sexta-feira, 3 de março de 2017

As ruas e rostos sem nome



As ruas sem nome estão sempre cheias
De suor, raivas
Tristezas
E tantos estresses
Andando pelo asfalto sujo
Observo rostos cegos
São como borrões
Passam, fogem entre os caminhos
Cada um procurando os seus desejos 
Andando e dançando em círculos
Encontram-se sempre os mesmos borrões
As mesmas atitudes sem nome
São muitas vias
Todas elas para um único caminho
Os borrões se confundem
O andar nunca ganhou algum nome próprio
Sinto que estou entre eles
Entre os estresses e as tristezas
O suor sujo a correr por minhas mãos calejadas
As linhas tracejadas nesta pele desgastada
Penso:
Como nomear tudo isso?

Há uma única via
E eu sigo através de dela.

-G.MOON

2 comentários:

  1. Seja um algo, um alguém ou um rompante, o sem nome é bem mais fascinante.
    GK

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