segunda-feira, 6 de junho de 2016

Caleidoscópio



Eu não preciso de você. Nunca precisei.
Não tenho mais lágrimas em meus olhos. Não há mais cheiros em meu corpo. Apesar de tudo, não sobrou absolutamente nada. Céus, o que eu pensei? O que eu escrevi? Não há nada a descrever. Nada a sentir. Em verdade, você sequer existiu. Em nenhum momento. Nunca chorei por ninguém! Por que choraria por ti? Ah, sou mulher, sim. Inteira, em diamantes. Filha do fogo. Mas, você, confesso, teve ganas de me enganar. Conseguiu, infeliz!
Paramos de girar. Vamos conversar. Sente-se aqui. Conversaremos sobre o futuro? Afinal, o passado foi apenas uma ilusão. Cores disformes. Um caleidoscópio gigante. 
Ontem eu sonhei contigo. O teu sorriso. Um abraço teu. A nossa intimidade. A tua companhia. O calor. O meu corpo reagiu e tudo se apagou... Ao amanhecer.
Fechei os olhos e sorri. Ilusão. Ilusão.
O caleidoscópio parou de girar, no momento que você se foi. 
Tudo nunca pareceu tão verdadeiro.




[Esse não é um tipo de texto que eu costumo escrever, mas tive um sonho muito impactante ontem à noite e precisava discorrer sobre isso. Doeu. Pensei o dia inteiro e, como sempre, senti aquela necessidade de juntar palavras para expor o que senti. 
Enfim, é tudo.]


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