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Mostrando postagens de Maio, 2016

Novos rostos, descobertas...

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Hoje eu vi rostos bonitos a sorrir Hoje eu me descubro mais do que ontem Nestes sorrisos, nesta noite fria De lua crescente. Aqui estou eu, Como homem abandonado ao relento Estou cada vez mais desnudo Seja nos risos, nas palavras ditas; Páginas soltas Nas minhas caminhadas,  Entre todos estes seres alegres... Descubro-me cada vez mais,  Desço entre as ruas, perco-me entre as vielas escuras Os risos estão tão longe Vejo novos rostos, os olhos voltados para baixo E continuo a me encontrar Mas permaneço... Calado. E eu...  Assim, indiferente. Não sei ainda como tanto escrevo O que tanto escrevo? Tudo vem... Assim que eu me sento As folhas tão brancas Estou defronte a um grande espelho  Amanhã será o mesmo que hoje "... Descubro-me mais do que ontem." Serão novos rostos As mesmas ruelas, Tantas descobertas...

Culpa...

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Não importa tanto dizer o contrário. Sempre é o mesmo discurso:
"...Eu deveria ter feito isso... ";
"Por que eu não fiz assim?..";
"Estou perdendo tempo, claro".
Ocupo minha mente com tanto pensamentos. Excessivos. Desconcertantes, até mesmo, abusivos.
 Eu sempre tenho culpa. Sempre estou errada.
Nada dá certo: Por minha culpa.
Mas eu paro e penso: Tudo, realmente, depende de mim? Há o meu querer, disso, sei muito bem.  Mas o mundo possui suas leis. Regras. E, nem tudo proverá do meu querer. Então, para quê, sempre me culpar? Eu sei quais são os erros. E, também posso, dizer o que é realmente meu. Mas, não, ainda insisto: Tudo é culpa minha.
Brigo, brigo comigo mesma. Como se os eus que co-existem aqui dentro se digladiassem. Um diz que "sim", outro "não", ouço alguns "talvez." Um ciclo, cíclico, viciante, redondo, zonzo.
Até que eu canso.  Nada pode ser mais destrutivo do que nossa própria mente.

Segredos

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Palavras ditas apenas no silêncio  No silêncio da minha boca Dos meus pensamentos Conturbados. A minha mente Escandalosa. Certas palavras Não podem ser descobertas pelos outros Não podem Jamais Ser descobertas pela própria consciência Há segredos tão indiscretos Que só vivem aí dentro São distintos  Segredos Tão cheios de mistérios Que apenas a morte pode descobri-los

Sem mais definições.

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Em tempos onde palavras como "religião", "deus" e, principalmente "demônio"são bradadas aos sete ventos, eu me sinto meio perdida nesse mundo. Não sei quantos post's eu já produzi aqui no blog  falando meus pensamentos acerca de deus; e, com certeza, hoje minhas concepções mudaram e muito. Na verdade, sempre é bom mudar os horizontes.

      Eu nasci em uma família católica e sempre estive conectava à essa religião.  Fui batizada ainda bebê, fiz catequese, rezava todas as noites, participava de procissões, 'tentava' ler a bíblia e aos domingos ia à igreja. Assim, até os meus treze anos de idade. Eu sempre fiz tudo isso com aquele "fator" de obrigação  e não pelo prazer, a alegria em participar, ler e orar.  Nunca me senti integrante da igreja, das procissões, "nem senti o espírito santo em mim" ou o "amor de deus ser o motor da minha vida". Aos poucos afastei-me de tudo aquilo; começou pela leitura da bíblia,…

Onde Ele está?

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Eu tento chamar por ele Mas ele parece não me ver Dizem que está nos céus Nas terras Em todos os horizontes que podemos ver Está dentro de nós? Mas..Como?  Eu não o vejo. Não o sinto Eu juro, tentei. Tentei te encontrar Sentir em toda força que atribuem a você Mas deve estar tão além do meu eu Que desisti de te procurar. Não quero saber sobre palavras de morte Nem um pouco mais sobre este além-vida O presente O passado O futuro fazem-se aqui Procurei-te, tanto! Desisti, sim! Amanhã, talvez, consiga te encontrar... Mas, antes... Sabias que meus destinos... Eu mesmo posso edificar.

Prosa do dia 18/05/2016

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Depois de meses, finalmente venho dar algumas palavrinhas por aqui. Na verdade, não tenho muito a dizer. Esses últimos meses foram bastante ocupados por conta da universidade e eu, realmente, senti muitas saudades do blog. Tentei continuar com algumas postagens, entretanto, o blog ficou um pouco parado e, logo em meu mês, fiz poucas postagens. Terei praticamente um mês de "férias", mas vou aproveitar o tempo para estudar algumas coisas bem necessárias. Estou gostando do curso, porém ainda não sei muito bem se foi a escolha certa. Gosto do pessoal, dos assuntos estudados, dos professores, mas pretendo prosseguir para ver no que dá. Não tenho outros planos mesmo. Vou tentar postar mais nessas férias, não assiduamente, mas contato que eu consiga suprir meus sentimentos, as saudades. Como disse anteriormente, não tenho muito a dizer. Minha vida não continua a mesma, claro, porém não mudou muita coisa... Exponho o máximo nas poesias. Elas surgem em certos momentos e me abocanham…

Transição

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O que tenho agora As minhas palavras Tão mais verdadeiras Carregadas - sim, da minha alma banhada das belezas do meu sangue Vão de encontro a todos os pontos Que antes me regiam Dizem: Crescemos, enfraquecemos! Pois "paz e tormenta" se equilibram E eu - menina frágil, cheia de toques Torno-me mais forte Sinto todas as estranhas e novas sensações No que há de mais intenso em minha pele E eu cresço! Desço! E já me conheço.

Herberto Helder - tríptico

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Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e casta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
- eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.
Quando as folhas de melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu ascético escuro e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a minha casa ardesse pousada na noite.
- E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
- não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.
Durante a primavera inteira aprendo
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abs…

Pétalas

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Estou em meio a navalhas Cortes e sangue por todos os lados São meus, são seus Nossos líquidos rubros se misturam E sentem as mesmas dores São linhas de cortes finas Que me deixam paralisada Girando o corpo para todo os lados Sem saber exatamente o porquê de tanta violência Eu não choro Não me desespero Apenas espero - um pouco impaciente De olhos abertos - também ensanguentados Deixando-se tombar para o lado... Enquanto espero todo o sangue se esvair..
Estas pétalas rubras nunca foram tão tristes.

Felicitações

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Chegou o doze de maio Um pouco de frio para minha pele Abraços quentes que podem me aquecer..  Começa outro ciclo 
Estou um pouco mais distante Mas agradeço a Ela por me manter de pé
Eu a descobri Eu a criei E a ela eu agradeço.
Parabéns para mim e para vc, Moon.

Contrário

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Tudo ao contrário
Minha boca solta frases
Mesmo que ainda falhe
Sabe o que dizer
Tudo está muito mais claro
Agora!
Não quero mais os pontos certos
Os pontos cegos
De ontem
Quero que me vejam
Que me escutem
Quero a ponta-cabeça de ontem

Continuarei o chato menino reservado
Mas sem as palavras obedientes de antes