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Mostrando postagens de Junho, 2016

Perdi, novamente.

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Passo por um estranho momento em minha vida
Nem sei mais tanto o que sentir
Tento unir algumas palavras
Mas escrevo apenas versos repetidos
Unindo sentimentos que já conheço
Sem ao menos desatar algo que quero
Na verdade, não sei de tudo que quero (quem sabe?)

Não entendo meu destino
Deixo tudo seguir um curso que...
Não faço ideia onde chegarei
Sinceramente, eu nunca planejei nada
As pessoas sempre ditaram o que se deve fazer
E eu simplesmente segui o que acreditava ser verdade
Hoje
Não há mais verdades
Conheço alguns desejos
Mas parecem do outro lado do horizonte
E eles congelam ali dentro.

Por um momento,
Achei que realmente estava ciente de tudo
Agora perdi o fio
Esses dias seguiram lentos
E eu permaneci em inercia,
Boba, pensando no amanhã do amanhã

Aprendo cada dia mais a carregar estes pensamentos
Chorei alguns dias,
Argumento comigo
Discuto
Brigo,
Brigo feio!
E não chego a lugar algum.
Estou tão cheia de palavras comuns
Me torno, cada segundo, mais um deles
Apagados... Segui…

A dois

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Se choras de alegrias Ou de tristezas... Não posso te dizer Mas podemos caminhar. Os festejos pipocam lá fora Mas as ruas estão muito calmas Nossos passos podem ser lentos Ou podemos correr, se quiser. Saímos como dois doidos pelas ruas Ninguém vai perceber Ninguém vai se importar Afinal, o que vale mesmo no final? Podemos sorrir E podemos gritar também Eu segurarei tuas mãos E você segura as minhas E a ciranda se faz A dois. Você me tem em seus passos As nossas sombras não podem ser uma só Carregue a sua, E eu acompanho a minha Saímos juntos.
Se choras Se, agora, sorri, De alegrias De tristezas Não sei te dizer... Não posso te dizer, Mas podemos sentir, Podemos caminhar A dois.

Ousadia.

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Acordei e todos os poros do meu corpo respiravam. Não sei a quanto tempo me senti tão viva e tão disposta a me levantar e viver (e descobrir) cada momento por vez. Eu aceito cada passo, devagarinho... Como menina mansa, mas não submissa. Assim acredito que deve ser.
Começo o dia, que na verdade já começou, purificando bem o corpo – este merece respeito, assim como as ânsias que me esperam. Quero todo bem do dia. Quero todo o mal do dia. Quero o que há para sentir, ouvir e descobrir. 
Passo pelas ruas. Não gosto de muitos sorrisos, nem de conversas forçadas. Respeito quem gosto e sigo em frente o quanto posso. Faço o possível por todos, mas não me apresse, nem me pressione. Eu aprendi a respeitar, também, muitos dos meus limites. 
Ando para lá, ando para cá. Quero me movimentar e meu corpo precisa disso. As ruas estão cheias. Continuo a seguir. Mudo de linha constantemente. Cada canto é um estranho inexplorado e único.  São tantos os rostos. Posso ver as máscaras de todos os segredos…

Espelhos, Intimidades: apenas um desabafo.

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Contar estas histórias me deixa triste, ao mesmo tempo em que me sinto completamente aliviado de me sentar em frente ao espelho e conseguir perceber cada linha distorcida dos reflexos.
Durante três dias me senti mal dos nervos. Como toda pessoa solitária, busquei conforto naquilo que julgo me fazer bem. Ouvi música, escrevi, senti a natureza....Quando parei, tudo voltou, e ali estava eu, novamente, jogado em meus sentimentos.
Eu faço de tudo. Converso, entrego sorrisos, nunca parece suficiente. Sempre, à noite, não há ninguém para ser meu confidente, para compartilhar as lágrimas e conversar sobre amores. Eu sempre achei que me bastava... Adolescentes sempre acreditam que sabem de tudo, não é mesmo? Os laços se afrouxaram demais e hoje me vejo assim. Distorcido, como no espelho. Cobrando o "tudo bem". Enquanto, no mesmo instante, digo que realmente não está.
Canso de conversar comigo. Descobrir coisas assim nestas linhas. Mas, sinto que não consigo chegar à li…

Reflexões..

