domingo, 6 de novembro de 2016

Irreal







Um corpo desaba ao chão
Pego em suas mãos
Os traçados entre os dedos...
Assemelham-se aos meus
Os pontos entre as ruas estão turvos
A mente sã
Jamais se deixaria ser irreal
Os cabelos longos
Os véus soltos somem aos ventos
E meus pés se movem,
Procurando aquele corpo novamente
Olho em volta:
O chão está frio
Os pequenos fios entre as pedras
Cheiram a sangue quase-morto

Então eu desacelero,
E percebo:
Aquele corpo é meu.

-G.MOON

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