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Mostrando postagens de Outubro, 2016

Minha natureza me chama.

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Estou imerso em palavras desenfreadas Como águas que rebentam e inundam as margens verdes Preso entre as rochas, esperando a mão divina E eu rezo para que ela me puxe E me esqueça entre as nuvens Preso entre as rochas, As minhas lágrimas se misturam à violência das águas Misturam-se à imensa e divina natureza A este lugar estas lágimas pertencem A chuva rebenta sobre o meu corpo Tenso, encharcado Rogo a todas as minhas forças: - Leve-me! Ou eu descansarei aqui. A minha própria natureza me chama As rochas não mais me prendem Aquelas águas violentas só tentam me amansar Esqueço da mão divina Esqueço o encanto das nuvens A minha própria natureza clama o meu nome... A minha sina. E então sou carregado pelas águas Agora, já mansas.
-G.MOON

"Selenofilia"

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Quer dizer que meu fascínio tem nome? Interessante... rs  (Créditos na imagem)

A criança que chora

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Ao final da rua O som estridente da criança: A criança que chora Há todos os caminhos possíveis Que possam ser trilhados E as pedras coloridas iluminam o caminho Mas, há uma criança, Uma criança que chora. Mesmo que eu passasse por aqui todos os dias E esta invisível e Ensurdecedora  criança ao fim da rua Surgisse a mim Eu me esconderia E esqueceria-se de toda a sua estória Ela me guarda Guarda todos os segredos das casas Ela segue rondando pelos cantos secos da cidade Escondendo-se dos rostos Ao mesmo tempo em que os carrega em seu manto De cor desregrada E ela chora Pelo manto manchado Os segredos guardados E a sua contenda invisível
-G.MOON

Let It Happen... Let It Happen...

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Sinto uma vontade imensa de chorar toda vez que essa música termina. É como se minha alma fosse apartada do meu corpo e partisse em uma viagem rumo aos céus e.... quando tudo termina... Ela cai e se despedaça no solo da realidade.
Minha conexão com essa música é intensa... Eu sempre me sinto engolida pela agonia do dia a dia, pela minha ansiedade pelo amanhã... E me esqueço de deixar "as coisas acontecerem...". E as distorções na música, a voz calma do Kevin... Anestesiam.
Let it happen.


-G.MOON

Contos do amanhã: Sonhos

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Os sonhos sempre me expõem. Aquelas imagens turvas, confusas, que parecem não ter sentido algum.... Elas sim, me expõe sem dó. As noites sempre são tão turbulentas, meu corpo se retrai como se sentisse medo e todos os sentimentos mais aflitivos surgem para me corromper... Alguns momento eu acordo, ainda sentindo meu corpo voltar à realidade. E as imagens vão surgindo... Surgindo... Ressurgindo, aqui dentro e me perturbam. Novamente... Novamente... Toda noite.  Só que... há sempre um PORÉM. Eu aprendi  lidar com meus próprios sonhos. Não, eles não me dizem sobre o amanhã. Até porque sonhos não predizem o futuro. Mas, podem me conduzir a agir sobre mim mesma. Rostos conhecidos. Ambientes distorcidos. Tarefas não cumpridas. Aquela angustiante sensação de realidade. Despindo-me como nunca me despi. Abrindo meus olhos, enquanto estes estão fechados... Para aqueles sentimentos guardados aqui dentro... Aquelas saudades que me atentam aqui dentro. E todos os meus piores impulsos... E como eles…

Correria

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Estou longe de todos os olhares possíveis Eu corri para lá e para cá Ninguém me olhou, Ninguém me escutou, Quiçá perceberam minha presença Eu apenas vi todos passarem por mim Rápidos, como fumaça que se espalha Já anoitecia e minha vista falhava De uma esquina a outra, De um quarteirão a outro, Senti-me em uma estranha sensação de abandono Desinteresse?  Desespero! Assim que alguns olhos encontraram-se aos meus Senti a indiferença...  E não sei por que tanto a estranhei, Já que ela tanto faz parte de mim, Os assentos estavam vazios E eu me vi ao meio, Entrecortada entre o silêncio E o estridente som das ruas Chorando, enquanto observava o colorido das casas Tão altas... Tão cheias de vidas: Antes, antes de tudo Eu gritei para que me vissem Tão alto, tão alto, que implodiu Voltou-se para dentro Mas, agora, choro sozinha Enquanto todos me olham Mas não veem o que se desconstrói aqui dentro

G.MOON

Contos do amanhã: o frio

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Eu senti o silencio tórrido do meu quarto me invadir como um grito surdo dentro do meu peito. Eu não sabia como reagir àquelas imagens na minha cabeça. E minha ansiedade aumentava à medida que o tempo passava... Não, não podia estar acontecendo. Novamente, estou presa em minhas próprias insanidades. É incrível como estes esdrúxulos momentos te entregam sem muita consideração e, o pior, vem de dentro. Irradiando-se para fora e reagindo em todo seu corpo, extirpando suas forças.
Eu, realmente, tentei me levantar. Mas estava difícil. Muito difícil. Não, eu não me sentia pesada. Muito pelo contrario, estava tão livre que meu corpo se contorcia por si mesmo, levando-se como em mar aberto. Eu me enganei este tempo inteiro. Eu sempre irei me enganar.

Nós sempre vamos nos enganar.

Parecia tudo mais interessante. Eu, o amanhã, o hoje, este momento. Eu só queria que se tornasse interessante.
Mas, como? Há jeito. Eu sei que há. Mas não ha receita de bolo, então eu não sei como. Sou péssima em impr…

Casinha

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Já estive em tempos em que todas as janelas estiveram fechadas Fizesse calor Ou em longas temporadas de frio Todas as janelas permaneciam trancadas E as portas se abriam quando eu me sentia seguro Os raios de sol não se chegavam aqui Nem mesmo a mais elegante sensação do inverno  Apenas a melancolia das paredes fechadas O neutro - talvez - seco, autômato sentimento de isolamento Eu estive aqui dentro, sem saber exatamente por os pés para fora Então fui forçado a vestir-me apropriadamente Carregando minhas couraças E me dispor a mostrar-me lá fora Fora do eixo, eu deixei-me ir - não sei se quero voltar Não sabendo exatamente o que quero Saí - mas deixei a casinha quase completamente fechada: Algumas janelas estarão abertas - outras, sim, é melhor deixá-las trancadas, as chaves? Guardadas em meus bolsos. Menino que anda trocando os passos Ainda sorvendo o mundo Conhecendo outras casinhas, algumas bem abertas Feias, alegres, tristes... São tantas as paredes encontradas. Outras muito bem…
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sutilezas...