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"Devia existir um Deus que governa o mundo e as pessoas, um ser poderoso acima do qual nada existe. Mas ninguém sabe direito o que esse Deus pretende. Pelo menos ele, Pedro Terra, não sabia. O vigário fazia sermões e falava em céu e inferno, mas às vezes Pedro se convencia de que o céu e o inferno estão aqui embaixo mesmo, neste mundo velho e triste, que no fim de contas é mais inferno do que céu."

Um certo Capitão Rodrigo - Érico Veríssimo

Chamas

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O peito que arde A chama que se torna cinza com o tempo Mas não se intimida Não se apaga Faz-me ser, o que eu jamais deveria ser Doma-me cada tempo De segundo a segundo, Transformando-me em quimera De mim mesmo A escrita nunca revelada A palavra jamais dita Quanto a um só medo Aos vários monstros Dispõem-se do fogo Da chama agora cor de anil, Que me toma Embebeda. Sou eu – sou humano, Um eu de muitos eus.

Passeio.

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Certos momentos desconheço tudo que há em mim. Todas as frases se esvaem e eu fujo por entre meus próprios dedos. Como se eu não mais existisse.  Com se fosse um outro eu, completamente divergente.  Na raiva, na tristeza, nas insanidades das noites.  Eu me desconheço. Eu me perco.  E...Então, aqui estou, novamente. Busco os nós. Os fios soltos. Vou desenrolando os embrulhos Remonto-me, mesmo que aos frangalhos, e respiro. Respiro e volto para mim.

Às vezes, é bom sair de si mesmo 

Caleidoscópio

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Eu não preciso de você. Nunca precisei. Não tenho mais lágrimas em meus olhos. Não há mais cheiros em meu corpo. Apesar de tudo, não sobrou absolutamente nada. Céus, o que eu pensei? O que eu escrevi? Não há nada a descrever. Nada a sentir. Em verdade, você sequer existiu. Em nenhum momento. Nunca chorei por ninguém! Por que choraria por ti? Ah, sou mulher, sim. Inteira, em diamantes. Filha do fogo. Mas, você, confesso, teve ganas de me enganar. Conseguiu, infeliz! Paramos de girar. Vamos conversar. Sente-se aqui. Conversaremos sobre o futuro? Afinal, o passado foi apenas uma ilusão. Cores disformes. Um caleidoscópio gigante.  Ontem eu sonhei contigo. O teu sorriso. Um abraço teu. A nossa intimidade. A tua companhia. O calor. O meu corpo reagiu e tudo se apagou... Ao amanhecer. Fechei os olhos e sorri. Ilusão. Ilusão. O caleidoscópio parou de girar, no momento que você se foi.  Tudo nunca pareceu tão verdadeiro.



[Esse não é um tipo de texto que eu costumo escrever, mas tive um sonho…

Véus

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Confundimos tudo O riso sempre é escárnio Toda palavra é um maldizer Os olhares, estes... Fervem, De tamanhas maldades. Estamos tão acostumados com isso! Ah, é instintivo! A gentileza... Nada mais que puro capricho O cochicho! Só pode ser fuxico. O silêncio... Este nunca é possível.  O mundo é envolto em véus, De todas as cores Em todas as formas... Alguns mais espessos que outros Mais indecifráveis que os outros, Estamos todos entre estes véus.
Sejamos todos despidos.


Prosa do dia - 01/06/2016 - Mudanças e mais mudanças...

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Nós sempre passamos por mudanças, entretanto... Algumas são tão imperceptíveis que quase nunca percebemos. A adolescência é a fase na qual construímos nossas identidades. Vivemos sentimentos intensos, turbulentos, dúvidas e muitas ansiedades. Comigo não aconteceu assim exatamente, porém... É o comum. Percebo que de uns tempos para cá, estou mudando muito. Eu sempre presto atenção nos meus sentimentos, nas minhas “demandas”. Gosto de tentar compreender um pouquinho da minha cabecinha ‘doida’, e eu sei quando estou em processo de transformação. Não, não é apenas a idade. Completei dezenove há poucas semanas, e as experiências, junto a essa noção de temporalidade estão mudando o meu jeito de ser.         Coisas simples, que eu tanto gostava - não perderam a graça - mas parecem mais distantes do que eu realmente quero fazer ou ter. Costumava assistir muitos animes. Parei, de verdade. Gostava muito! Muito mesmo. Hoje... Não consigo mais ver um episódio sequer. Os personagens também …