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Mostrando postagens de Novembro, 2016

Descarte

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Não vou mais te falar sobre o que sinto
Nem mais indagar sobre seus amores
Ou sobre suas dores
Aquelas que tanto rimos juntos
Mesmo sabendo o quanto nos afundava
Não sei se o passado ainda nos fere tanto
Mas você parece encantado demais
Inebriado demais em si mesmo
Para compartilhar comigo
Sentir o que sinto.
Não sei o que pensas de mim
Nem se minhas palavras e gestos são o suficiente pra te dizer
Que sou teu amigo
Mas teus sorrisos não me embalam mais
A sua companhia nos dias ensolarados  Entre os corredores escuros
Me pareceu apenas uma conveniência
Para suprir tua carência
Enquanto não encontras abraços mais descartáveis do que os meus
*É só como me sinto em relação a algumas pessoas que me cercam... Ou que já me cercaram.

-G.MOON

Estreia de Fic no Yaoi Tales ♥

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🌸 É com imenso prazer e alegria, que venho informar a estreia de uma das minhas queridas fics no blog Yaoi Tales! A Devalli demons. É yaoi, com fantasia, suspense e drama. Aqui está a sinopse:
📌“Eles podem estar entre nós. Escondidos nas mais bonitas couraças, vivendo e transitando por nosso mundo. Prontos para nos levarem a Perdição.” Foi assim que William Sullivan sentiu-se quando o conheceu. Os olhos verdes fervorosos. Os cabelos negros, profundos. Foi de repente, em uma situação nada convencional que descobriu seu primeiro amor: Uma tarde, o sol, a floresta, o canto tranquilo dos pássaros e o lago calmo observado pelos olhos de um doce predador. Dylan Devalli, de tão misterioso, tornava-se impossível de não tentar perscrutar os seus segredos. Porém, em meio uma difícil situação familiar, perigos de uma espécie de demônios sanguinária.... William, filho de prósperos comerciantes, torna-se um garoto perdidamente apaixonado por um Devalli, enfrentando desafios grandes demais que um…

Cântico negro - José Régio

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"Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há nos meus olhos ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Porque me repetis: "Vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?
Corre nas vossas veias sangue velho dos avós.
E…

Sutilezas...

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Quanta poesia em uma imagem.... (aumenta para ter ideia da grandiosidade dela)
http://fyblackwomenart.tumblr.com/post/131525175579
Créditos: Riya Jama.

-G.MOON

Afeto

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Tudo bem, eu estou bem. Podemos sentar aqui  Conversar sobre nossos infinitos universos Sentir a energia vinda das estrelas  E procurar as rasuras da lua Tudo bem, estamos bem. Tomamos uma taça de vinho Apenas uma Sentimos o cheiro da terra O sereno invadindo nossas almas As nossas mãos entrelaçadas Tudo bem, ontem eu queria ter ver entre nós de ferro Mas, hoje, eu preciso conversar Preciso entender os sentidos do rancor Todos os tatos do amor Amanhã podemos estar distantes Eu não procurarei por ti Tudo bem, te juro. Apenas fique aqui: compartilhe seu universo comigo... Longe de tudo que possui sentido.
-G.MOON -G.MOON

Desafetos

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Mesmo que eu tivesse todo amor do mundo Mesmo que teus sentimentos fossem os mais doces Mesmo que teu sorriso fosse deveras cativante
Nada deteria esta minha vontade de te ver sobre estes pés
E que o universo devolvesse a ti
Todas as fissuras que me provocaste
Estes teus olhos fulgurosos nada mais são do que
Uma rasura que desgraça o meu destino
E a tua voz tão carregada de trejeitos  E os gestos cheios de sutilezas
Não deixam mais meu corpo derramado neste leito
Esperando a claridade do renascer.


Mesmo que eu soubesse todos os cânticos para te amar Mesmo que eu soubesse todos os feitiços de amor Mesmo que meus pensamentos se resumissem a ti Nada deteria este instinto de te provocar Roubar tua alma e enclausurá-la em nós de ferro Esperando o teu implorar Ainda que eu não chorasse, saberia o quanto estaria errada Condenada por mim mesma Condenada por ti Pela minha natureza que te ama E te extirpa: de desafeto a desafeto.
-G.MOON

Guerra aos primeiros laços

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I Esteve sempre ali, de mãos abanando Os braços bem abertos E um sorriso incerto, à procura de qual gesto? Esteve sempre ali, o andar descompassado As mãos ainda aos ventos Jogando palavras sinceras E recebendo a poeira que emerge do chão As lágrimas que surgem... São aquelas contidas? Até que um dia, Conheceu a raiva do tempo Baixou os braços, uniu-se ao seu próprio peito Não espere mais tal "gesto" A raiva do tempo também é tua Empunhe suas mãos, que o sangue não fala mais alto Deles, terás também o punho! Compreendes, por fim? Não conheces ninguém, estarás sozinho... Então, una seus braços - encoste-os a si mesmo. Pra sempre... Sempre haverá a tal ambivalência - até a ti mesmo Não espere uma relação de um laço somente. Queres o punho - Queres os braços abertos? Terás os dois.

II

Agora, não és tão adulto como pensavas
Conheces o machucado
Teus olhos estão abertos
Te pareces um mundo borrado?
E aqueles que estiveram sempre ao teu lado
Parecem amigos? Serão teus inimigos?

Prosa do dia 07/11/2016

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Nota: Atualizei a página *Sobre a autora do blog...*
Ainda não estou de férias.
Minha universidade foi ocupada e ocorre uma greve estudantil... Por enquanto, estou aqui pensando em por meus hobbies em dia, mas preocupada com o rumo que as coisas estão tomando. Não me sinto parte de tudo isto que esta acontecendo e, cada vez mais, me sinto afastada destes movimentos. Não sou contra (de jeito nenhum), mas certas coisas me deixam assustada e/ou desencorajada). Vejo algumas brigas, intrigas, piadinhas e que este campo não é pra mim. Eu seria como uma ovelhinha perdida, procurando em quem acreditar. Ou no que se agarrar. Sei o quanto é importante tudo isso, mas não vou me envolver demais.
Estes dias estou me sentindo bem, um pouco sozinha, mas faz bem. Certas horas me sinto carregada das pessoas e não tenho vontade de socializar, nem sair por aí. Na verdade, só quero meu sossego... Meus pensamentos, meus demônios juntos ou minhas palavras. Enfatizo o *meu* e *minha* porque tudo é tão MEU que …

Irreal

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Um corpo desaba ao chão Pego em suas mãos Os traçados entre os dedos... Assemelham-se aos meus Os pontos entre as ruas estão turvos A mente sã Jamais se deixaria ser irreal Os cabelos longos Os véus soltos somem aos ventos E meus pés se movem, Procurando aquele corpo novamente Olho em volta: O chão está frio Os pequenos fios entre as pedras Cheiram a sangue quase-morto
Então eu desacelero, E percebo: Aquele corpo é meu.
-G.MOON

descanso

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Estou deitada, recebendo os raios de sol da manhã em estado letárgico, observo o dia chegar:
sem conseguir absorver seu espirito alegre do re(nascer) meus olhos piscam enquanto o castanho frio deste olhar descobre o brilho da aurora
entendo que... enquanto o dia se levanta eu me deito sobre a cama, descanso a minha tormenta deito sobre as desordens da minha alma... e procuro a paz.
-G.MOON