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Mostrando postagens de Julho, 2016

O santo e o demônio.

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Quem pensa que és? Para ditar regras para mim, E não para você? E estabelecer o limiar Do certo E do errado? Dizer-se ser poço da humildade E jogar aos sete ventos tua santa caridade. Quem pensa que és!? Para julgar Punir E descrever lei Pensar ser o rei E o santo daqui e de lá? Eu sei, os deuses se orgulhariam de ti E todos os reinos serão inspirados  à tua glória. Somos tão pequenos...
Os pobres e pequenos letristas sobre os teus pés. O que são estas pequenas palavras? Pequenas palavras são apenas enganos Calunias Devo esconder-me? Devo exaltar-te? Quem dirá o que é bom para mim? Todo o teu povo é são de mente E eu sei, os demônios somos nós, caluniadores Que tentamos espalhar nossas maldades,  Com um belo sorriso no rosto, E venenos e garras em nossas palavras.

Prosa do dia - 19/07/2016

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[Pode ler... Mas leia por conta própria :)] Não vou falar de coisas 'boas', nem de coisas 'ruins'. Apenas de sentimentos. E eles podem ser de tudo um pouco.


     Sou timida, ansiosa, confusa e um tanto desconfiada. Envolvo-me em coisas que eu não sei se realmente quero e não definir nada do que eu quero.  Eu estudo, eu leio, eu crio poesias nas horas vagas e eu penso demais. Demais mesmo. Tanto que acabo imaginando problemas que talvez não existem ou nunca existiram, e sofro muito por isso.  Minha mente fica tão confusa, e meu emocional desmorona. Eu sei que acabo machucando pessoas que eu amo, eu preciso evitar. Eu tenho de aprender alguma maneira de melhorar isso. Minha ansiedade e medo me afetam demais, meu coração acelera... Meu humor se fecha e tudo é muito nebuloso. Eu não processo mais nada. Simplesmente parece que o mundo desabou para mim e todos têm culpa de tudo.
    Sinto uma intensa vontade de chorar quando percebo que perdi tantas oportunidades valiosas, m…

Perda

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Hoje eu descobri que não superei Não superei o que não consegui conquistar Não superei aquela raiva antiga Que acreditei ser momentânea E torci o nariz, tomada de orgulho Jurando estar tudo bem Eu não superei ver as mãos entrelaçadas Eu não superei perder o passo Ficar para trás, sempre.  Após tantos invernos... Eu não superei Ao passar despercebida Ao ser uma completa desconhecida para você  Tive vontade de chorar Inventei milhares de letras  Letras embaralhadas em minha mente E, assim, eu descobri:  Eu me apaixonei, sim. Quis tanto que perdi Sonhei tanto que me afastei do olhar Escolhi as palavras erradas Os gestos errados Eu acreditava ser uma vencedora Eu acreditava ter esquecido Mas quando vi teus olhos Ouvi novamente tua voz Então, descobri: Eu, sinceramente, nunca superei.


Sensibilidade

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A pele desmancha-se a cada quase-toque Palavras perfuram como espinhos E seu veneno é doce, em perfusão nesta carne Os pensamentos não se destroem Tornam-se pedras Que seguem caminhos, cheios de desvios Deito-me ao chão Anestesiado, em prantos, Sentindo cheiros e venenos por toda parte A pele desmancha-se a cada toque Espalha-se pelo chão E as pedras jamais encontrarão um eixo

08/07/16...

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As aulas voltarão daqui a pouco e eu preciso de muita disposição para o retorno, o próximo semestre será bem puxado. Estou me sentindo bem pra baixo esses dias e eu sei o porquê .... Todas as palavras me revelam sem dó.
Vou ter que me apartar do blog durante alguns meses... É muito custoso para mim, muito mesmo. Mas, necessário.
Eu me afasto, mas todo o meu coração e minha paixão preservo aqui... Hoje e sempre.

Volta e meia eu estaria aqui, novamente.


Durma bem, meu menino...

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Dorme bem, meu menino. Os anjos não estarão mais ao teu lado Podes contar comigo, se quiser. Mas eu não posso carregar tudo sozinho
Tens este estranho talento de menino De chorar por causas pífias Cansar por qualquer dor E querer deixar o outro te ferir
Já te disse, menino, não quebre teus espinhos Mas tu não escuta, não entende.. Casou-se com a dor - e, à noite, Só tem seus pensamentos para o alheio
Pobre menino desajustado. Continuarei aqui, contigo. Mas escutarei calado, E tu, então, saberás que eu estou correto.

Sobrevivência

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Todo aquele corpo sobrevive entre as frases Está bem vivo? Sim. Entre os papéis todos juntos Vejo-o por inteiro Todo seu passado E o seu presente. Leio-o por inteiro Despido entre as folhas jogadas ao chão Está aqui, em meu leito. Em meu peito. Sem pudor Leio-o como quero, Como sempre quis Extraindo o prazer que jamais senti Meus olhos deitaram em teu corpo Entre as linhas... Em meus braços. Não o descrevo, Respeito tuas feridas Quero apenas ler o teu corpo Ver as cores das tuas palavras sobre o assoalho Jogados em meus braços E em teus versos...