quarta-feira, 7 de junho de 2017

A flor e sua juventude



Em um canteiro qualquer
Havia uma flor
Exalando seu perfume graciosamente
Em júbilo da mocidade
Tão vermelha quanto a areia que a assenta
Tão solitária quanto os beija-flores que passavam por ela

Mas ela era uma flor diferente das outras
Esse seu cheiro
Seu encanto de juventude
Nada lhe trazia:
Nem um olhar
Nem uma doce palavra sequer

Passam-se as estações
O frescor do Verão
A frieza tímida do Outono
A glória e as cores da Primavera
E sempre parece um intenso Inverno para ela

Onde fica acolhida
Fechada
Inebriada em seu próprio cheiro
Encostada em seu solitário canteiro 

G.MOON

Um comentário:

  1. A pétala pluripélvica penetra a pura prantotérmica ptialina.
    GK

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