domingo, 30 de abril de 2017

Não há.



Não há pergunta
Não há resposta
Não há palavra
Não há diálogo

Nem sequer um abraço
Ou um toque desejado

São apenas estranhos
Seguindo seus destinos distintos
São apenas estranhos
Observando-se entre seus caminhos

Eu sou apenas expectativa
Sou apenas o desejo
A palavra contida
O abraço ao vento

Já você... Você?
Pra mim... você é apenas imaginação
Apenas o que eu planejei
Apenas o que eu esperei

Você deve ter em si,
Algo que eu nunca sei.
Talvez nunca saberei.

-G.Moon

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Indecifrável



Quando tudo se for
Sei que ainda estarás presente aqui
Quando o pulso pender ao infinito
Sei que podes cantar para sempre
Quando toda sensação se esvair
Sei que tua imagem continuará aqui

Assustam-me as correntes do destino
O fim de todos, a imagem não definida
E indecifrável do não-ser 
Mas todos vão se constituindo de pé
As marcas constroem-se pelo mundo afora

Então
Quando tudo se for
Todas as tuas pegadas continuam aqui
Em cada fio de pensamento

Em cada lágrima feita somente pra ti.

É tão estranho perder alguém querido... :'/ Mas ele está em paz agora.

-G.MOON

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Uma foto para alegrar o dia.


Eu amo gatos... Acho que sempre deixei isso bem claro por aqui. xD
Essa fotinha é tão meiga e simples, mas me acalentou de um jeito estranho que eu sinto uma paz enorme quando olho para ela.
É só a Smoothie (nome da gatinha) e algumas flores.
Mas me deu um conforto.. 
Não sei explicar. Deixo aqui pra vocês.

-G.MOON

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Prosa do dia 12/04/2017


Certos momentos, principalmente esses dias, eu sinto uma vontade imensa de falar algo com alguém, mas eu não encontro... Então, vejo meu blog aqui e me eu sinto realmente confortável de falar.
Sabe quando você está em uma situação que não sabe muito bem o que vai acontecer, onde vamos desembocar e todo o futuro vira um ponto turvo maior do que ele já é? Então.. Esses meus últimos dias têm sido assim.
Um pouco sozinha, quase sem chão e temendo tudo que pode vir.
Eu geralmente tento me manter equilibrada, seguindo como acho correto, mas nos últimos tempos a situação tem se invertido em um sentido que me desperta afetos terríveis e eu só sei retroceder. Não, agora eu não estou chorando. Sinto apenas uma dor que está crescendo e eu nem sei se um rompante de lágrimas pode me ajeitar... Uma agonia aqui dentro, o corpo pesado. Eu não consegui descrever em versos. Tive de começar a divagar, a me perguntar, a deixar me afligir e escrever... enquanto tudo vem. Nesse momento eu descubro que estou e sou muito frágil, mas não sei onde buscar colo. Um ponto de apoio muito significativo está um pouco longe de mim e eu não sei onde me ancorar. Os lugares e as algumas pessoas têm se tornado distantes, em instantes de silêncios estranhos e eu não sei onde fica a palavra, o diálogo nisso. Eu não sei de mais nada.
Como disse antes, eu ODEIO incertezas. A angústia que elas me trazem é estarrecedora. Me deixa em estado quase letárgico. Mas eu geralmente consigo manejar, consigo ver brechas que me ajudam a compreender e digerir a situação. Agora, eu procuro, procuro e me sinto ameaçada, vendo futuros sem muitos fundamentos. Sei que a pessoa mais afetada em tudo que minha família está vivendo agora não sou eu... Mas o ambiente, as sensações, as emoções, as palavras escutadas aqui e ali... Só me angustiam.
As distâncias, os instantes, AS INCERTEZAS, as minhas expectativas...as doenças. Eu só pediria que elas evaporassem logo.


Eu queria um abraço. Muito. Mas um abraço de verdade, em que eu sinta o calor, o pulso da vida subindo e descendo no peito. Continuo procurando, continuo tentando...

Eu preciso ser forte. Ainda mais estando sozinha.

Falta exatamente um mês para o meu aniversário.
-G.MOON

domingo, 9 de abril de 2017

O ódio



Algumas pessoas dizem que não podemos odiar alguém. O ódio é uma palavra muito forte. Não se deve sentir. Não se deve pensar.
Esses últimos dias, eu descobri o que é odiar verdadeiramente alguém.
Eu senti este afeto extremo e fulgurante à flor da pele, como se todos os poros do meu corpo faiscassem. Faz algum tempo eu tentava entender este sentimento. Eu o domei, mas senti. Senti em tamanha intensidade que todos os meus órgãos se reviravam abaixo.
Então, eu entendi: Estes impulsos agressivos fazem parte de nós.
Meu ódio explodiu em lagrimas, mas eu o senti, experimentei e domei, para que não o externasse da forma como ele assomou dentro de mim.
A energia do ódio vem e se espalha, distorce e , se não domado, explode em faíscas por todo o lugar.
Minha cabeça girou
Meus olhos apenas viam pontos turvos
Então, eu retrocedi...
Não por covardia.
Mas para me preservar.
Não me deixar dominar pelo sentimento.

O único que eu tenho medo de experimentar novamente.


-G.MOON

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Paciência



Espero um tato que não existe
Espero que um deserto se transmute em águas cristalinas
Que possam matar a minha sede impaciente
Eu espero um brilho no olhar opaco
Espero o abraço que me foi negado
Eu espero que você me diga que
eu, finalmente,
Não esperarei mais
Espero conseguir enganar a mim mesma
Não consigo
Nunca conseguirei
Observo muito
Creio pouco
Penso demais.

Logo
Eu não esperarei mais.
-G.MOON

terça-feira, 4 de abril de 2017

Angústia?



As torrentes cinzas de chuva lá fora
O tempo me observa em tal agonia
Que as linhas em branco se desfazem entre os segundos
A ardência na pele se torna intensa
Reverbera por dentro e embaça meus olhos
As cores se inverteram - 
o ponto se inventa em um sentido negativo insuportável
Os medos correm em minhas palavras
Os medos se constroem e crescem na confusão dos sentidos
A chuva parece mansa agora
Ouço os pingos de chuva
O cheiros invadem pelos poros da pele
Nada se pode com o que há por dentro
Mas o que há por dentro? 

-G.MOON

Linguagem do corpo

Os olhos voltados pra cima A boca seca Os lábios trêmulos  Os dedos que se fecham Meu corpo denuncia O que a palavra não r...