sábado, 28 de maio de 2016

Culpa...




Não importa tanto dizer o contrário. Sempre é o mesmo discurso:
"...Eu deveria ter feito isso... ";
"Por que eu não fiz assim?..";
"Estou perdendo tempo, claro".
Ocupo minha mente com tanto pensamentos. Excessivos. Desconcertantes, até mesmo, abusivos.
 Eu sempre tenho culpa. Sempre estou errada.
Nada dá certo: Por minha culpa.
Mas eu paro e penso: Tudo, realmente, depende de mim? Há o meu querer, disso, sei muito bem. 
Mas o mundo possui suas leis. Regras. E, nem tudo proverá do meu querer.
Então, para quê, sempre me culpar?
Eu sei quais são os erros. E, também posso, dizer o que é realmente meu.
Mas, não, ainda insisto: Tudo é culpa minha.

Brigo, brigo comigo mesma. Como se os eus que co-existem aqui dentro se digladiassem.
Um diz que "sim", outro "não", ouço alguns "talvez." Um ciclo, cíclico, viciante, redondo, zonzo.

Até que eu canso. 
Nada pode ser mais destrutivo do que nossa própria mente.


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desculpe, querida

desculpe, querida se minhas palavras são incontidas se meu toque te abomina se o meu sorriso e o meu corpo não são o suficient...