quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Indagações ao luar.



Ontem foi a primeira vez que ele observou o céu sem um brilho despontar de seus olhos. Pensava em suas dores, em quanto queria que aquele encanto dos céus o fizessem desaparecer de vez. Sumindo entre a poeria das estrelas, ao encontro de todas as respostas que o mundo não lhe pode dar. O que dizer?
Não se reconhece... Não te reconhecem nesta terra. A lágrima quente fez chocou-se ao chão frio... Se todos pudessem ver como se sentia... Mudaria algo?
As conversas que teve pela manhã, as vozes que clamavam por seu nome... Apenas conheciam o seu nome. O íntimo jamais se fez presente e ele agora olhava os céus sem brilho. A lua o conheceria? Talvez. Parecia que apenas 'ela o reconhecia. Deitou-se ao chão e ele continuava frio... Como seu peito.
Não entendeu nada, não entendia o que deveria fazer! Olhava a terra, sem brilho nos olhos. Deveria ficar? Deveria dizer? O que deveria realmente fazer? Não haviam outras almas por ali, não havia alma alguma ao seu lado... Alma em seu âmago? Quem sabe? Ela não parece tão estonteante. Sem vigor, sem propósito.
Ama os outros. É amado? Quem sabe? Estuda os gestos, as palavras, os olhares... Retém tudo ao seu redor! Faz bem? Quem sabe!
As perguntas o perturbam novamente... é como dizem: questões demais desorganizam. Toda vida será assim.
O chão continuava frio.
E seus olhos encaravam céu sem o vigor de antes.

-G.MOON

2 comentários:

  1. Quem dera eu enfim alguém encontrasse que o estranho em mim me apresentasse.
    GK

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  2. Desorganizar esta pseudo normalidade... :)

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