final

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Só sei desenhar rabiscos que não tem meio Nem fim A ponta do lápis não me obedece E as linhas deste rosto se tornam tortas E meus ânimos vão embora  São apenas rabiscos Sem meio Propósito  Sem fim Jogo os papéis ao chão Eu desisto: Quase sempre Eu não sei desenhar, aceito  Não suporto mais estes rabiscos Eu deixo as linhas seguirem Por si mesmas Tomando o rumo como queiram
Não me importo mais: A arte final nunca será totalmente minha.

Cuidado.

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Nossos dedos também podem estar sujos.
 E os nosso egos também se inflamam.
Somos tão corruptíveis quanto todos os outros E sabe o pior?
Mentimos para nós mesmos.
Então, cuidado. Muito cuidado.

Ser Errante

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Minhas energias de esvaem em instantes A minha boca seca, sem mais palavras para se encher Os olhos cansados, abatidos por esses corpos que parecem incomuns a mim, mas Eu me misturo aos seus sentimentos E, em choques, me identifico em cada um deles Mas, sabe aquela hora que a bateria acaba? O corpo desaba Preciso apenas de mim Eles não compreendem?! Céus! O que há de tão errante ser assim?