quarta-feira, 27 de julho de 2016

O santo e o demônio.



Quem pensa que és?
Para ditar regras para mim,
E não para você?
E estabelecer o limiar
Do certo
E do errado?
Dizer-se ser poço da humildade
E jogar aos sete ventos tua santa caridade.
Quem pensa que és!?
Para julgar
Punir
E descrever lei
Pensar ser o rei
E o santo daqui e de lá?
Eu sei, os deuses se orgulhariam de ti
E todos os reinos serão inspirados  à tua glória.
Somos tão pequenos...
Os pobres e pequenos letristas sobre os teus pés.
O que são estas pequenas palavras?
Pequenas palavras são apenas enganos
Calunias
Devo esconder-me?
Devo exaltar-te?
Quem dirá o que é bom para mim?
Todo o teu povo é são de mente
E eu sei, os demônios somos nós, caluniadores
Que tentamos espalhar nossas maldades, 
Com um belo sorriso no rosto,
E venenos e garras em nossas palavras.


terça-feira, 19 de julho de 2016

Prosa do dia - 19/07/2016



[Pode ler... Mas leia por conta própria :)] Não vou falar de coisas 'boas', nem de coisas 'ruins'. Apenas de sentimentos. E eles podem ser de tudo um pouco.


     Sou timida, ansiosa, confusa e um tanto desconfiada. Envolvo-me em coisas que eu não sei se realmente quero e não definir nada do que eu quero.  Eu estudo, eu leio, eu crio poesias nas horas vagas e eu penso demais. Demais mesmo. Tanto que acabo imaginando problemas que talvez não existem ou nunca existiram, e sofro muito por isso.  Minha mente fica tão confusa, e meu emocional desmorona. Eu sei que acabo machucando pessoas que eu amo, eu preciso evitar. Eu tenho de aprender alguma maneira de melhorar isso. Minha ansiedade e medo me afetam demais, meu coração acelera... Meu humor se fecha e tudo é muito nebuloso. Eu não processo mais nada. Simplesmente parece que o mundo desabou para mim e todos têm culpa de tudo.

    Sinto uma intensa vontade de chorar quando percebo que perdi tantas oportunidades valiosas, mas sou orgulhosa demais para me desculpar comigo mesma. Então, eu digo que já passou. Não há mais o que fazer. E eu continuo “me empurrando para frente”, sempre com um pé lá atrás. Mas eu nunca esquecerei... Jamais.  Eu sei, eu me bloqueio demais. Também, eu não posso forçar gostar de coisas que não são do meu interesse, mas eu não ouso experimentar, nem me entregar de verdade a algo [como acreditava fazer antes]. Eu sempre vivi apática, indiferente. Ouvindo os outros. E, agora, tenho minhas conseqüências. Sinto tanta falta de emoções e hoje eu sei que não estou preparada para quase nada! Tanto que hoje me arrependo de não ter vivido intensamente momentos importantes, amizades que eu considerava importantes, enfim... Por medo, insegurança, apatia. E, hoje, não sei como reparar isto. Não sei mesmo... Estou começando a tentar fazer isto com pessoas próximas hoje, mas...será mesmo que consigo? As pessoas parecem tão distantes hoje. Cada um em seu quadrado, em seu lugar. Algumas pessoas hoje parecem tão superficiais... Mas não custa tentar.



     Sou uma pessoa que guarda mágoas, sem querer. Descobri isso faz pouco tempo. Eu quero treinar um novo olhar para as pessoas que já me machucaram, mas eu me lembro de tudo... de tudo... Passam-se meses, anos... E eu sempre me lembrarei de tudo. E, só agora, eu comecei a pensar em perdão, em não guardar tantos ressentimentos. Faz mal, me machuca, prejudica de muitas formas. Eu não posso “fechar a cara” para alguém só porque ela fez algo que julguei errado há algum tempo atrás. As pessoas mudam, nós precisamos de chances. Eu, sinceramente, não gostaria que alguém agisse comigo dessa forma.

    Esses últimos dias tenho pensado tanto, que quase abati o meu corpo. Certo dia, fiquei tão cansada.. Cansada de pensamentos tóxicos que me invadiam a todo o momento. Quase não consegui agir... queria ficar deitada todo o tempo. Eu gosto de trabalhar meus sentimentos, mas de forma saudável, que eu não me machuque, nem me condene o tempo inteiro. Estou escrevendo isso agora porque tive que transbordar em palavras. As poesias me acalmam demais, mas certos momentos eu preciso de um pouco mais. Tenho que sentar e refletir. Não posso ir e voltar da universidade, cheia de pensamentos me agredindo todo o tempo e, simplesmente, não tentar me acalmar de vez em quando [mesmo com sucesso quase ínfimo]. Tive vontade de ir embora, de fugir, de largar tudo, de me afundar em qualquer buraco. Mas eu não posso fugir de mim. Não posso fugir de tudo o que sinto. Já que eu sempre penso que ninguém está disposto a ouvir minhas angustias, eu escrevo. Na verdade, nem todo mundo quer ouvir sofrimentos, apesar de que isso falta hoje em dia. Isso, ouvir o outro. Eu gosto de fazer isso. Mas, como não tenho um círculo social muito grande, são poucos que me procuram para algo assim. Talvez, eu deva começar a procurá-los. Mas, talvez, eles não queiram, nem saibam como falar de si mesmos. Afinal, hoje tudo é felicidade. É beleza e sorrisos. Não quero glamourizar o sofrimento, mas certas horas é preciso discorrer sobre isso [não como eu, exageradamente,... mas um pouco não faz mal.] Afinal de contas, como eu disse anteriormente, eu sou ansiosa. E ansiosos sofrem muito com paranóias.


