quinta-feira, 30 de junho de 2016

Perdi, novamente.



Passo por um estranho momento em minha vida
Nem sei mais tanto o que sentir
Tento unir algumas palavras
Mas escrevo apenas versos repetidos
Unindo sentimentos que já conheço
Sem ao menos desatar algo que quero
Na verdade, não sei de tudo que quero (quem sabe?)

Não entendo meu destino
Deixo tudo seguir um curso que...
Não faço ideia onde chegarei
Sinceramente, eu nunca planejei nada
As pessoas sempre ditaram o que se deve fazer
E eu simplesmente segui o que acreditava ser verdade
Hoje
Não há mais verdades
Conheço alguns desejos
Mas parecem do outro lado do horizonte
E eles congelam ali dentro.

Por um momento,
Achei que realmente estava ciente de tudo
Agora perdi o fio
Esses dias seguiram lentos
E eu permaneci em inercia,
Boba, pensando no amanhã do amanhã

Aprendo cada dia mais a carregar estes pensamentos
Chorei alguns dias,
Argumento comigo
Discuto
Brigo,
Brigo feio!
E não chego a lugar algum.
Estou tão cheia de palavras comuns
Me torno, cada segundo, mais um deles
Apagados... Seguindo a linha reta.
Eu penso demais e gosto de desorganizar
Eu sei juntar meus pedacinhos...
Mas o todo de nada me serve

Certos dias aparecem as ilusões,
Parece que vai tudo bem
Entro em uma bolha de sorrisos e conversas satisfeitas
E, depois, quando me tenho sozinha
Tudo volta ao normal
E eu só queria que a bolha nunca sumisse de vista
Fosse sempre translúcida e colorida
Como sonho de infância.
A menina ainda está aqui

Quero fazer e não consigo
Quero dizer e não falo.
Quero ir e não vou.
Mas eu sou alguém que mexe em suas feridas:
O Tempo inteiro
Então eu tenho consciência de muitos porquês sobre mim.

Eu inverti os pólos
Sempre
Sempre
E agora digo o que nunca diria antes.

Vou-me embora,
Esgoto-me de palavras
Escrever nunca foi cansativo
Mas, por hoje, chega.



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desculpe, querida

desculpe, querida se minhas palavras são incontidas se meu toque te abomina se o meu sorriso e o meu corpo não são o suficient...