quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Marcas





Eternamente, as marcas se afundam aqui
Os caminhos tortuosos
Em que tudo sinto
Em tudo me afogo
E nada me satisfaz
Sou eterna: dentro dos meus segredos
Cada vez mais engolida nestas marcas
Sorrindo para poucos interesses
Chorando para tantos outros
Aqueles poucos que me viram
Jamais perscrutaram estes caminhos
Não quiseram tocar
Não quiseram estender suas mãos
Não chegaram a caminhar - eu me encolhi?

São tantos os dias que se passam
Tantas as tardes, e o verão se anuncia
As marcas se estendem
Tornam-se cada vez mais cruas
Quase em carne viva
Como abate.
Eu percorro mil caminhos
Encontrando mil novos cortes
Cada vez mais expostos...
Tanto sangue quente aqui dentro.

-G.MOON

2 comentários:

  1. As visíveis são, dentre as nossas cicatrizes, uma ínfima minoria.
    GK

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