       Quem me vê, não diz que eu sou assim. Quem me vê, acha que eu sou uma jovem estudante que só estuda e não tem mais nada a se preocupar na vida. Com certeza, pensam que sou apenas uma menina tímida demais para se expandir, um pouco chata que só liga para seu curso e internet. Talvez não pensem que eu tenho muito que dizer.  Talvez eu não os deixe pensar assim.  Eu sei que poderia me entregar mais às pessoas, mas eu não sei direito como começar... Sinceramente, eu acho que tenho medo de relacionar demais e acabar me decepcionando. Ou... Tenho receios demais aqui dentro para começar. Eu não sei começar papo, eu não sei continuar papo, acho que estou incomodado, penso que a pessoa pode me achar sem-graça, tediosa e afins... E talvez eu seja mesmo. Por não viver muito, eu não tenho muito a dizer. Isso contribui e muito, eu sei. Não saio muito, não bebo, não gosto de ‘curtições’, baladas, resenhas, muito barulho, por-do-sol, violões, risadas e vinho para todos. Os mais jovens como eu curtem isso hoje, não é? Pois é, eu não. E, muitas vezes, eu sei que poderia me dar bem melhor se gostasse. Mas, eu, realmente, não quero me forçar a nada. Mas sofro pensando nisso.


    Eu tenho muitas outras questões a tratar... E eu posso vir falar sobre elas a qualquer momento aqui, afinal, é minha terra, meu cantinho. E eu precisava, de verdade, dissecar isso aqui. Eu disse outras vezes que não estava me sentindo muito bem nas últimas semanas e isso se confirma aqui, e muito. São muito eus, tantos eu aqui nesse espaço, parece cansativo, mas é um alivio para mim. 



sábado, 16 de julho de 2016

Perda




Hoje eu descobri que não superei
Não superei o que não consegui conquistar
Não superei aquela raiva antiga
Que acreditei ser momentânea
E torci o nariz, tomada de orgulho
Jurando estar tudo bem
Eu não superei ver as mãos entrelaçadas
Eu não superei perder o passo
Ficar para trás, sempre. 
Após tantos invernos...
Eu não superei
Ao passar despercebida
Ao ser uma completa desconhecida para você 
Tive vontade de chorar
Inventei milhares de letras 
Letras embaralhadas em minha mente
E, assim, eu descobri: 
Eu me apaixonei, sim.
Quis tanto que perdi
Sonhei tanto que me afastei do olhar
Escolhi as palavras erradas
Os gestos errados
Eu acreditava ser uma vencedora
Eu acreditava ter esquecido
Mas quando vi teus olhos
Ouvi novamente tua voz
Então, descobri:
Eu, sinceramente, nunca superei.



terça-feira, 12 de julho de 2016

Sensibilidade



A pele desmancha-se a cada quase-toque
Palavras perfuram como espinhos
E seu veneno é doce, em perfusão nesta carne
Os pensamentos não se destroem
Tornam-se pedras
Que seguem caminhos, cheios de desvios
Deito-me ao chão
Anestesiado, em prantos,
Sentindo cheiros e venenos por toda parte
A pele desmancha-se a cada toque
Espalha-se pelo chão
E as pedras jamais encontrarão um eixo


sexta-feira, 8 de julho de 2016

08/07/16...





As aulas voltarão daqui a pouco e eu preciso de muita disposição para o retorno, o próximo semestre será bem puxado. Estou me sentindo bem pra baixo esses dias e eu sei o porquê .... Todas as palavras me revelam sem dó.
Vou ter que me apartar do blog durante alguns meses... É muito custoso para mim, muito mesmo. Mas, necessário.
Eu me afasto, mas todo o meu coração e minha paixão preservo aqui... Hoje e sempre.

Volta e meia eu estaria aqui, novamente.


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Durma bem, meu menino...



Dorme bem, meu menino.
Os anjos não estarão mais ao teu lado
Podes contar comigo, se quiser.
Mas eu não posso carregar tudo sozinho

Tens este estranho talento de menino
De chorar por causas pífias
Cansar por qualquer dor
E querer deixar o outro te ferir

Já te disse, menino, não quebre teus espinhos
Mas tu não escuta, não entende..
Casou-se com a dor - e, à noite,
Só tem seus pensamentos para o alheio

Pobre menino desajustado.
Continuarei aqui, contigo.
Mas escutarei calado,
E tu, então, saberás que eu estou correto.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Sobrevivência



Todo aquele corpo sobrevive entre as frases
Está bem vivo? Sim.
Entre os papéis todos juntos
Vejo-o por inteiro
Todo seu passado
E o seu presente.
Leio-o por inteiro
Despido entre as folhas jogadas ao chão
Está aqui, em meu leito.
Em meu peito.
Sem pudor
Leio-o como quero,
Como sempre quis
Extraindo o prazer que jamais senti
Meus olhos deitaram em teu corpo
Entre as linhas... Em meus braços.
Não o descrevo,
Respeito tuas feridas
Quero apenas ler o teu corpo
Ver as cores das tuas palavras sobre o assoalho
Jogados em meus braços
E em teus versos...


O estranho

Todas as noites Uma névoa de letras E palavras soltas Entre nós e caminhos Feitos e desfeitos Debatem entre si E nesta pe...