sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Rasgos



arrancastes pedaços de mim
a cada frase dita
em cada silaba que escapa de teus tão santos lábios
rasgastes a minha carne
e eu me deixei desmoronar aos teus pés
palavras sem sentido algum se soltaram de mim
e eu sei: eu permito
Eu, tola, permito que me machuque
que eu retorne novamente aos estados primitivos
de minha tenra e sem graça infância
eu esperneei
chorei
eu me escondi, como de brincadeira
mas ninguém quer realmente me encontrar
devo continuar aqui?
os pedaços sobre o chão
as palavras não ditas enroladas em minhas mãos
prontas para serem lançadas em ti
mas escondidas entre os meus dedos
ditadas em silêncio
permitindo-te novamente
permitindo-me, novamente,
a ser tola,
ingênua... 
insignificante para ti
Queres me perguntar?
venha aqui, eu nada te devo
mas, por favor,
te imploro
nada mais te peço: juro
minha sina não é mansa
então, deixe-a (deixe-me) em paz.

-G.MOON
-G.MOON

4 comentários:

  1. Ah... Se pudéssemos querer, quando se quer como um louco, apenas 'sinas mansas'!

    ResponderExcluir
  2. O lado injusto do amor é não ser em quem a causa que dói a dor.
    GK

    ResponderExcluir

Chamam meu nome?

Entendo aquele olhar Chamam meu nome lá fora? Entendo aquele toque Chamam meu nome lá fora? Não há futuro para mim aqui dentro Não...